{"id":6492,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6492"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ha-algo-de-novo-a-despontar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ha-algo-de-novo-a-despontar\/","title":{"rendered":"H\u00e1 algo de novo a despontar"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 luz da Palavra &#8211; VII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> Neste domingo, a liturgia da Palavra assegura-nos que Deus continua a oferecer-nos o seu projecto de vida, mediante a ac\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica de Jesus, continuada na Igreja. Ele \u00e9 capaz de renovar todas as pessoas e situa\u00e7\u00f5es, fazendo algo de \u201cnovo\u201d, de in\u00e9dito. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, \u00e9 o pr\u00f3prio Senhor, que, falando pela boca do profeta Isa\u00edas, pede ao povo para esquecer um dos per\u00edodos mais dif\u00edceis, tristes e humilhantes da sua hist\u00f3ria, o cativeiro da Babil\u00f3nia, em que perderam o que de mais importante tinham: o pa\u00eds, o rei e o templo. Tudo foi perdido! Deus diz-lhe que \u00e9 capaz de fazer algo de novo e que esse algo j\u00e1 est\u00e1 a despontar. \u00c9 preciso limpar as l\u00e1grimas e olhar para a frente e, com esperan\u00e7a, perceber os projectos do Senhor que se v\u00e3o desenhando no meio da dor e na obscuridade. O Deus que fez do nada todas as coisas \u00e9 muito mais capaz de recriar a partir dos destro\u00e7os e desilus\u00f5es. Por isso, o povo judeu soube descobrir o Deus criador, no meio do seu Ex\u00edlio, e confiou nele. <\/p>\n<p>No evangelho, Marcos relata-nos um dos epis\u00f3dios mais reveladores da miss\u00e3o de Jesus Messias. Cheio de enternecimento, manifesta que \u00e9 o enviado de Deus, para libertar totalmente o ser humano. Cura f\u00edsica, ps\u00edquica e espiritualmente um paral\u00edtico, que lhe foi apresentado, introduzindo-o na nova cria\u00e7\u00e3o anunciada pelo profeta Isa\u00edas. Para os con-tempor\u00e2neos de Jesus, que assistiam \u00e0quela cena e que come\u00e7aram a criticar, tamb\u00e9m era imposs\u00edvel fazer erguer um paral\u00edtico de uma esteira, sustentada por quatro homens e, ainda mais, renovar interiormente esse paral\u00edtico, perdoando-lhe todos os seus pecados. N\u00e3o queriam ver a evid\u00eancia! O facto \u00e9 que Aquele que assim ordena \u00e9 o pr\u00f3prio Filho de Deus, feito homem, com o mesmo poder de amor que salva e com os mesmos sentimentos de miseric\u00f3rdia e de fidelidade ao povo da Alian\u00e7a. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo exorta-nos a seguir o exemplo de Jesus no seu \u201csim\u201d permanente ao Pai. A compreens\u00e3o interna de que Jesus foi um \u201csim\u201d cont\u00ednuo ao Pai, dado no amor e na obedi\u00eancia, o qual nos obteve a salva\u00e7\u00e3o\/liberta\u00e7\u00e3o, ajuda-nos a descobrir na pessoa de Jesus a ternura do amor fiel e misericordioso de Deus para connosco. Paulo conheceu bem Jesus Cristo e soube segui-lo como disc\u00edpulo, de modo a poder afirmar que tamb\u00e9m ele e os seus companheiros nunca vacilaram na f\u00e9, que viviam e que anunciavam. Est\u00e3o convictos de que todas as promessas de Deus s\u00e3o um \u201csim\u201d em seu Filho e, por isso, tamb\u00e9m eles foram um \u201csim\u201d e um \u201c\u00e1men\u201d a Deus, n\u00e3o por m\u00e9rito pr\u00f3prio, mas porque foram confirmados em Cristo. <\/p>\n<p>Por vezes, vivemos desiludidos e acabrunhados, sem capacidade para tirar proveito dos acontecimentos da vida contr\u00e1rios aos planos que sonh\u00e1mos\u2026 Por\u00e9m, somos chamados a voltar-nos o nosso cora\u00e7\u00e3o confiante para o Pai e a estar prontos que Ele nos tire dos nossos fossos, atrav\u00e9s de outros irm\u00e3os que, em seu nome, nos ajudam. \u00c9 esta a minha atitude habitual? Tenho consci\u00eancia de que sou instrumento do amor de Deus na liberta\u00e7\u00e3o do meu pr\u00f3ximo? Sei, pela f\u00e9, que da minha fidelidade ao Pai pode nascer algo de novo, onde tudo parecia perdido?<\/p>\n<p>Leituras do Domingo VII do Tempo Comum \u2013 Ano B: Is 43,18-19.21-22.24b-25; Sl 41 (40); 2 Cor 1,18-22; Mc 2,1-12<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 luz da Palavra &#8211; VII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6492","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6492"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6492\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}