{"id":6639,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6639"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"fidelidade-ou-actualizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fidelidade-ou-actualizacao\/","title":{"rendered":"Fidelidade ou actualiza\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Estas realidades n\u00e3o s\u00e3o uma antinomia. A actualiza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mesmo, em muitas circunst\u00e2ncias, condi\u00e7\u00e3o de fidelidade. No assunto presente, sem d\u00favida alguma que assim \u00e9. O que, nem por isso, torna a tarefa menos exigente. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o somos o que fomos\u201d &#8211; dizia-se, para afirmar que a Igreja de hoje \u00e9 e n\u00e3o \u00e9 a mesma de ontem. Porque mudou &#8211; e muda constantemente &#8211; a realidade humana que a constitui e a servi\u00e7o de quem ela est\u00e1.<\/p>\n<p>Uma vez que a raz\u00e3o desempenha um papel fundamental no cerne do acolhimento e compreens\u00e3o da f\u00e9, importa interrogarmo-nos hoje, como em qualquer tempo, sobre as raz\u00f5es do esperar e do crer, porque vivemos em contexto diferente de qualquer passado, porque as raz\u00f5es que hoje se h\u00e3o-de dar precisam de responder, de maneira coerente, \u00e0s interroga\u00e7\u00f5es que s\u00e3o peculiares do presente.<\/p>\n<p>Cientes de que a f\u00e9 envolve o risco de \u201cver\u201d para al\u00e9m dos horizontes do tempo e do espa\u00e7o &#8211; e \u00e9 preciso querer saltar esses limites e acolher o impulso do Esp\u00edrito que o permita e o estimula &#8211; seria, todavia, depreciativo para a raz\u00e3o humana renunciar \u00e0 pergunta. Deixaria a pr\u00f3pria raz\u00e3o de ter sentido, acomodando-se ao \u00f3bvio. E tamb\u00e9m de nada valeria \u00e0 f\u00e9.<\/p>\n<p>Ver as realidades novas, sociais e culturais, decantando-as de quaisquer \u201cpr\u00e9-conceitos\u201d, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o. S\u00f3 depois dever\u00e3o ser olhadas sob a luz da Revela\u00e7\u00e3o. Porventura para dizer que \u201cn\u00e3o temos para dar\u201d as respostas que apetecem \u00e0s pessoas; mas com a verdade e a generosidade de ofertar as alternativas que o Evangelho disponibiliza e que &#8211; temos a certeza! &#8211; s\u00e3o caminho de Vida.<\/p>\n<p>Uma Igreja que vive a presen\u00e7a do Senhor e a esperan\u00e7a nEle sente necessidade de dar raz\u00f5es dessa forma de vida. Nessas circunst\u00e2ncias, a repeti\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que n\u00e3o contenham novas interpela\u00e7\u00f5es, pela linguagem e comunica\u00e7\u00e3o, pela objectividade dos problemas a enfrentar, acaba em monotonia, que, por sua vez resulta em indiferen\u00e7a e insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Sacramento de Jesus Cristo, para ser, como Ele, luz erguida entre as na\u00e7\u00f5es, a Igreja tem de assumir com serenidade a tens\u00e3o permanente entre a fidelidade e a actualiza\u00e7\u00e3o, compreendendo que esta \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de verdade daquela! Doutro modo, a sua miss\u00e3o, que \u00e9 estar ao servi\u00e7o da pessoa e da sociedade, ser\u00e1 irremediavelmente tra\u00edda. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estas realidades n\u00e3o s\u00e3o uma antinomia. A actualiza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mesmo, em muitas circunst\u00e2ncias, condi\u00e7\u00e3o de fidelidade. No assunto presente, sem d\u00favida alguma que assim \u00e9. 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