{"id":6432,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6432"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-unica-forma-de-vencer-o-cansaco-e-a-fidelidade-a-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-unica-forma-de-vencer-o-cansaco-e-a-fidelidade-a-deus\/","title":{"rendered":"&#8220;A \u00fanica forma de vencer o cansa\u00e7o \u00e9 a fidelidade a Deus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino nos 25 anos da sua entrada em Aveiro <!--more--> \u201cDeus constr\u00f3i tanto com os nossos \u00eaxitos como com os nossos fracassos\u201d, afirmou o Bispo de Aveiro, na celebra\u00e7\u00e3o da ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelos seus 25 anos na diocese de Aveiro. D. Ant\u00f3nio fez um balan\u00e7o da sua miss\u00e3o, agradeceu a Deus e pediu \u201clucidez at\u00e9 ao fim\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino queria uma celebra\u00e7\u00e3o modesta, ao completarem-se 25 anos da sua presen\u00e7a na diocese. \u201cPensava que ia passar despercebido\u201d, disse, na Eucaristia do dia 1 de Fevereiro, no Semin\u00e1rio de Aveiro, lembrando que 2005 fora cheio de comemora\u00e7\u00f5es (75 anos de vida, 50 de ordena\u00e7\u00e3o&#8230;). Mas leigos, consagrados e padres (em parte vindos do retiro espiritual que estava a decorrer em Albergaria-a-Velha) quiseram estar com o seu bispo.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o, Monsenhor Jo\u00e3o Gaspar assumiu o sentir da assembleia e sublinhou a \u201ccoragem e persist\u00eancia intr\u00e9pida\u201d de D. Ant\u00f3nio, a sua \u201ccaridade sem retic\u00eancias\u201d, o seu esfor\u00e7o \u201cpara o bem da Igreja e de todos n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Na homilia, D. Ant\u00f3nio, olhando para a sua vida e o seu minist\u00e9rio, sublinhou ideias sobre a identidade do minist\u00e9rio sacerdotal que t\u00eam sido recorrentes, por exemplo, nas ultimas ordena\u00e7\u00f5es. \u201cA entrega e o esfor\u00e7o do padre n\u00e3o s\u00e3o um favor. S\u00e3o a l\u00f3gica da nossa vida. O padre s\u00f3 se realiza quando olha para Deus. \u00c9 importante que o povo perceba isto. A \u00fanica forma de vencer o cansa\u00e7o \u00e9 a fidelidade de Deus. Ai do bispo ou do padre que perde tempo a olhar para si ou a pensar na realiza\u00e7\u00e3o humana. (&#8230;) Deus constr\u00f3i tanto com os nossos \u00eaxitos como com os nossos fracassos. Deus n\u00e3o precisa dos nossos \u00eaxitos, mas da nossa verdade, da nossa entrega ao povo. O padre \u00e9 um expropriado, algu\u00e9m que Deus fez Seu e do povo que ama\u201d, disse o Pastor da igreja aveirense.<\/p>\n<p>Num balan\u00e7o do seu minist\u00e9rio, D. Ant\u00f3nio Marcelino afirmou que tentou fazer o bem todos os dias, mas o mais importante foi sentir \u201ca paci\u00eancia do amor de Deus\u201d para consigo. \u201cComo quem semeia, tive a esperan\u00e7a de alguma colheita, mas nunca a certeza de algum \u00eaxito. As coisas que nos desagradam s\u00e3o uma ninharia perante a miseric\u00f3rdia do amor de Deus para connosco\u201d, disse. D. Ant\u00f3nio lembrou tamb\u00e9m os sete anos que passou com D. Manuel de Almeida Trindade, anterior bispo da diocese. Foram de uma \u201ccomunh\u00e3o sem qualquer pico ou ressentimento. Comunh\u00e3o total s\u00f3 poss\u00edvel, certamente, mais pela santidade dele do que pelo meu temperamento\u201d. Sobre o relacionamento com os padres da diocese, afirmou: \u201cN\u00e3o estivemos sempre de acordo \u2013 e ainda bem. Faz parte de um povo peregrino, de uma vida que tem de se ir purificando\u201d; e real\u00e7ou que \u201cs\u00f3 com padres, di\u00e1conos, consagrados e leigos \u00e9 que o bispo pode ser bispo\u201d.<\/p>\n<p>Antes de terminar a celebra\u00e7\u00e3o, nas palavras de despedida, D. Ant\u00f3nio pediu aos fi\u00e9is que continuem a rezar por si e afirmou: \u201cSei que n\u00e3o ser\u00e1 muito longo o tempo [de estar \u00e0 frente da diocese]. Pe\u00e7o ao Senhor que quem vier a seguir fa\u00e7a muito melhor\u201d. Sobre o seu pr\u00f3prio futuro, D. Ant\u00f3nio Marcelino disse que gostaria de o passar \u201cestudando, rezando e meditando\u201d, \u201cno sil\u00eancio de um quarto\u201d, e \u201cajudando padres ou leigos\u201d. \u201c\u00c9 sempre a mesmo entusiasmo no servi\u00e7o\u201d, concluiu, invocando o exemplo do dinamismo incans\u00e1vel de S. Paulo. Para si pr\u00f3prio, a exemplo do Ap\u00f3stolo, o bispo de Aveiro pediu a Deus \u201clucidez at\u00e9 ao fim\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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