{"id":6310,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6310"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"tres-razoes-medicas-para-ser-a-favor-da-vida-e-contra-o-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tres-razoes-medicas-para-ser-a-favor-da-vida-e-contra-o-aborto\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas raz\u00f5es m\u00e9dicas para ser a favor da Vida e contra o aborto"},"content":{"rendered":"<p>Pensar a Vida <!--more--> 1 \u2013 Uma mulher normal, com uma gravidez normal e com um feto em desenvolvimento, normal n\u00e3o \u00e9 uma pessoa doente. Por isso, ao M\u00e9dico apenas cabe uma interven\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia que, em muitos pa\u00edses, \u00e9 feita por Enfermeiras especializadas; e o M\u00e9dico s\u00f3 \u00e9 chamado a intervir quando h\u00e1 risco de doen\u00e7a e a gravidez passa a ser classificada como gravidez de risco.<\/p>\n<p>Portanto, destruir um feto em desenvolvimento n\u00e3o \u00e9 um acto m\u00e9dico, porque a gravidez n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a. Nenhum M\u00e9dico o pode praticar em circunst\u00e2ncia nenhuma.<\/p>\n<p>2 \u2013 E se a mulher gr\u00e1vida pedir o abortamento ao M\u00e9dico, invocando motivos sociais ou econ\u00f3micos e declarando que n\u00e3o pode suportar mais o estado de gravidez e que quer que o seu filho seja retirado do \u00fatero e morto?<\/p>\n<p>O M\u00e9dico ter\u00e1 de lhe responder que n\u00e3o pode dar satisfa\u00e7\u00e3o ao seu pedido, porque a fun\u00e7\u00e3o que lhe cabe desempenhar como M\u00e9dico e a sua compet\u00eancia espec\u00edfica s\u00f3 podem estar ao servi\u00e7o do diagn\u00f3stico e tratamento de doentes. Se a causa do pedido de abortamento n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a mas uma car\u00eancia financeira ou um abandono e marginaliza\u00e7\u00e3o social \u00e9 \u00e0s estruturas de protec\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a social e familiar, p\u00fablicas ou privadas, que compete eliminar as causas do pedido de abortamento; se o M\u00e9dico acolhesse o pedido e praticasse o crime do abortamento, ofendendo as disposi\u00e7\u00f5es do seu C\u00f3digo de Deontologia, n\u00e3o iria resolver nada; os ditos motivos sociais e\/ou econ\u00f3micos ficariam na mesma ou piores do que estavam antes do abortamento. Este teria sido um crime in\u00fatil e deixava a porta aberta para novo pedido de abortamento algum tempo depois. Os poucos estudos que h\u00e1 sobre abortamento clandestino, mas registado, mostram que estes motivos s\u00f3cio-econ\u00f3micos, que os defensores do abortamento por vontade da mulher gr\u00e1vida sempre invocam como a grande causa para o abortamento, s\u00e3o mencionados em cerca de 3 % dos casos.<\/p>\n<p>3 \u2013 O M\u00e9dico n\u00e3o pode praticar o abortamento n\u00e3o s\u00f3 por estas duas raz\u00f5es mas ainda por outras de natureza m\u00e9dica.<\/p>\n<p>O M\u00e9dico sabe que esta interven\u00e7\u00e3o abortiva sobre o corpo da mulher gr\u00e1vida, al\u00e9m de provocar, obviamente, a morte do feto, tem riscos importantes para a m\u00e3e, tanto no acto de fazer o abortamento como no futuro, no que se refere \u00e0 sua sa\u00fade geral e \u00e0 sua sa\u00fade sexual. Mesmo o chamado \u201cabortamento seguro\u201d pode complicar-se com infec\u00e7\u00e3o uterina e das trompas, com septicemia, com esterilidade p\u00f3s-abortamento, com depress\u00e3o moderada ou grave; em casos raros, at\u00e9 com suic\u00eddio da m\u00e3e que se fez abortar. Relativamente \u00e0 maior incid\u00eancia de cancro da Mama nas mulheres que fizeram um ou mais abortamentos, h\u00e1 grande pol\u00e9mica sobre os resultados publicados, mas os mais fi\u00e1veis indicam que tal maior risco \u00e9 uma realidade com valor estat\u00edstico.<\/p>\n<p>Cabe ao m\u00e9dico, contudo, acolher as mulheres que se fizeram abortar, sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o, tratar as altera\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas de que sofram, f\u00edsicas e\/ou psicol\u00f3gicas, e promover a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para que aquela pessoa n\u00e3o volte a encontrar-se na situa\u00e7\u00e3o que a levou a fazer-se abortar.<\/p>\n<p>Daniel  Serr\u00e3o<\/p>\n<p>m\u00e9dico, escreve a convite da ADAV\/Aveiro &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Apoio e Defesa da Vida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensar a Vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-6310","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6310\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}