{"id":6365,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6365"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"caminho-de-glorificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/caminho-de-glorificacao\/","title":{"rendered":"Caminho de glorifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; II Domingo da Quaresma &#8211; Ano B <!--more--> A liturgia deste domingo, como que numa antecipa\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, abre \u00e0 nossa contempla\u00e7\u00e3o o mist\u00e9rio da glorifica\u00e7\u00e3o do Senhor, ap\u00f3s a sua entrega \u00e0 morte na cruz. <\/p>\n<p>A primeira leitura narra-nos a hist\u00f3ria de Abra\u00e3o e o sacrif\u00edcio de seu filho Isaac. O patriarca Abra\u00e3o sentiu-se de tal modo em alian\u00e7a com Deus, que percebeu, como uma exig\u00eancia interior, a obriga\u00e7\u00e3o de lhe oferecer o seu filho \u00fanico em sacrif\u00edcio. Habituado a obedecer a Deus e \u00e0 sua consci\u00eancia, onde percebia a voz do Senhor, Abra\u00e3o n\u00e3o hesita em sacrificar o que de melhor possu\u00eda, o seu filho Isaac. Contudo, o Deus de Israel, ao contr\u00e1rio dos deuses pag\u00e3os, nunca aceitou sacrif\u00edcios humanos e, por isso, n\u00e3o deixou que Abra\u00e3o consumasse a imola\u00e7\u00e3o de seu filho. Abra\u00e3o obedeceu a Deus. A sua obedi\u00eancia valeu-lhe conservar vivo o filho e uma maior b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus em numerosa descend\u00eancia; nele todas as na\u00e7\u00f5es da terra foram aben\u00e7oadas.<\/p>\n<p>Abra\u00e3o tornou-se, assim, o nosso pai na f\u00e9. Sou sens\u00edvel \u00e0 voz de Deus e, nas minhas op\u00e7\u00f5es quotidianas, procuro obedecer-lhe e oferecer-lhe a minha vida?<\/p>\n<p>A segunda leitura mostra-nos como Jesus realiza, at\u00e9 ao fim, a figura de Isaac e como o amor de Abra\u00e3o \u00e9 imagem do amor misericordioso do Pai por n\u00f3s. N\u00e3o aceitou o sacrif\u00edcio de Isaac, mas entregou o seu pr\u00f3prio filho Jesus \u00e0 morte, para nos libertar de todos os nossos pecados e nos garantir a salva\u00e7\u00e3o definitiva. Uma vez salvos pela morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, n\u00f3s, eleitos de Deus pelo baptismo, n\u00e3o poderemos ser condenados por ningu\u00e9m no que se refere ao julgamento decisivo. Ainda mais, Cristo ressuscitado intercede, constantemente, por n\u00f3s junto de Deus, o que nos enche de uma total confian\u00e7a. <\/p>\n<p>Habitualmente manifesto a Deus a minha gratid\u00e3o pela salva\u00e7\u00e3o que me oferece em Jesus Cristo? Procuro fazer de Jesus o meu maior Amigo?<\/p>\n<p>O evangelho narra-nos o epis\u00f3dio da Transfigura\u00e7\u00e3o de Jesus no alto do monte Tabor. Esta cena, apenas observada pelos mais \u00edntimos de Jesus, tem a pretens\u00e3o de os fortalecer na certeza da sua divindade, a fim de que eles se tornem testemunhas fi\u00e9is, ap\u00f3s o \u201cesc\u00e2ndalo\u201d da cruz. Foram muito breves os momentos de contempla\u00e7\u00e3o de Jesus transfigurado, com o rosto e as vestes resplandecentes. Por\u00e9m, a experi\u00eancia espiritual dos disc\u00edpulos foi t\u00e3o intensa e inef\u00e1vel, que s\u00f3 desejariam ficar ali, extasiados. Mas a voz do Pai fez-se ouvir: \u201cEste \u00e9 o meu Filho muito amado, escutai-O\u201d. Os disc\u00edpulos, e n\u00f3s com eles, somos chamados a ouvir a voz do Pai, que nos fala em Jesus, e nos convida a subir o monte da Agonia e da Crucifix\u00e3o de Jesus, para com Ele escalarmos, tamb\u00e9m, o monte da Transfigura\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Costumo viver as horas de sofrimento como caminho de glorifica\u00e7\u00e3o? Como testemunho aos n\u00e3o crentes a f\u00e9 que herdei de Abra\u00e3o e dos primeiros crist\u00e3os?<\/p>\n<p>Leituras do 2\u00ba Domingo da Quaresma \u2013 Ano B: Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18; Sl 116 (115); Rm 8,31b-34; Mc 9,2-10.<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; II Domingo da Quaresma &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6365\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}