{"id":6384,"date":"2006-05-25T11:55:00","date_gmt":"2006-05-25T11:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6384"},"modified":"2006-05-25T11:55:00","modified_gmt":"2006-05-25T11:55:00","slug":"longanimidade-e-algo-menos-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/longanimidade-e-algo-menos-parte-ii\/","title":{"rendered":"Longanimidade e algo menos &#8211; Parte II"},"content":{"rendered":"<p>Sobre tudo o que foi firmado e n\u00e3o afirmado &#8211; a liberdade de opini\u00e3o \u00e9 perigosa &#8211; na primeira parte, deste artigo. Prosseguimos adiante. Haver\u00e1 por a\u00ed a teoria da conspira\u00e7\u00e3o global, ou a histeria dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, ou ainda, o consumo em massa, no envio e propaga\u00e7\u00e3o das terr\u00edveis mensagens subliminares, como panac\u00e9ia para a problem\u00e1tica social. N\u00e3o resisto a citar, outro exemplo, tipo \u201c\u00f3pera-bufa\u201d. Dois trilh\u00f5es (2.000.000.000.000): dois mil bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Imagine uma pilha de notas de 100 d\u00f3lares, alta, 40 vezes o Monte Everest (350Km!). Esse \u00e9 o custo que os Estados Unidos poder\u00e3o pagar para a guerra no Iraque entre 2003 e 2010. Esse c\u00e1lculo \u00e9 de Joseph Stigliz, premio Nobel para a economia e opositor da guerra do Iraque. Ele considera os aumentos do petr\u00f3leo, como tamb\u00e9m as pens\u00f5es que o Estado dever\u00e1 desembolsar \u00e0s vi\u00favas dos soldados mortos e aos inv\u00e1lidos de guerra. As estimativas mais prov\u00e1veis \u00e9 que os custos fiquem em torno de 1026 e 1854 bilh\u00f5es de d\u00f3lares: mas a situa\u00e7\u00e3o pode degenerar. Em seus c\u00e1lculos, Stigliz considerou tamb\u00e9m a progressiva diminui\u00e7\u00e3o do contingente do ex\u00e9rcito americano (Fonte: Famiglia Cristiana). N\u00f3s, os humanos, definitivamente, somos algo menos.<\/p>\n<p>A Bolsa dos Valores, conhecimento \u00e9 ouro, progride e a sua suavidade perversa, de encantamentos desumanos, aumenta sem vergonha ou culpa: vamos todos investir no pecado!? Lucramos a salva\u00e7\u00e3o, ou a perdi\u00e7\u00e3o. S\u00f3 o lucro vale. Ser\u00e1 mesmo assim? N\u00f3s n\u00e3o vivemos num jogo de palavras cruzadas, sem solu\u00e7\u00e3o coerente. Apesar da incerteza l\u00f3gica e do esplendor do caos t\u00e9cnico, a Verdade resistir\u00e1, com lon-ga-ni-mi-da-de, \u00e1s nossas mentiras e poss\u00edveis nega\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Chega-nos esse m\u00ednimo de transpar\u00eancia? O qual n\u00f3s abomi-namos, \u201cn\u00f3s\u201d, plural majest\u00e1tico. Por essa raz\u00e3o, e noutras impercept\u00edveis, n\u00e3o somos capazes de uma (r)evolu\u00e7\u00e3o interior. Para que perguntar e escutar quem sabe, para que p\u00f4r a cabe\u00e7a a funcionar: rezar, pensar, escrever? Tudo o contr\u00e1rio da longanimidade; e \u201cisso\u201d faz-nos falta na plasticidade social que nos molda.<\/p>\n<p>Seguem-se outras p\u00e9rolas. Nenhum rigor, nenhum m\u00e9todo, nenhum produto mental, nenhum quadro da natureza, simplesmente, o \u201cdesleixo\u201d como paradigma do ser. Penso para al\u00e9m da insustent\u00e1vel leveza do ser. Sempre presente, esse sentido do abandono, que exprime o \u201cdesleixo\u201d (cfr. S\u00e9rgio Buarque de Holanda, in Ra\u00edzes do Brasil). Ent\u00e3o, arrasada a id\u00e9ia de um Deus provid\u00eancia e liberalidade. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o m\u00ednimo de honestidade na Revela\u00e7\u00e3o. Perigosa essa mentalidade banc\u00e1ria e guerreira. A imposs\u00edvel \u00e9tica do privil\u00e9gio instala-se. Algu\u00e9m confidenciava: \u201cAparentemente, n\u00f3s (brasileiros) nunca perdemos a oportunidade de perder a oportunidade de mudar as coisas\u201d. Eu confesso, somos todos muito iguais, nas nossas diferen\u00e7as, por isso, em mim, a luta \u00e9 insana,  no que sou, e no que fa\u00e7o fazer a outros. A resposta estar\u00e1 na par\u00e1bola do trigo e do joio. Novamente, o evangelho \u00e9 insuper\u00e1vel em sabedoria pr\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sobre tudo o que foi firmado e n\u00e3o afirmado &#8211; a liberdade de opini\u00e3o \u00e9 perigosa &#8211; na primeira parte, deste artigo. Prosseguimos adiante. 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