{"id":6444,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6444"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"consul-da-ucrania-veio-ouvir-compatriotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/consul-da-ucrania-veio-ouvir-compatriotas\/","title":{"rendered":"C\u00f4nsul da Ucr\u00e2nia veio ouvir compatriotas"},"content":{"rendered":"<p>Em S. Bernardo &#8211; Aveiro <!--more--> Krasilhchuk V., c\u00f4nsul da Ucr\u00e2nia, visitou a Associa\u00e7\u00e3o de Apoio ao Imigrante, em S. Bernardo, Aveiro. O objectivo da visita do domingo passado foi conhecer a comunidade imigrante, dar-se a conhecer, visto que est\u00e1 h\u00e1 pouco tempo no cargo, e ouvir os problemas dos seus compatriotas. <\/p>\n<p>Nas poucas palavras que dirigiu em portugu\u00eas, Krasilhchuk agradeceu a ajuda dos que trabalham junto das comunidades de imigrantes e real\u00e7ou \u201co conhecimento m\u00fatuo que nos enriquece\u201d. No in\u00edcio do encontro, \u00c9lio Maia, que enquanto presidente da Junta de Freguesia de S. Bernardo esteve na origem da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio ao Imigrante (AAI), h\u00e1 seis anos, acolheu o diplomata e sublinhou que \u201ctodos t\u00eam o dever de fazer aos que c\u00e1 est\u00e3o o que gostar\u00edamos que nos tivessem feito na emigra\u00e7\u00e3o\u201d. O actual presidente da C\u00e2mara Municipal citou Madre Teresa de Calcut\u00e1, para dar relevo aos pequenos gestos de acolhimento: \u201cFaz pelo mundo qualquer coisa. O que fizeres n\u00e3o muda o mundo, mas passa a haver menos um in\u00fatil na terra, porque fez algo pelos outros\u201d.<\/p>\n<p>Lyudmila Bila, presidente da AAI, contou ao Correio do Vouga os principais assuntos do di\u00e1logo entre c\u00f4nsul e ucranianos: \u201cO novo c\u00f4nsul veio ver como estamos a trabalhar na regi\u00e3o de Aveiro e informou que a Ucr\u00e2nia vai abrir um consulado no Porto\u201d. Outro assunto: as elei\u00e7\u00f5es legislativas da Ucr\u00e2nia, nos dias 25, 26 e 27 de Mar\u00e7o. O c\u00f4nsul revelou que, para poder votar, o processo ser\u00e1 muito mais simples, bastando uma declara\u00e7\u00e3o. Refira-se que na AAI de S. Bernardo costuma funcionar uma mesa de voto, quando h\u00e1 elei\u00e7\u00f5es em Pa\u00edses de Leste, como foi o caso da \u00faltima elei\u00e7\u00e3o do presidente da R\u00fassia, Vladimir Putin.<\/p>\n<p>Imigrantes sentem-se <\/p>\n<p>cada vez mais portugueses<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o assunto que mais prendeu a aten\u00e7\u00e3o dos ucranianos, que redigiam numa folha as quest\u00f5es que a seguir eram respondidas pelo c\u00f4nsul e por dois funcion\u00e1rios que o acompanhavam, foi a possibilidade de chamar os pais para virem viver  para Portugal. \u201cMuitos imigrantes desejam voltar, mas muitos outros querem ficar em Portugal e convidam os seus pais\u201d, afirma Lyudmila Bila. Sentem-se cada vez mais portugueses. Nesse sentido, a dirigente associativa v\u00ea com bons olhos a proposta de Rui Marques. O Alto-Comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas defendeu, a seguir \u00e0s elei\u00e7\u00f5es presidenciais, que os residentes de longa dura\u00e7\u00e3o (mais de cinco anos) possam participar activamente em todos os actos eleitorais. Lyudmila Billa considera que \u201c\u00e9 um sinal de que estamos mais pr\u00f3ximos da comunidade portuguesa. Muitos imigrantes interessam-se pela vida pol\u00edtica portuguesa. Sabem de pol\u00edtica portuguesa. Isso aproxima-nos uns dos outros\u201d.<\/p>\n<p>Por seu turno, Ant\u00f3nio Baptista, vice-presidente da AAI, congratula-se porque os imigrantes \u201cj\u00e1 n\u00e3o vivem uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o negra como h\u00e1 cinco anos\u201d, visto que j\u00e1 \u201ct\u00eam estabilidade, compram casa, t\u00eam os filhos a estudar, t\u00eam acesso \u00e0 sa\u00fade\u201d, mas alerta para dois problemas que precisam de ser resolvidos. Actualmente, um imigrante que fa\u00e7a descontos para a Seguran\u00e7a Social, se ao quinto ou sexto ano tiver de regressar ao seu pa\u00eds por n\u00e3o ter conseguido autoriza\u00e7\u00e3o permanente de resid\u00eancia, n\u00e3o usufrui de nenhum benef\u00edcio. Descontou, mas nada recebe. A outra quest\u00e3o prende-se com as pessoas que vieram para Portugal ao abrigo do reagrupamento familiar. \u201cNo caso de div\u00f3rcio, que acontece entre cidad\u00e3os brasileiros, de leste ou dos PALOPs? Quebrado o v\u00ednculo conjugal, a autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia fica sem efeito e a pessoa tem de regressar ao pa\u00eds de origem?\u201d, interroga-se Ant\u00f3nio Baptista. \u201cTudo isto s\u00e3o problem\u00e1ticas que continuam a existir e para as quais ainda n\u00e3o foram dadas respostas\u201d, afirma o vice-presidente da AAI.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em S. 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