{"id":6383,"date":"2006-05-25T11:52:00","date_gmt":"2006-05-25T11:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6383"},"modified":"2006-05-25T11:52:00","modified_gmt":"2006-05-25T11:52:00","slug":"amar-com-exigencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/amar-com-exigencia\/","title":{"rendered":"Amar com exig\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia <!--more--> \u201cA tua exig\u00eancia, sem amor, revolta-me. O teu amor, sem exig\u00eancia, humilha-me. O teu amor exigente dignifica-me\u201d.<\/p>\n<p>Henri Caffarel<\/p>\n<p>Estas verdades de Caffarel s\u00e3o t\u00e3o actuais como essenciais. Um amor sem exig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 amor. Seja por pregui\u00e7a ou por medos, o amor mole e demasiado condescendente e inconsequente n\u00e3o \u00e9 amor. \u00c9 coisa nenhuma.<\/p>\n<p>\u00c9 pr\u00f3prio do amor ser exigente, para poder criar uma rela\u00e7\u00e3o verdadeira, virada para o bem do outro, ainda que \u00e0s vezes isso doa ou seja extraordinariamente dif\u00edcil, por ser uma atitude que requer muita entrega de ambas as partes. Mas \u00e9 a radicalidade desta mesma atitude que faz toda a diferen\u00e7a no amor.<\/p>\n<p>Henri Caffarel, padre franc\u00eas fundador das Equipas de Nossa Senhora e durante muitos anos c\u00f3nego da S\u00e9 Catedral de Paris, \u00e9 uma refer\u00eancia constante quando se fala do amor em casal. Caffarel viveu at\u00e9 aos 95 anos, morreu h\u00e1 um par de anos e dedicou o melhor da sua vida a ensinar a amar mais e melhor.<\/p>\n<p>Inovador nas palavras mas tamb\u00e9m nas obras, Caffarel insistiu muito no amor entre o homem e a mulher. Para ele, o grande segredo n\u00e3o era a fam\u00edlia mas o casal.<\/p>\n<p>O mais importante n\u00e3o eram os filhos nem a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, mas sim o amor entre o homem e a mulher. A aposta essencial de Caffarel foi sempre esta: \u00e9 indispens\u00e1vel que o casal se ame e que os dois fa\u00e7am tudo o que est\u00e1 ao seu alcance para serem felizes. O resto acontece naturalmente.<\/p>\n<p>Henri Caffarel era um homem sens\u00edvel, profundo e iluminado, que tocava muito as pessoas pela maneira simples e verdadeira como comunicava as suas ideias. A transpar\u00eancia e a coer\u00eancia das suas ideias \u00e9, ali\u00e1s, muito evidente em toda a sua obra. A colec\u00e7\u00e3o de livros que escreveu sobre esta e outras mat\u00e9rias e, ainda, a bel\u00edssima casa de ora\u00e7\u00e3o que construiu em Troussures, a 80 km de Paris, t\u00eam sido muito inspiradoras para sucessivas gera\u00e7\u00f5es de crentes e n\u00e3o crentes.<\/p>\n<p>A humanidade de Caffarel, que era pequeno e de apar\u00eancia fr\u00e1gil, transparecia no seu olhar e nos seus gestos. Mais do que um te\u00f3rico, ele era um grande pr\u00e1tico e um homem rigoroso, que arrega\u00e7ava imediatamente as mangas, por assim  dizer, perante todos os desafios que lhe surgiam. Em plena II Guerra Mundial, fundou um movimento de vi\u00favas e, no p\u00f3s-guerra, trabalhou longamente com estas mulheres. Ao longo da sua vida, dedicou tamb\u00e9m grande parte do seu tempo a acompanhar homens vi\u00favos. Ou seja, o padre Caffarel conhecia o valor do amor entre homem e mulher, mesmo quando um deles fica irreparavelmente ausente; e tamb\u00e9m nesta sabedoria revelou a sua alma admir\u00e1vel.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 subst\u00e2ncia dos seus ensinamentos, Caffarel propunha que cada um fosse olhando sempre para o mais \u00edntimo de si mesmo, tentando perceber as suas fragilidades e criando um tempo interior de aceita\u00e7\u00e3o de si e do outro. S\u00f3 acolhendo as fragilidades pr\u00f3prias e as do outro \u00e9 poss\u00edvel convert\u00ea-las em for\u00e7as e cimentar o amor entre homem e mulher. Caffarel aconselhava sempre os casais a encontrarem um tempo exclusivamente seu e insistia na necessidade de alimentar a rela\u00e7\u00e3o do ponto de vista espiritual, social, cultural e outros.<\/p>\n<p>O Amor \u00e9 Mais Forte que a Morte, um dos livros mais lidos de Caffarel, \u00e9, porventura, o mais eloquente da sua mensagem. Mas h\u00e1 outros igualmente inspiradores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-6383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6383"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6383\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}