{"id":6670,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6670"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"cooperacao-entre-as-nacoes-como-via-para-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/cooperacao-entre-as-nacoes-como-via-para-a-paz\/","title":{"rendered":"Coopera\u00e7\u00e3o entre as na\u00e7\u00f5es como via para a paz"},"content":{"rendered":"<p>Promo\u00e7\u00e3o da Paz e Comunidade Internacional na Gaudium et Spes <!--more--> \u201cCoopera\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a palavra-chave da Gaudium et Spes sobre a \u201cA promo\u00e7\u00e3o da paz e a comunidade internacional\u201d, \u00faltimo assunto abordado pelo documento do Vaticano II (assembleia dos bispos cat\u00f3licos para reformar a Igreja) que ajudou a Igreja a situar-se na comunidade humana de uma forma mais evang\u00e9lica. Joaquim Franco, jornalista da SIC, convidado do ciclo \u201cdebates na actualidade\u201d, sobre os quarenta anos da GS, considerou a coopera\u00e7\u00e3o como \u201cum assumir da pluralidade na perspectiva de uma constru\u00e7\u00e3o harmoniosa\u201d.<\/p>\n<p>Antes de real\u00e7ar algumas frases da GS, o jornalista apresentou o \u201ccontexto do mundo em 1965\u201d, algo que nem sempre \u00e9 feito quando, em Igreja, se estudam documentos do passado (como se os documentos fossem desencarnados ou s\u00f3 constitu\u00eddos por princ\u00edpios eternos), e que ajudou os participantes do ser\u00e3o da \u00faltima quinta-feira, na Galeria dos Morgados da Pedricosa, a notar como a GS esteve atenta ao tempo em que surgiu, mas, ao mesmo tempo, foi ultrapassada pelos acontecimentos.<\/p>\n<p>Em 1965, \u201co ambiente social era marcado por liberdades emergentes e ditaduras sanguin\u00e1rias\u201d, afirmou o jornalista, dando v\u00e1rios exemplos: ditaduras de esquerda do lado de l\u00e1 do Muro de Berlim, ditaduras de direita na Am\u00e9rica Latina (e na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica), guerras coloniais e independ\u00eancias em \u00c1frica. Era um tempo de grande esperan\u00e7a, com a conquista do espa\u00e7o, de grande medo, com a corrida ao armamento, e de grande sede de liberdade, com explos\u00f5es raciais nos EUA, emancipa\u00e7\u00e3o da mulher, contesta\u00e7\u00e3o juvenil na Europa (que conduziria ao Maio de 68), e mesmo a prolifera\u00e7\u00e3o de drogas. Ao mesmo tempo, a TV comercial dava os primeiros passos como meio de comunica\u00e7\u00e3o de massas&#8230;<\/p>\n<p>Din\u00e2mica da utopia<\/p>\n<p>\u201cNa Igreja vive-se a din\u00e2mica da utopia\u201d, e \u00e9 neste contexto que \u201cum bispo polaco de 42 anos e um padre alem\u00e3o, de 35 anos, considerado \u2018perigoso modernista\u2019\u201d participam num conc\u00edlio optimista, refere Joaquim Franco, sem mencionar o nome do papa anterior e do actual.<\/p>\n<p>Do Vaticano II sairia uma vis\u00e3o da comunidade internacional em que se refere a emerg\u00eancia do terrorismo e a persist\u00eancia da guerra, mas onde as notas dominantes s\u00e3o a coopera\u00e7\u00e3o entre na\u00e7\u00f5es e a defesa de uma \u201cautoridade p\u00fablica mundial\u201d. O jornalista da SIC nomeou, por isso, \u201calgumas coisas que a GS n\u00e3o diz, porque n\u00e3o eram do seu tempo\u201d: a import\u00e2ncia do di\u00e1logo inter-religioso nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, devido \u00e0 emerg\u00eancia do fundamentalismo religioso; a guerra defensiva (o documento fala de leg\u00edtima defesa \u2013 o que n\u00e3o viola os pressupostos internacionais); o poder da economia na rela\u00e7\u00e3o entre Estados; a influ\u00eancia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o globais; ou as micro-culturas subjugadas pela cultura dominante.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo encontro deste ciclo est\u00e1 marcado para 20 de Abril. Jos\u00e9 Manuel Moreira ter\u00e1 como tema \u201cA vida Econ\u00f3mico-Social\u201d.<\/p>\n<p>O poder do telecomando<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o animada das tr\u00eas ou quatro dezenas de pessoas que t\u00eam estado nos \u201cdebates na actualidade\u201d leva a que por vezes se fale de outros temas. No \u00faltimo dia, orientando o ser\u00e3o um jornalista televisivo, a pergunta \u201csagrada\u201d n\u00e3o faltou: \u201cPor que \u00e9 que a televis\u00e3o apresenta tanta viol\u00eancia? O que podemos fazer?\u201d Joaquim Franco, esperando a quest\u00e3o, n\u00e3o hesitou: \u201cO espectador tem o maior poder: o do telecomando. E \u00e0s vezes n\u00e3o o usamos\u201d. O jornalista da SIC reconheceu que \u201cpor vezes, n\u00e3o adianta desligar a tv, porque a crian\u00e7a j\u00e1 viu o que n\u00e3o quer\u00edamos\u201d. Nesses casos, como noutros, \u00e9 importante o sentido cr\u00edtico, e \u00e9 pela conversa sobre as imagens que se v\u00eaem que o sentido cr\u00edtico se educa nas crian\u00e7as. <\/p>\n<p>&#8220;Somos ou n\u00e3o somos crist\u00e3os?&#8221;<\/p>\n<p>V\u00e1rias vezes Joaquim Franco lan\u00e7ou a quest\u00e3o \u201cSomos ou n\u00e3o somos crist\u00e3os?\u201d Uma delas, para falar da import\u00e2ncia do amor, \u201cexpoente da rela\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cque ensina a perdoar\u201d e a quebrar a indiferen\u00e7a do mundo actual, globalizado, em que \u00e9 mais f\u00e1cil saber o que se passa no outro lado do planeta do que conhecer o vizinho que mora no apartamento ao lado. \u201cPouco adianta conhecer a \u00faltima enc\u00edclica [Deus \u00e9 Amor], se somos indiferentes para o vizinho separado de n\u00f3s por uma parede que se calhar \u00e9 mais estreita do que esta enc\u00edclica\u201d, afirma o jornalista apontando para o livro. Mais tarde, perante um coment\u00e1rio do p\u00fablico, de que n\u00e3o seremos assim t\u00e3o crist\u00e3os, o jornalista, membro empenhado da comunidade paroquial da Amadora, chegou \u00e0 curiosa formula\u00e7\u00e3o: \u201cSe calhar, somos cat\u00f3licos n\u00e3o-crist\u00e3os\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Promo\u00e7\u00e3o da Paz e Comunidade Internacional na Gaudium et Spes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-6670","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6670","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6670"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6670\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}