{"id":6489,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6489"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"muito-cristaos-desconhecem-a-riqueza-que-ha-na-propria-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/muito-cristaos-desconhecem-a-riqueza-que-ha-na-propria-igreja\/","title":{"rendered":"&#8220;Muito crist\u00e3os desconhecem a riqueza que h\u00e1 na pr\u00f3pria Igreja&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Concei\u00e7\u00e3o Quina, coordenadora diocesana do Movimento do Renovamento Carism\u00e1tico <!--more--> Concei\u00e7\u00e3o Quina, 52 anos, casada, m\u00e3e de tr\u00eas filhos, \u00e9 a coordenadora do Movimento do Renovamento Carism\u00e1tico (RC) na diocese de Aveiro. Conheceu o movimento h\u00e1 18 anos, quando foi convidada para um encontro de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aposentada da PT, Concei\u00e7\u00e3o Quina divide o seu tempo entre afazeres familiares, voluntariado no Hospital de Aveiro e colabora\u00e7\u00e3o na C\u00e1ritas. Nesta quarta entrevista a l\u00edderes de movimentos laicais, ficamos a conhecer o movimento que na Igreja Cat\u00f3lica mais se abre \u00e0 for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Como conheceu o Movimento do Renovamento Carism\u00e1tico?<\/p>\n<p>Foi atrav\u00e9s de pessoas que j\u00e1 se encontravam no movimento. Na altura, achei que o movimento n\u00e3o tinha nada ver comigo. A maneira como louvavam, partilhavam, agradeciam&#8230; Eu s\u00f3 sabia pedir. N\u00e3o sabia agradecer. E via que eles agradeciam at\u00e9 as doen\u00e7as que tinham. N\u00e3o conhecia aquela forma de agradecer. Eu era uma cat\u00f3lica pedinchona. Comecei a ver que havia ali algo de diferente, uma postura nova dentro da Igreja Cat\u00f3lica. Achei que valia a pena apostar num movimento que n\u00e3o tem fundador, em que as pessoas est\u00e3o sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Antes era uma cat\u00f3lica ritualista. Limitava-me a ir \u00e0 Eucaristia, a seguir os preceitos da Igreja. <\/p>\n<p>O movimento ajuda-a a ser crist\u00e3?<\/p>\n<p>No movimento ganhei uma consci\u00eancia diferente do que \u00e9 ser crist\u00e3o. \u00c9 estar ao servi\u00e7o de todo o mundo, sobretudo da comunidade em que estou inserida, independentemente de credos ou religi\u00f5es. \u00c9 p\u00f4r a render os dons que Deus me deu e que eu fui descobrindo atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo. O movimento tem sido bom para a diocese, porque tem posto muita gente ao servi\u00e7o das comunidades. Onde quer que haja grupos de RC, est\u00e3o fi\u00e9is com consci\u00eancia de estar ao servi\u00e7o da Igreja. N\u00e3o nos limitamos a ser um grupo de ora\u00e7\u00e3o, fechado sobre si pr\u00f3prio. Temos de ser evangelizadores. E somos, atrav\u00e9s dos visitadores de doentes, ministros extraordin\u00e1rios da Comunh\u00e3o ou volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Como s\u00e3o as reuni\u00f5es habituais do RC?<\/p>\n<p>Reunimos semanalmente para orar e escutar a Palavra. Carregamos as nossas baterias \u2013 como costumo dizer. Temos necessidade de ouvir o que o Senhor nos diz. Os encontros s\u00e3o de leitura, partilha e louvor. Uma ou outra vez algu\u00e9m d\u00e1 um testemunho por se sentir especialmente tocado ou agraciado pelo Senhor. <\/p>\n<p>Como lida com a cr\u00edtica de algumas pessoas, mesmo cat\u00f3-licos, de que o RC se assemelha a algumas seitas, em certas assembleias?<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o essa cr\u00edtica. Quem a faz mostra um grande desconhecimento do que \u00e9 a Igreja, principalmente ap\u00f3s o Vaticano II, em que Jo\u00e3o XXIII apelou \u00e0 mudan\u00e7a. A alegria de sermos crist\u00e3os, ao estarmos num espa\u00e7o destinado \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, permite-nos louvar de uma forma diferente, mais extasiada. S\u00f3 em alguns grupos podemos ter esta pos-tura. Claro que numa Missa de domingo n\u00e3o me vou p\u00f4r a fazer uma ora\u00e7\u00e3o de louvor espont\u00e2nea, sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, ou a bater palmas. H\u00e1 formas pr\u00f3prias de estar de acordo com o espa\u00e7o em que estamos. H\u00e1 momentos para tudo.