{"id":6573,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6573"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"psiquiatra-critica-a-frivolidade-dos-divorcios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/psiquiatra-critica-a-frivolidade-dos-divorcios\/","title":{"rendered":"Psiquiatra critica a frivolidade dos div\u00f3rcios"},"content":{"rendered":"<p>\u201cH\u00e1 20 anos, dizia-se: \u2018Se a coisa corre mal, \u00e9 melhor que se separem\u2019. Hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim\u201d. As palavras s\u00e3o do psiquiatra infantil (ou pedopsiquiatra) Paulino Castells, que acaba de publicar o livro \u201cSepararse bien. Pensando en los dem\u00e1s e en uno mismo\u201d (Separar-se bem. Pensando nos outros e em si mesmo). Para este m\u00e9dico e professor da Universidade Internacional de Barcelona, entrevistado pelo di\u00e1rio espanhol ABC (16 de Fevereiro de 2006), n\u00e3o existem div\u00f3rcios bons quando se tem filhos, e a consequ\u00eancia de tantos div\u00f3rcios, cada vez mais precoces, \u00e9 o aparecimento de uma sociedade at\u00e9 agora desconhecida. Interrogado sobre o perfil desta nova sociedade, o psiquiatra responde: \u201cCom indiv\u00edduos de uma grande fragilidade, porque a sua seguran\u00e7a no contexto familiar rompeu-se, quando ainda eram muitos novos. A confian\u00e7a nos adultos, que imp\u00f5em as normas, e que se sup\u00f5e que sejam modelos, est\u00e1 quebrada. Teorizando, podem vir a ser adultos desconfiados, adultos com medo dos seus pr\u00f3prios sentimentos, que encaram a vida de forma prec\u00e1ria, que n\u00e3o querem ter filhos, para que estes n\u00e3o sofram&#8230; (&#8230;) Sinceramente, vejo muitos mais aspectos negativos do que positivos [na facilidade do div\u00f3rcio]. O que n\u00e3o invalida que haja casos, muito raros, em que se agrade\u00e7a que um casamento que estava a ser um inferno para a fam\u00edlia seja quebrado. Infelizmente, o que vejo com frequ\u00eancia \u00e9 que os matrim\u00f3nios chegam ao fim por uma tremenda frivolidade\u201d.<\/p>\n<p>Paulino Castells n\u00e3o \u00e9 adepto da ideia de que por vezes \u201ca separa\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor para os filhos\u201d e acrescenta: \u201cA aprecia\u00e7\u00e3o dos motivos de ruptura que temos como adultos n\u00e3o costuma coincidir com a aprecia\u00e7\u00e3o que t\u00eam os filhos. Os filhos n\u00e3o entendem por que se separam os pais. \u2018\u00c9 porque discutimos muito\u2019. \u2018T\u00e1 bem \u2013 pensam os filhos \u2013, mas eu tamb\u00e9m discuto com os meus colegas da escola\u2019. H\u00e1 uma total disparidade. E os pais ficam desorientados: \u2018N\u00e3o entendem porque me separo, n\u00e3o percebem que encontrei um novo amor na minha vida.\u2019 Pois claro que n\u00e3o percebem\u201d.<\/p>\n<p>O psiquiatra espanhol afirma que recebeu v\u00e1rias cartas de pais que leram o seu livro e que decidiram esperar mais algum tempo, depois de perceberem as consequ\u00eancias do div\u00f3rcio. \u201c\u00c9 uma atitude autenticamente respons\u00e1vel perante a vida\u201d, diz Castells. \u201cHoje queremos evitar a ruptura por causa das consequ\u00eancias que tem\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cH\u00e1 20 anos, dizia-se: \u2018Se a coisa corre mal, \u00e9 melhor que se separem\u2019. Hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim\u201d. 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