{"id":6710,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6710"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"igualdade-e-diferenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/igualdade-e-diferenca\/","title":{"rendered":"&#8230; Igualdade e diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>No Dia Internacional da Mulher, debate sobre&#8230; <!--more--> No Dia Internacional da Mulher, 8 de Mar\u00e7o, o Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura convidou mulheres ligadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da igualdade, para uma conversa sobre g\u00e9neros, igualdade e desigualdade entre homem e mulher, mudan\u00e7as necess\u00e1rias, quebra de preconceitos sociais\u2026 Uma conversa que n\u00e3o gerou consensos, pelo contr\u00e1rio, serviu para levantar muitas quest\u00f5es entre o p\u00fablico, mas ajudou cada um, certamente, a questionar-se sobre o seu pr\u00f3pria papel perpetuador de uma discrimina\u00e7\u00e3o latente na sociedade. Participaram neste debate Margarida Santos (MS), Maria do Mar Pereira (MMP), e Ana Costa (AC), da Plataforma Portuguesa Para os Direitos das Mulheres, moderadas por Isabel Segad\u00e3es (IS) (funcion\u00e1ria da Universidade de Aveiro e presidente da associa\u00e7\u00e3o de protec\u00e7\u00e3o animal Perdidos e Achados). J.P.F.<\/p>\n<p>Procura e mudan\u00e7a<\/p>\n<p>H\u00e1 qualquer coisa para mudar. Ser\u00e1 que temos respostas para as mudan\u00e7as, ou todos temos \u00e9 uma procura? H\u00e1 patriarcado, isto \u00e9, um poder exercido pelos homens? H\u00e1 estere\u00f3tipos, isto \u00e9, imagens imediatas que fazemos quando estamos perante uma mulher ou um homem? (MS)<\/p>\n<p>Papel estreitinho<\/p>\n<p>A quest\u00e3o de g\u00e9nero \u00e9 cada vez mais discutida, quando se fala de Pol\u00edtica, Economia, Religi\u00e3o, Governa\u00e7\u00e3o&#8230; Masculino e Feminino n\u00e3o correspondem a duas categorias fechadas. A mulher tem o direito de transgredir o papel estreitinho que lhe foi atribu\u00eddo socialmente \u00e0 nascen\u00e7a. Tem o direito e o dever. (IS)<\/p>\n<p>A ci\u00eancia tamb\u00e9m muda<\/p>\n<p>H\u00e1 uma mudan\u00e7a na descri\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica da fecunda\u00e7\u00e3o humana. At\u00e9 ao final dos anos 80, o espermatoz\u00f3ide mais apto perfurava o \u00f3vulo. J\u00e1 nos anos 90, \u00e9 o \u00f3vulo que atrai e selecciona o espermatoz\u00f3ide e, em seguida, a sua parede absorve o escolhido. Come\u00e7a aqui o verdadeiro poder do feminino. (IS)<\/p>\n<p>Mais trabalho menos dinheiro<\/p>\n<p>As mulheres ganham em m\u00e9dia menos 17% do que os homens. Em m\u00e9dia trabalham mais duas horas por dia do que os homens. (MMP)<\/p>\n<p>R\u00f3tulos<\/p>\n<p>Os rapazes s\u00e3o encorajados a assumir comportamentos de risco para a sua sa\u00fade, pelo que h\u00e1 uma grande mortalidade entre os rapazes dos 16  aos 24 anos em acidentes de via\u00e7\u00e3o e uma grande taxa de coma alco\u00f3lico. Os rapazes t\u00eam de provar a sua masculinidade. Ter muitas namoradas \u00e9 positivo entre os homens. Mas, se \u00e9 uma mulher que pensa assim, \u00e9 catalogada de outra forma. Diz-se que o rapaz n\u00e3o pode brincar com bonecas, ou que as mulheres n\u00e3o podem ser mec\u00e2nicos, que o homem n\u00e3o pode ser educador de inf\u00e2ncia&#8230; (MMP)<\/p>\n<p>Estere\u00f3tipos de g\u00e9nero<\/p>\n<p>As ideias sobre \u201co que deve ser um homem\u201d ou \u201co que deve