{"id":6346,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6346"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"crise-da-seguranca-social-crise-de-rendimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/crise-da-seguranca-social-crise-de-rendimentos\/","title":{"rendered":"Crise da seguran\u00e7a social &#8211; crise de rendimentos"},"content":{"rendered":"<p>1. Com mais ou menos alarmismo, \u00e9 patente a crise da seguran\u00e7a social. E patente \u00e9 tamb\u00e9m a crise de, pelo menos, dois outros rendimentos: os sal\u00e1rios m\u00e9dio-inferiores e os lucros das empresas mais fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>Para esta crise de rendimentos contribuem, sobretudo, quatro factores: (a) o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, que prejudica a seguran\u00e7a social com a diminui\u00e7\u00e3o da receita e o aumento da despesa; (b) a estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica; (c) a competitividade internacional e a globaliza\u00e7\u00e3o; (d) e a concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e rendimentos nos grandes grupos financeiros e empresariais. <\/p>\n<p>Perante a crise de rendimentos, confrontam-se tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias: o minimalismo social; o maximalismo social; e o realismo humanista.<\/p>\n<p>2. O minimalismo social entende que os rendimentos podem descer at\u00e9 ao m\u00ednimo comport\u00e1vel. Desse modo, baixam os custos das empresas e da seguran\u00e7a social. Consequentemente, baixam os custos da produ\u00e7\u00e3o e, alegadamente, as empresas tornam-se mais competitivas.<\/p>\n<p>Nenhuma for\u00e7a partid\u00e1ria defende expressamente o minimalismo social. No entanto, alguns comentadores e especialistas na \u00e1rea econ\u00f3mico-social v\u00eam-na sugerindo. Tamb\u00e9m os defensores do maximalismo social fazem o jogo do minimalismo, dado que defendem o indefens\u00e1vel e provocam tenta\u00e7\u00f5es minimalistas nas for\u00e7as pol\u00edticas mais prop\u00edcias a isso.<\/p>\n<p>3. O maximalismo social consiste na defesa da perman\u00eancia, e at\u00e9 do aumento, dos rendimentos, mesmo que n\u00e3o exista base econ\u00f3mica para tal. A generalidade das for\u00e7as consideradas progressistas identifica-se com esta posi\u00e7\u00e3o, e furta-se a qualquer condescend\u00eancia com as limita\u00e7\u00f5es da base econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>4. A terceira posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a do realismo humanista. Este realismo aceita como um dado os constrangimentos econ\u00f3micos, luta pela respectiva supera\u00e7\u00e3o e preserva sempre a vincula\u00e7\u00e3o aos direitos humanos, aos princ\u00edpios \u00e9ticos e ao sentido de responsabilidade pessoal e colectiva. N\u00e3o exclui a hip\u00f3tese de diminui\u00e7\u00e3o de rendimentos, mas luta para que ela n\u00e3o seja grave nem duradoira, nem afecte os estratos sociais de menores recursos.<\/p>\n<p>Apesar de o realismo humanista ser, porventura, a \u00fanica das tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es favor\u00e1vel aos rendimentos, em crise, parece n\u00e3o existir nenhuma for\u00e7a pol\u00edtica e social que lute por ela, de maneira sistem\u00e1tica e consistente. Os governos procuram assumi-la, mas quase sempre de maneira precipitada, sem fundamento suficiente nem perspectivas de futuro. Os partidos neles representados \u00abn\u00e3o fazem o trabalho de casa\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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