{"id":6375,"date":"2006-05-25T11:35:00","date_gmt":"2006-05-25T11:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6375"},"modified":"2006-05-25T11:35:00","modified_gmt":"2006-05-25T11:35:00","slug":"para-uma-teologia-que-nao-ignore-metade-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/para-uma-teologia-que-nao-ignore-metade-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Para uma Teologia que n\u00e3o ignore metade da humanidade"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> \u201cTeologia e G\u00e9nero\u201d re\u00fane onze ensaios de te\u00f3logas e te\u00f3logos, quase todos portugueses. Um contributo indispens\u00e1vel para compreender com mais profundidade a Boa Nova de Jesus<\/p>\n<p>Os estudos de Teologia e G\u00e9nero agregam actualmente um conjunto de quest\u00f5es e pesquisas no campo da Teologia, que at\u00e9 h\u00e1 bem pouco era conhecido como Teologia Feminista. Mas Teologia Feminista era um nome infeliz. Remetia para uma teologia acerca da mulher, ou feita exclusivamente por mulheres, ou, ainda, claramente oposta ao chamado patriarcalismo (dom\u00ednio dos homens; esquecimento da outra metade da humanidade) e t\u00e3o reivindicativa que chegava a esquecer-se que foi precisamente a cultura crist\u00e3 que tornou poss\u00edvel o feminismo. Alguma Teologia Feminista parecia querer impor um modelo igual ao anterior, que tanto criticava, s\u00f3 que de sinal invertido.<\/p>\n<p>Os estudos de Teologia e G\u00e9nero, como mostra este livro, j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o feitos s\u00f3 por mulheres, ainda que reivindiquem \u201cuma maior participa\u00e7\u00e3o da mulher como sujeito da produ\u00e7\u00e3o de reflex\u00e3o teol\u00f3gica\u201d, em vez de serem \u201cmeras destinat\u00e1rias das leituras teol\u00f3gicas realizadas pelos homens\u201d. E, sem terem abdicado da exig\u00eancia de \u201cigualdade de oportunidades reais para homens e mulheres\u201d, n\u00e3o est\u00e3o centrados na quest\u00e3o do sacerd\u00f3cio feminino. Fernanda Henriques, uma das coordenadoras da presente obra, sintetiza em tr\u00eas direc\u00e7\u00f5es os esfor\u00e7os das quest\u00f5es de g\u00e9nero na Teologia:<\/p>\n<p>* \u201ctomar conhecimento das narrativas que os textos sagrados d\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o das mulheres, pondo a descoberto a grande diversidade de pap\u00e9is que desempenharam em toda a hist\u00f3ria do seu povo, bem como a import\u00e2ncia dessa ac\u00e7\u00e3o em momentos decisivos dela, e, a partir desse conhecimento, configurar diferentes modelos femininos de refer\u00eancia, na articula\u00e7\u00e3o entre o feminino e o sagrado\u201d;<\/p>\n<p>* \u201ctrabalhar para a constitui\u00e7\u00e3o de um modelo antropol\u00f3gico que configura o ser-mulher e o ser-homem com a mesma equidade e no mesmo registo valorativo, de acordo com o facto de serem criaturas do mesmo Deus criador e, portanto, reflectirem a Sua imagem da mesma maneira\u201d.<\/p>\n<p>* \u201cconsiderando que Deus est\u00e1 para l\u00e1 de todas as palavras, consciencializar que O poderemos configurar com met\u00e1foras diferentes da tradicional met\u00e1fora de Pai, que, em termos da nossa consci\u00eancia hist\u00f3rica colectiva, est\u00e1 ligado a muitas discrimina\u00e7\u00f5es e subalterniza\u00e7\u00f5es do feminino\u201d.<\/p>\n<p>Esta obra \u00e9 o segundo passo da caminhada iniciada com o \u201cDizer Deus \u2013 Imagens e Linguagens. Os textos da f\u00e9 na leitura das mulheres\u201d (coordena\u00e7\u00e3o de Manuela Silva; Ed. G\u00f3tica, 2003). E contribui certamente para ultrapassar \u201cum empobrecimento efectivo\u201d da Igreja e da sociedade portuguesa. Parafraseando Fernanda Henriques (p. 268), \u00e9 a vida, no seu todo, que beneficia com a Teologia reflectida a partir das quest\u00f5es de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Teologia e G\u00e9nero. Perspectivas, ru\u00eddos, novas constru\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o de Manuela Silva <\/p>\n<p>e Fernanda Henriques<\/p>\n<p>Editora: Ariadne<\/p>\n<p>272 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Temas e autores<\/p>\n<p>Pref\u00e1cio<\/p>\n<p>Anselmo Borges<\/p>\n<p>Testemunhar Deus no feminino: Hist\u00f3rias de vida na Igreja Medieval<\/p>\n<p>Ana Maria Jorge<\/p>\n<p>As mulheres nas Grandes Religi\u00f5es<\/p>\n<p>Isabel Gomez Acebo<\/p>\n<p>A Teoria da Met\u00e1fora de Paulo Ricouer e as Teologias Feministas<\/p>\n<p>Teresa Toldy<\/p>\n<p>Analogia ou Diferen\u00e7a Relacional; Contributo para a Teologia Feminista<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Duque<\/p>\n<p>Contributo das Mulheres para a Recupera\u00e7\u00e3o da Igreja como \u201cComunidade Narrativa\u201d<\/p>\n<p>Maria Carlos Ramos<\/p>\n<p>Igualdade de G\u00e9nero: Muta\u00e7\u00f5es nos paradigmas da Hist\u00f3ria e da Teologia<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Matos Ferreira<\/p>\n<p>Quando a Teologia n\u00e3o basta: reflex\u00f5es sobre pressupostos filos\u00f3ficos de uma quest\u00e3o teol\u00f3gica<\/p>\n<p>Joaquim Cerqueira Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Reabilita\u00e7\u00e3o de \u201cEva\u201d ou o elogia do feminino<\/p>\n<p>Armindo dos Santos Vaz<\/p>\n<p>A subvers\u00e3o de uma mundivid\u00eancia<\/p>\n<p>Maria Lu\u00edsa Ribeiro Ferreira<\/p>\n<p>A Pr\u00e1xis de Jesus como sinal da Igualdade de G\u00e9nero<\/p>\n<p>Maria Joaquina Nobre J\u00falio<\/p>\n<p>Algumas que s\u00e3o dos nossos<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a<\/p>\n<p>O Vazio como problema e como esperan\u00e7a. Notas reflexivas em torno de alguns dados emp\u00edricos<\/p>\n<p>Fernanda Henriques<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-6375","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6375"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6375\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}