{"id":6530,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6530"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-verdade-e-o-medo-o-outro-lado-das-civilizacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-verdade-e-o-medo-o-outro-lado-das-civilizacoes\/","title":{"rendered":"A verdade e o medo &#8211; o outro lado das civiliza\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Em mat\u00e9rias desportivas, encontramos permanentemente o ref\u00fagio no sil\u00eancio, algumas vezes bacoco, para evitar o confronto com a verdade; basta perguntar qual o vencimento de qualquer atleta profissional e o interlocutor come\u00e7ar\u00e1 de imediato a assobiar para o lado, que \u00e9 como quem diz, a evitar a resposta. Mas se a investiga\u00e7\u00e3o ou curiosidade forem al\u00e9m disso, se abordarem favores, corrup\u00e7\u00e3o, etc., \u00e9 comum obterem-se subtilezas do g\u00e9nero da m\u00e1xima espanhola \u201cYo no creo en brujas, pero que las hay, las hay\u201d e, como se sabe, vem do latim tardio medieval, \u2018brousiare\u2019 que significa queimar, e mais tarde no italiano, \u2018brociare la strega\u2019, ou queimar a bruxa, mas com origem no grego \u2018brouchos\u2019, que quer dizer larva de borboleta, ou seja, seres dispostos a uma metamorfose. <\/p>\n<p>\u00c9 aqui que estamos; na era da metamorfose, acelerada, moldada pela verdade que n\u00e3o se expressa (a formal, a da coer\u00eancia das proposi\u00e7\u00f5es, e a material, conformidade dos enunciados e dos factos) e pelo medo que a condiciona. Assim, predomina a d\u00favida, a incoer\u00eancia, a incerteza. Trata-se quase de uma metamorfose camale\u00f3nica, de acordo com as circunst\u00e2ncias!<\/p>\n<p>No permanente movimento de aperfei\u00e7oamento das civiliza\u00e7\u00f5es estamos tamb\u00e9m nesse n\u00f3 g\u00f3rdio, o da metamorfose. A express\u00e3o, mesmo a liberdade de express\u00e3o, \u00e9-o com medo da pr\u00f3pria verdade! Afinal o que \u00e9 a liberdade? O que \u00e9 a express\u00e3o? Que formas de express\u00e3o? Ir pela rua e amassar ao pontap\u00e9 ou p\u00f4r fogo a um autom\u00f3vel encaixa-se ou n\u00e3o na liberdade de express\u00e3o (express\u00e3o da revolta que me vai na alma, por exemplo)?<\/p>\n<p>Pensamos que a reflex\u00e3o poder\u00e1 ser feita na an\u00e1lise da verdade que encerra o absoluto e o relativo. Actualmente os estados de civiliza\u00e7\u00f5es (oriente, ocidente, americano\u2026) n\u00e3o t\u00eam fronteiras, eles est\u00e3o nos autom\u00f3veis incendiados em Paris, nas ruas e bairros perif\u00e9ricos de Lisboa, nas avenidas de Nova Iorque\u2026 j\u00e1 est\u00e3o a\u00ed \u00e1rabes, indo-asi\u00e1ticos, europeus! O problema \u00e9 que, enquanto v\u00e1rios sectores das sociedades relativizam o absoluto, em nome e consequ\u00eancia dos ideais da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, com movimentos laicistas e laxistas, muitas outras sociedades absolutizam o relativo, em nome do Absoluto, com movimentos teocr\u00e1ticos. <\/p>\n<p>Ora, parece-nos que o equil\u00edbrio s\u00f3 poder\u00e1 estar na defini\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o da verdade como pressuposto para a compreens\u00e3o. E n\u00e3o ser\u00e1 com campeonatos de futebol euro-ar\u00e1bicos que l\u00e1 vamos, porque as raz\u00f5es s\u00e3o mais profundas! E como ningu\u00e9m gosta de perder\u2026na melhor das hip\u00f3teses continuaremos empatados!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-6530","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6530","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6530"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6530\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6530"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6530"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6530"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}