{"id":6668,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6668"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"funcao-profetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/funcao-profetica\/","title":{"rendered":"Fun\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica!"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 prof\u00e9tica, no esclarecimento cr\u00edtico das consci\u00eancias\u201d &#8211; dizia sua Emin\u00eancia D. Jos\u00e9 Policarpo. N\u00e3o \u00e9 outro o objectivo da Doutrina Social da Igreja, patrim\u00f3nio rico de muitos s\u00e9culos, mas verdadeiramente org\u00e2nico de h\u00e1 dois s\u00e9culos a esta parte. <\/p>\n<p>Sem apresentar solu\u00e7\u00f5es concretas, que lhe n\u00e3o competem. Mas dando um contributo de reflex\u00e3o, sobre a pessoa e a sociedade, que contribua decisivamente para a harmonia da mesma sociedade como um todo, estimulando o equil\u00edbrio entre a interven\u00e7\u00e3o de um Estado que d\u00ea suporte \u00e0 iniciativa da sociedade civil e a multiplica\u00e7\u00e3o dessa mesma iniciativa, no horizonte da coopera\u00e7\u00e3o das for\u00e7as sociais, em vista do bem comum.<\/p>\n<p>\u201cEsta presen\u00e7a cr\u00edtica da Doutrina Social da Igreja n\u00e3o se faz apenas pelas declara\u00e7\u00f5es doutrinais do Magist\u00e9rio, mas pela interven\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os na sociedade. Como protagonistas na vida da sociedade, eles devem impregnar do sentido de justi\u00e7a e de amor as solu\u00e7\u00f5es procuradas\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o fundamentais os princ\u00edpios. E a lucidez dos Papas dos \u00faltimos tempos tem-nos legado um corpo doutrinal abundante e de excelente qualidade. A consci\u00eancia mundial, \u00e0s vezes entre gente que pouco tem a ver com a Igreja, cresceu visivelmente em solidariedade, tamb\u00e9m fruto desta tradu\u00e7\u00e3o hodierna do Evangelho.<\/p>\n<p>O que se n\u00e3o dispensa \u00e9 que a palavra enunciada seja testemunhada por aqueles que integram a comunidade dos fi\u00e9is. Ao princ\u00edpio, aquilo que espantava e provocava os que n\u00e3o eram crist\u00e3os era a pr\u00e1tica quotidiana daqueles que o eram. Esse foi o milagre da multiplica\u00e7\u00e3o dos crentes: o testemunho, a coer\u00eancia de quantos iam aderindo \u00e0 f\u00e9.<\/p>\n<p>Sem ficar \u00e0 margem da luta pela justi\u00e7a, a Igreja n\u00e3o pode nem deve tomar o lugar do Estado, \u201cn\u00e3o pode nem deve tomar nas suas pr\u00f3prias m\u00e3os a batalha pol\u00edtica para realizar a sociedade mais justa poss\u00edvel\u201d. O que n\u00e3o pode \u00e9 deixar de incutir nos seus membros o dever de construir a cidade segundo o projecto de Deus para o Homem. E isso implica que a fun\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica, proclamada nos princ\u00edpios, se torne operativa com o empenho, igualmente prof\u00e9tico, dos crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Tratando-se de reflectir a cria\u00e7\u00e3o de emprego, j\u00e1 que o trabalho, caminho de realiza\u00e7\u00e3o da pessoa humana, individualmente e em sociedade, \u00e9 provavelmente a chave de toda a quest\u00e3o social, a Igreja tem um contributo pr\u00f3prio a dar, a que n\u00e3o pode negar-se. Mais uma vez para o esclarecimento cr\u00edtico das consci\u00eancias e para a motiva\u00e7\u00e3o dos crentes. E, de novo, \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica que lho exige.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 prof\u00e9tica, no esclarecimento cr\u00edtico das consci\u00eancias\u201d &#8211; dizia sua Emin\u00eancia D. Jos\u00e9 Policarpo. N\u00e3o \u00e9 outro o objectivo da Doutrina Social da Igreja, patrim\u00f3nio rico de muitos s\u00e9culos, mas verdadeiramente org\u00e2nico de h\u00e1 dois s\u00e9culos a esta parte. Sem apresentar solu\u00e7\u00f5es concretas, que lhe n\u00e3o competem. Mas dando um contributo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-6668","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6668"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6668\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}