{"id":6654,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6654"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"convite-a-conhecer-joao-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/convite-a-conhecer-joao-de-deus\/","title":{"rendered":"Convite a conhecer Jo\u00e3o de Deus"},"content":{"rendered":"<p>O Correio do Vouga recebeu h\u00e1 dias uma carta da Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, assinada pelo Pe Nuno Filipe e dirigida aos jovens. Transcrevemo-la quase na totalidade.<\/p>\n<p>\u00abO nosso Instituto foi aprovado pela Igreja como Ordem Religiosa de Irm\u00e3os, para o servi\u00e7o dos doentes e dos necessitados. Teve origem em Granada, Espanha, na segunda metade do s\u00e9culo XVI, como continua\u00e7\u00e3o da actividade caritativa de S. Jo\u00e3o de Deus, que nasceu em Montemor-o-Novo (perto de \u00c9vora) e morreu na cidade de Granada, a 8 de Mar\u00e7o de 1550. [Completam-se hoje 456 anos.]<\/p>\n<p>(&#8230;) No nosso tempo [a ordem] encontra-se presente nos cinco continentes. O seu carisma \u00e9 plenamente actual.<\/p>\n<p>Esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida a ti, jovem, de um modo especial. (&#8230;) Desejava dialogar contigo, caro jovem, mormente no aspecto vocacional. Podes escrever-me para: Casa de Sa\u00fade de S. Jo\u00e3o de Deus \u2013 Caminho do Trapiche \u2013 Caixa Postal 4376, 9020-126 Funchal, Madeira. Pe Nuno Filipe, O. H.\u00bb<\/p>\n<p>Louco da Caridade<\/p>\n<p>Porque a publica\u00e7\u00e3o da carta coincide com o dia de S. Jo\u00e3o de Deus, 8 de Mar\u00e7o, espreit\u00e1mos um pouco a biografia deste santo da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Nasceu em Montemor-o-Novo, em 1495, e serviu como pastor em Toledo. Muito cedo pegou em armas e combateu franceses em Espanha e ajudou a construir muralhas em Ceuta. Regressou a Espanha e fez vida de vendedor de livros de romance em Sevilha e Granada.<\/p>\n<p>Em 1537, Jo\u00e3o de Deus ouviu uma prega\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o de \u00c1vila (S. Jo\u00e3o da Cruz) e foi \u201ccomo uma tempestade de fogo e granizo\u201d na sua alma. Jo\u00e3o de Deus destruiu os seus livros e correu como um louco pela cidade do sul de Espanha, que nessa altura estava cheia de pessoas que fugiam da fome em Castela, mouros perseguidos, soldados e feridos de guerra, enfim, pobres. Jo\u00e3o de Deus acaba, ele pr\u00f3prio, por ser encarcerado num manic\u00f3mio (o termo est\u00e1 correcto, as pessoas eram encarceradas) e l\u00e1 descobre o rosto crucificado de Jesus nos que estavam longe de tudo e de todos, nos loucos abandonados. As suas m\u00e3os alimentaram muitas bocas, lavaram muitos corpos, enterraram muitos mortos sem nome.<\/p>\n<p>Um dia, porque convivia com b\u00eabados e prostitutas, acusam-no ao arcebispo. Jo\u00e3o responde que s\u00f3 fazia o que o Senhor lhe pedia e que tamb\u00e9m Ele partilhara a sua mesa com essas mesmas pessoas. O arcebispo apoiou-o.<\/p>\n<p>Ao funeral de Jo\u00e3o de Deus, em Granada, acorreu uma multid\u00e3o nunca antes vista na cidade. Dizem os relatos que v\u00e1rias vezes foi necess\u00e1rio vestir o cad\u00e1ver. O povo arrancava as suas roupas para ficar com uma rel\u00edquia de Jo\u00e3o de Deus, \u201clouco da caridade\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Correio do Vouga recebeu h\u00e1 dias uma carta da Ordem Hospitaleira de S\u00e3o Jo\u00e3o de Deus, assinada pelo Pe Nuno Filipe e dirigida aos jovens. 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