{"id":6564,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6564"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"amor-sempre-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/amor-sempre-novo\/","title":{"rendered":"Amor sempre novo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; VIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> A liturgia deste domingo narra-nos o amor de Deus pela humanidade, sob a forma do amor conjugal, aut\u00eantico, apaixonado, sem condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na primeira leitura, o profeta Oseias utiliza a imagem do esposo apaixonado para descrever o amor de Deus pelo seu Povo. Por\u00e9m, este amor supera a pura racionalidade do amor humano, para se tornar um amor irracional, absoluto. Deus ama, porque n\u00e3o pode deixar de amar; e ama para al\u00e9m de toda a l\u00f3gica humana e de todo o nosso m\u00e9rito. Seria bom que conhec\u00eassemos o car\u00e1cter e a profundidade do amor de Deus! N\u00e3o se cansa com o tempo, nem envelhece com as nossas faltas de correspond\u00eancia. \u00c9 um amor sempre novo! A hist\u00f3ria da infidelidade de Israel e a \u201cteimosia\u201d do amor de Deus, de que nos fala Oseias, h\u00e1-de levar-nos a repensar a nossa rela\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os e irm\u00e3s, pois, segundo a l\u00f3gica de Deus, n\u00e3o h\u00e1 fronteiras para o amor. Como devo, ent\u00e3o, amar os meus irm\u00e3os e irm\u00e3s? Terei direito a excluir algu\u00e9m do meu amor, mesmo aqueles que me fazem mal? <\/p>\n<p>No evangelho, Marcos fornece-nos uma importante revela\u00e7\u00e3o sobre Jesus. Ele identifica-se com o \u201cnoivo\u201d, que veio ao encontro da sua \u201cnoiva\u201d, simbolizada no seu Povo, para inaugurar os tempos novos da Alian\u00e7a e da salva\u00e7\u00e3o definitivas. Os disc\u00edpulos de Jesus s\u00e3o os \u201camigos do noivo\u201d, isto \u00e9, aqueles que o acolhem, o acompanham e se sentam com Ele \u00e0 mesa do banquete do \u201cReino\u201d. Por isso, os \u201camigos\u201d de Jesus vivem na alegria e na festa. Na sequ\u00eancia do texto, Jesus fala-nos da impossibilidade de a novidade do \u201cReino\u201d coexistir com as velhas estruturas. Interpela-nos \u00e0 convers\u00e3o, pois a din\u00e2mica do \u201cReino\u201d exige nova mentalidade, novos valores, novas atitudes. Jesus apresenta-se como o radicalmente novo, mas a sua novidade n\u00e3o se identifica com a \u00faltima moda nem com o \u00faltimo grito. Ela tem mais a ver com a capacidade que cada um de n\u00f3s tem de se abrir \u00e0 ac\u00e7\u00e3o renovadora e transformadora do Esp\u00edrito Santo, de renovar constantemente a mente e o cora\u00e7\u00e3o, de perceber que cada dia \u00e9 novo, porque \u00e9 uma oferta nova de Deus, que nos pede uma nova resposta de amor. Como \u00e9 que eu acolho Jesus e que lugar ocupa em mim a sua proposta de \u201cnovidade\u201d face aos valores do \u201cReino\u201d? <\/p>\n<p>A segunda leitura apresenta-nos a \u201cpaix\u00e3o\u201d que Paulo revela por Cristo, de modo que Ele se torna o centro da sua vida, a sua raz\u00e3o de ser e de viver, a motiva\u00e7\u00e3o para tudo o que faz. Desta \u201cpaix\u00e3o\u201d nasce o seu compromisso com Cristo e a sua vontade de testemunhar o \u201cReino\u201d. Todos os riscos que Paulo corre, as oposi\u00e7\u00f5es que tem de vencer, as cal\u00fanias dos inimigos, n\u00e3o o incomodam, porque s\u00f3 lhe interessa que o Evangelho de Cristo chegue a todas as pessoas. Que lugar ocupa Cristo na minha vida? Para mim, \u00e9 mais importante testemunhar o seu projecto de liberta\u00e7\u00e3o do que as cal\u00fanias de que sou alvo por optar pelos valores do \u201cReino\u201d?<\/p>\n<p>Leituras do Domingo VIII do Tempo Comum \u2013 Ano B: Os 2,16b.17b.21-22; Sl 103 (102); 2 Cor 3,1b-6; Mc 2,18-22<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; VIII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6564","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6564\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}