{"id":6399,"date":"2006-10-04T15:12:00","date_gmt":"2006-10-04T15:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6399"},"modified":"2006-10-04T15:12:00","modified_gmt":"2006-10-04T15:12:00","slug":"nao-ha-amor-sem-partilha-e-autodoacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-ha-amor-sem-partilha-e-autodoacao\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 amor sem partilha e autodoa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> O projecto de Deus para o homem e para a mulher \u00e9 o tema central da Palavra deste domingo. Este projecto pode resumir-se assim: Deus Trindade, que \u00e9 comunh\u00e3o, quer que o seu amor se reflicta na humanidade, sobretudo atrav\u00e9s da comunidade de amor, firme e indestrut\u00edvel, de um homem e de uma mulher, vivido na m\u00fatua doa\u00e7\u00e3o e entrega no matrim\u00f3nio.<\/p>\n<p>A primeira leitura oferece uma segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem e da mulher. \u00c9 uma catequese, onde o autor nos quer inculcar a ideia de que o ser humano s\u00f3 se realiza na rela\u00e7\u00e3o com outro ser humano. Quem teima em ficar s\u00f3 e recusa o di\u00e1logo e a comunh\u00e3o, definha e morre na sua infelicidade. O amor \u00e9 a voca\u00e7\u00e3o natural do ser humano. E n\u00e3o h\u00e1 amor sem partilha e autodoa\u00e7\u00e3o, quer a n\u00edvel de bens espirituais, quer materiais. Por isso, Deus fez cair o homem num grande \u00eaxtase, o \u00eaxtase do amor, e colocou a seu lado a mulher. O homem, ent\u00e3o, exclamou: \u201cEsta \u00e9 realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne\u201d, o que significa que o homem e a mulher s\u00e3o radicalmente iguais em dignidade, ambos participantes do projecto divino. Esta afirma\u00e7\u00e3o exclui, portanto, toda a tenta\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio, de escravid\u00e3o e de prepot\u00eancia de um sobre o outro. Se ambos s\u00e3o iguais diante de Deus, porque n\u00e3o o h\u00e3o-de ser diante da comunidade humana e crist\u00e3? <\/p>\n<p>O evangelho apresenta-nos Jesus diante de uma prova a que os judeus o pretendem sujeitar: \u201cPode um homem repudiar a sua mulher?\u201d Jesus responde, por fim: \u201cDeus f\u00ea-los homem e mulher. Por isso, o homem deixar\u00e1 pai e m\u00e3e para se unir \u00e0 sua esposa, e os dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u201d. Este \u00e9 o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: viverem um amor firme e indestrut\u00edvel, capaz de sobreviver a todas as tens\u00f5es, fraquezas e dificuldades, apesar da fragilidade do amor humano. Este s\u00f3 tem a garantia de ser duradoiro e fiel, de ambas as partes, quando \u00e9 apoiado na for\u00e7a de Deus que \u00e9 AMOR. A sociedade contempor\u00e2nea dificulta a fidelidade dos esposos, pelos modelos que apresenta na comunica\u00e7\u00e3o social e na vida real de algumas pessoas p\u00fablicas. \u00c0 menor dificuldade, resolve-se o problema pela separa\u00e7\u00e3o dos esposos, ou, mais frequentemente, o homem e a mulher unem-se sem contra\u00edrem nenhum v\u00ednculo. Por\u00e9m, por vezes, h\u00e1 dificuldades reais e pessoas incompat\u00edveis na rela\u00e7\u00e3o interpessoal. Estas como que se sentem obrigadas a se separarem para um maior bem pessoal e dos filhos. A todos havemos de respeitar e ajudar a encontrar a sua plena realiza\u00e7\u00e3o, segundo o projecto de Deus. N\u00e3o se deve marginalizar ningu\u00e9m, mas dar testemunho da bondade e da miseric\u00f3rdia de Deus, que l\u00ea no mais fundo dos cora\u00e7\u00f5es e ama cada pessoa no interior da sua condi\u00e7\u00e3o existencial.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, tirada da carta aos Hebreus, o autor mostra-nos Jesus assumindo a condi\u00e7\u00e3o de debilidade dos homens e das mulheres e morrendo na cruz, para nos revelar o grande amor de Deus. Como n\u00e3o havemos n\u00f3s, tamb\u00e9m, de manifestar este amor uns para com os outros? <\/p>\n<p>Leituras do XXVII Domingo Comum \u2013 Ano B: Gn 2,18-24; Sl 128 (127); Heb 2,9-11; Mc 10,2-16<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXVII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6399","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6399","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6399\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}