{"id":6332,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6332"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"cristaos-no-mundo-do-trabalho-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cristaos-no-mundo-do-trabalho-ii\/","title":{"rendered":"Crist\u00e3os no mundo do trabalho (II)"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o S\u00ednodo Diocesano <!--more--> \u00c9 muito comum, nos nossos dias, encontrarmos quem queira ver a Igreja remetida \u00e0 sacristia, quem deseje \u201cencurralar\u201d os crist\u00e3os num intimismo \u201cpacifista\u201d, em suma: quem deseje tornar a f\u00e9 crist\u00e3 insignificante, reduzir a Igreja a uma \u201cdevo\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cV\u00f3s sois o sal da Terra; v\u00f3s sois a luz do Mundo!\u201d &#8211; S\u00e3o palavras de Jesus, de modo algum in\u00f3cuas ou pietistas. A presen\u00e7a dos crist\u00e3os na vida social, na vida laboral, n\u00e3o pode ser neutra de forma nenhuma. A sua maneira de viver &#8211; igual \u00e0 de qualquer cidad\u00e3o &#8211; tem de se reconhecer, todavia, pelos valores que a enformam, com reflexo evidente na sua rela\u00e7\u00e3o com os demais e com as realidades em que se move.<\/p>\n<p>Da\u00ed que o S\u00ednodo Diocesano, para al\u00e9m de sugerir uma compreens\u00e3o crist\u00e3 humanista do trabalho e da economia, proponha caminhos que desenvolvam um clima de responsabilidade comum face \u00e0 problem\u00e1tica do mundo do trabalho.<\/p>\n<p>Promova a Igreja Diocesana, por meio das suas institui\u00e7\u00f5es, o di\u00e1logo e a colabora\u00e7\u00e3o entre os crist\u00e3os, situados nas diferentes \u00e1reas do mundo laboral, e tamb\u00e9m entre as associa\u00e7\u00f5es e movimentos  que se reclamam de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e que actuam nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>Proponha-se a solidariedade como primeiro crit\u00e9rio das decis\u00f5es e como caminho para encontrar solu\u00e7\u00f5es e corrigir abusos de uma economia desvinculada da \u00e9tica humanista e crist\u00e3.<\/p>\n<p>Sejam os empres\u00e1rios crist\u00e3os incentivados a investir e a criar postos de trabalho, pondo os seus bens ao servi\u00e7o do Bem Comum e exprimindo, deste modo, o car\u00e1cter social do capital acumulado. Apoiem-se e louvem-se tamb\u00e9m todos aqueles que j\u00e1 o fazem e que, na gest\u00e3o da empresa e no respeito pelos direitos dos trabalhadores e da sua qualidade de vida, procuram agir segundo a Doutrina Social da Igreja.<\/p>\n<p>Tudo isto reclama uma consci\u00eancia interna, individual e de grupos ou movimentos, da miss\u00e3o que cabe \u00e0 Igreja de ser portadora de uma Boa Nova para o mundo do trabalho. Boa Nova que \u00e9 essencialmente o reconhecimento do pr\u00f3prio trabalho como um modo de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e um contributo para a harmonia social; afirma\u00e7\u00e3o consistente da fraternidade humana, que deve tornar solid\u00e1ria toda a forma de rela\u00e7\u00f5es, incluindo as laborais; utiliza\u00e7\u00e3o dos bens, mesmo que de propriedade privada, em benef\u00edcio de todos.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 vedada a iniciativa privada. Pelo contr\u00e1rio, a riqueza da diversidade de talentos e de capacidade de iniciativa ser\u00e1 um bem. \u00c9 preciso \u00e9 que os princ\u00edpios \u00e9ticos que regulem toda a actividade, do capital e do trabalho, radiquem na dignidade da pessoa humana e no seu car\u00e1cter de ser-em-rela\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o S\u00ednodo Diocesano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6332","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6332"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6332\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}