<\/p>\n<p>Referiu a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito&#8230; No movimento d\u00e1-se muito valor aos dons&#8230;<\/p>\n<p>Cada um faz aquilo que o Esp\u00edrito inspira. Num grupo h\u00e1 sempre v\u00e1rios dons nas pessoas que o constituem. Uns t\u00eam o dom do discernimento, outros o do canto, do entendimento, da ausculta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 pessoas que no grupo apenas auscultam a Palavra de Deus. \u00c0 medida que vamos crescendo pode surgir a capacidade de fazer uma ora\u00e7\u00e3o em voz alta ou a comunica\u00e7\u00e3o em l\u00ednguas \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 facilmente compreens\u00edvel para quem n\u00e3o anda no RC. Podem dizer como disseram dos disc\u00edpulos: \u201cEst\u00e3o \u00e9brios, est\u00e3o a falar l\u00ednguas que ningu\u00e9m entende\u201d. Se calhar, dizem o mesmo hoje, mas tudo tem uma explica\u00e7\u00e3o \u00e0 luz da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Por outro lado, choca-me muito quando vejo que h\u00e1 crist\u00e3os que deixam a Igreja cat\u00f3lica e a procuram seitas. Desconhecem a riqueza que h\u00e1 na pr\u00f3pria Igreja. \u00c9 uma maravilha que a Igreja tenha o RC para oferecer, como tem as Oficinas de Ora\u00e7\u00e3o, a Equipas de Nossa Senhora ou outros movimentos para os crist\u00e3os que t\u00eam \u00e2nsia de conhecer e crescer mais. \u00c9 uma pena que alguns crist\u00e3os procurem rem\u00e9dios imediatos, curas f\u00e1ceis.<\/p>\n<p>Porque ser\u00e1 que h\u00e1 esse desconhecimento por parte dos crist\u00e3os?<\/p>\n<p>Falta divulgar os diferente movimentos que existem na diocese para haver op\u00e7\u00e3o de escolha. Muitos crist\u00e3os limitam-se a ir \u00e0 Igreja ao domingo.<\/p>\n<p>H\u00e1 momentos de forma\u00e7\u00e3o no RC?<\/p>\n<p>Sim. O principal \u00e9 o \u201cSemin\u00e1rio Vida Nova no Esp\u00edrito\u201d. Durante sete semanas, da P\u00e1scoa ao Pentecostes, um te\u00f3logo ajuda-nos a crescer no conhecimento b\u00edblico ou teol\u00f3gico. No final, no Pentecostes, h\u00e1 o momento da \u201cEfus\u00e3o do Esp\u00edrito\u201d, que n\u00e3o sendo um sacramento, \u00e9 para n\u00f3s o momento de renova\u00e7\u00e3o do Baptismo e da Confirma\u00e7\u00e3o. Eu andei quatro anos at\u00e9 \u00e0 \u201cEfus\u00e3o do Esp\u00edrito Santo\u201d.<\/p>\n<p>Como se pode aderir ao movimento?<\/p>\n<p>Basta aparecer e querer fazer a caminhada.<\/p>\n<p>Uma pessoa pode aparecer por sua livre iniciativa numa ora\u00e7\u00e3o do RC?<\/p>\n<p>Sim. H\u00e1 um grupo de 60-70 pessoas que todas as ter\u00e7as-feiras se re\u00fane no Sal\u00e3o Paroquial da Vera Cruz, a partir das 21h30, e est\u00e1 aberto a quem quiser participar.<\/p>\n<p>Se uma pessoa for pela primeira vez sozinha n\u00e3o se sente deslocada?<\/p>\n<p>H\u00e1 sempre algu\u00e9m que faz o acolhi-mento. Quando eu fui pela primeira vez, n\u00e3o sabia como estar, como p\u00f4r as m\u00e3os&#8230; A forma como louvavam o Senhor era diferente do que eu estava habituada. Algu\u00e9m me disse: \u201cAquele que vem c\u00e1 e que permanece \u00e9 porque o Senhor o atraiu\u201d. \u00c9 \u00e9 isso que acontece. A mim o Senhor atraiu-me, h\u00e1 18 anos.<\/p>\n<p>S\u00e3o todos bem-vindos! S\u00f3 fechamos a porta do Sal\u00e3o da Vera Ctuz a partir das 22h por uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concei\u00e7\u00e3o Quina, coordenadora diocesana do Movimento do Renovamento Carism\u00e1tico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-6489","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6489","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6489"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6489\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}