{"id":6534,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6534"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-favor-da-inovacao-efectiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-favor-da-inovacao-efectiva\/","title":{"rendered":"A favor da inova\u00e7\u00e3o efectiva"},"content":{"rendered":"<p>1. Muito se fala de inova\u00e7\u00e3o, hoje em dia. At\u00e9 se considera novidade falar de inova\u00e7\u00e3o, esquecendo que ela tem sido uma constante na hist\u00f3ria da teoria econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 com certeza um bem, desde que n\u00e3o colida com a dignidade humana e com outros valores fundamentais. Mas deixa de ser t\u00e3o positiva, quando se reduz a um conceito ou a uma ilus\u00e3o e se transforma numa simples moda. Claro que o discurso promotor da inova\u00e7\u00e3o suscita sempre alguma inova\u00e7\u00e3o efectiva, em maior ou menor grau. Mas, quando n\u00e3o se rodeia de cautelas suficientes, corre o risco de desfasamento da realidade.<\/p>\n<p>2. O discurso actual sobre a inova\u00e7\u00e3o, articulada com o Plano Tecnol\u00f3gico, j\u00e1 cont\u00e9m v\u00e1rias marcas de irrealismo ou de menosprezo da realidade. Segundo algumas dessas marcas: a inova\u00e7\u00e3o parte da investiga\u00e7\u00e3o (universit\u00e1ria) para a ac\u00e7\u00e3o, nomeadamente para as empresas; situa-se mais no ensino superior do que nos outros; tamb\u00e9m se situa mais na grande empresa do que na pequena; al\u00e9m disso, \u00e9 mais t\u00edpica do trabalho considerado \u201cintelectual\u201d do que do chamado \u201cmanual\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Este discurso preconceituoso ignora que existe inova\u00e7\u00e3o em grande n\u00famero de empresas: inova\u00e7\u00e3o nos seus produtos, nos processos de produ\u00e7\u00e3o, na organiza\u00e7\u00e3o, no relacionamento com fornecedores e com clientes&#8230; Mal vai a pol\u00edtica de inova\u00e7\u00e3o, se menosprezar esta pr\u00e1tica de base; com tal menosprezo, nega um potencial forte e faz recear que menospreze a pr\u00f3pria realidade.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao sistema educativo, seria bom que o discurso da inova\u00e7\u00e3o tivesse em conta que o ensino b\u00e1sico e o secund\u00e1rio s\u00e3o um apelo permanente \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, na procura do saber pelos alunos e na adapta\u00e7\u00e3o das metodologias educativas. Conv\u00e9m recordar que foi difundido, h\u00e1 muito, que a aprendizagem \u00e9, em si mesma, um processo de investiga\u00e7\u00e3o \u201csui generis\u201d.<\/p>\n<p>Em suma: h\u00e1 que promover a inova\u00e7\u00e3o, com certeza, desde que ela seja efectiva: isto \u00e9, desde que seja real e produza efeitos.  Ou, por outra, desde que a respectiva pol\u00edtica respeite, estimule e apoie a inova\u00e7\u00e3o que existe em todo o tecido econ\u00f3mico e social. E desde que a inova\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o consideradas superiores ou mais cient\u00edficas correspondam \u00e0s necessidades desse mesmo tecido e saibam propagar-se nele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Muito se fala de inova\u00e7\u00e3o, hoje em dia. At\u00e9 se considera novidade falar de inova\u00e7\u00e3o, esquecendo que ela tem sido uma constante na hist\u00f3ria da teoria econ\u00f3mica. A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 com certeza um bem, desde que n\u00e3o colida com a dignidade humana e com outros valores fundamentais. Mas deixa de ser t\u00e3o positiva, quando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-6534","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6534\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}