{"id":6689,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6689"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"dinamismo-da-compaixao-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dinamismo-da-compaixao-de-deus\/","title":{"rendered":"Dinamismo da Compaix\u00e3o de Deus"},"content":{"rendered":"<p>Catequeses Quaresmais <!--more--> Palavra deturpada<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio descodificar a palavra compaix\u00e3o. Purificar o sentido que tem\u201d. Este foi um primeiro alerta da segunda catequese quaresmal do Bispo de Aveiro. Em foco estariam dois textos da compaix\u00e3o de Jesus (Mt 9,35-38: A compaix\u00e3o de Jesus pela multid\u00e3o \u201ccansada e abatida, como ovelhas sem pastor\u201d; e Mc 6,34-44: Jesus alimenta 5000 pessoas com cinco p\u00e3es de dois peixes). Compaix\u00e3o n\u00e3o \u00e9 d\u00f3 ou pena, mas \u201csintonia com o outro no seu sofrimento; \u00e9 oferecer o ombro para encosto; \u00e9 estar presente; a compaix\u00e3o constitui ajuda\u201d.<\/p>\n<p>A compaix\u00e3o \u00e9 din\u00e2mica<\/p>\n<p>\u201cQuem tem compaix\u00e3o mostra a compaix\u00e3o naquilo que pode fazer\u201d. \u201cEla move a agir, a n\u00e3o ficar na verifica\u00e7\u00e3o da dor e da car\u00eancia, a ser resposta verdadeira, inovadora e criativa. A compaix\u00e3o nunca humilhar, antes engrandece. Leva a repartir o que se recebeu e a cultivar, sempre mais, um cora\u00e7\u00e3o compassivo, que \u00e9 express\u00e3o de riqueza\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCora\u00e7\u00e3o compassivo \u00e9 aquele que sintoniza com o outro, na dor e nas dificuldades, e logo se abre \u00e0 partilha, \u00e0 ajuda, \u00e0 atitude de samaritano dispon\u00edvel, de generoso cireneu. Como o fez sempre Jesus Cristo, Ele que \u00abpassou fazendo o bem\u00bb.<\/p>\n<p>Uma certeza<\/p>\n<p>\u201cO sentimento de abandono e de solid\u00e3o est\u00e9ril \u00e9 apenas nosso, porque o Senhor nunca abandona a obra das suas m\u00e3os. Esta certeza, feita experi\u00eancia pessoal, \u00e9 fundamental ao nosso itiner\u00e1rio espiritual, na nossa resposta ao chamamento que nos acompanha, ao grito incontido do encontro desejado com a origem da vida e a fonte do bem\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA B\u00edblia est\u00e1 cheia desta presen\u00e7a de Deus, tornada vis\u00edvel em Jesus cristo, sempre traduzida em gestos eficazes de amor: multid\u00f5es que experimentaram ao vivo o seu poder, gente an\u00f3nima que beneficiou do perd\u00e3o e da cura, l\u00e1grimas enxugadas pelo seu carinho e compreens\u00e3o, vidas reencontradas porque com Ele se encontraram&#8230; E esta ternura de Deus, for\u00e7a redentora para todos, continua na Igreja na vida de tanta gente, humilde ou discreta, sempre a manifestar uma presen\u00e7a que exorciza todos os medos e se torna for\u00e7a determinante dos fracos e esperan\u00e7a dos pecadores contritos\u201d.<\/p>\n<p>N\u00f3s matamos gente<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio contou um caso real sobre a falta que compaix\u00e3o, que assume as vestes da indiferen\u00e7a e mina as comunidades crist\u00e3s. Quando era bispo auxiliar em Lisboa e andava em visita pastoral, entra na casa de uma idosa, que lhe diz: \u201cVeio visitar-me?! Eu j\u00e1 morri\u201d. H\u00e1 muito que a senhora estava abandonada. Nesse mesmo dia, na celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia dessa comunidade conhecida pela sua forte pr\u00e1tica religiosa, D. Ant\u00f3nio tem palavras duras: \u201cN\u00f3s matamos gente!\u201d No final, muitas pessoas v\u00e3o \u00e0 sacristia perguntar o que podem fazer. Uma delas diz: \u201cEu pensava que essa senhora j\u00e1 tinha morrido\u201d, mostrando como a indiferen\u00e7a, o desconhecimento e a falta de compaix\u00e3o caminham juntos.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio n\u00e3o disse como foi resolvida a situa\u00e7\u00e3o da senhora, mas deu para perceber que a falta de compaix\u00e3o mata e concluiu o relato do caso com a frase seguinte, que tem dois sentidos: \u201cO cora\u00e7\u00e3o compassivo \u00e9 o que ressuscita\u201d. O cora\u00e7\u00e3o compassivo tira os outros da morte. O cora\u00e7\u00e3o compassivo n\u00e3o \u00e9 detido pela morte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Catequeses Quaresmais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6689","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6689\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}