ser uma mulher\u201d acabam por condicio-nar as nossas escolhas e possibilidades. O Dia Internacional da Mulher pode ser uma oportunidade e um desafio para todos e todas pen-sarmos e chegarmos \u00e0 conclus\u00e3o de que s\u00e3o quest\u00f5es que n\u00e3o dizem apenas respeito \u00e0s mulheres. Dizem respeito aos homens, n\u00e3o como supostos agressores, mas como pessoas que s\u00e3o sistematicamente prejudicadas por existirem na nossa sociedade ideias sobre a masculinidade que fazem com que eles sejam prejudicados, por exemplo, nas suas emo\u00e7\u00f5es com a frase \u201cos homens n\u00e3o devem chorar em p\u00fablico&#8230;\u201d  (MMP)<\/p>\n<p>Igualdade depende de cada um<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a rela\u00e7\u00e3o homem\/mulher liberta-nos da tend\u00eancia de pensar que a igualdade \u00e9 algo apenas dependente dos sindicatos, da legisla\u00e7\u00e3o, dos pol\u00edticos. N\u00e3o nos apercebemos de que tamb\u00e9m n\u00f3s podemos ser agentes activos desta mudan\u00e7a. (MMP)<\/p>\n<p>Humor preconceituoso<\/p>\n<p>At\u00e9 na nossa linguagem criamos imagens sobre ser homem ou ser mulher que n\u00e3o nos satisfazem. Mudar a linguagem, mudar o tipo de humor s\u00e3o formas de promover a igualdade. As anedotas que julga-mos inocentes s\u00e3o uma forma de perpetuar estere\u00f3tipos. A quest\u00e3o \u00e9: como \u00e9 que eu posso deixar de ser reprodutor de desigualdade e ajudar a mudar as coisas? (MMP)<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o para a desigualdade<\/p>\n<p>As mulheres, veiculadoras de educa\u00e7\u00e3o, formaram crian\u00e7as desiguais. Somos n\u00f3s, mulheres, que perpetuamos os estere\u00f3tipos. Agora menos. Mas temos que fazer esfor\u00e7os para melhorar. (AC)<\/p>\n<p>Igualdade de g\u00e9nero ou igualdade de oportunidades? <\/p>\n<p>O que parece fundamental \u00e9 que o sexo de uma pessoa n\u00e3o seja entrave ao que pretende fazer e  quer realizar. (AC)<\/p>\n<p>Responsabilidades parentais<\/p>\n<p>Se os homens estivessem mais envolvidos na paternidade e tirassem licen\u00e7a de paternidade, o empregador n\u00e3o assumiria automaticamente que a mulher iria ficar x meses fora do emprego e que o homem n\u00e3o ficava nenhum. Se essas tarefas fossem partilhadas de facto, as mulheres deixariam de ser discriminadas. A parentalidade deixaria de ser discriminat\u00f3ria. (MMP)<\/p>\n<p>Publicidade e preconceito<\/p>\n<p>H\u00e1 publicidade que perpetua a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito com base na diferen\u00e7a sexual. Num dos pa\u00edses n\u00f3rdicos, houve pessoas que enviaram roupas e comida a uma marca que usava publicidade com mulheres magras e quase despidas.<\/p>\n<p>A Rede de Jovens para a Igualdade organiza workshops para jovens, principalmente em escolas, em que se analisa criticamente a publicidade e se repensam campanhas sem estere\u00f3tipos. \u00c9 fundamental trabalhar a este n\u00edvel. (MMP)<\/p>\n<p>Viol\u00eancia contra mulheres<\/p>\n<p>As verbas envolvidas no tr\u00e1fico de mulheres e crian\u00e7as s\u00e3o superiores \u00e0s do tr\u00e1fico de droga. Segundo um estudo da ONU, por ano, s\u00e3o vendidas, para fins de prostitui\u00e7\u00e3o, 700 mil mulheres. Segundo a Unicef, faltam no mundo 60 milh\u00f5es de mulheres, que foram abortadas pelo facto de o serem (aborto selectivo), assassinadas enquanto beb\u00e9s por serem meninas. A viol\u00eancia entre mulheres n\u00e3o \u00e9 punida em 79 pa\u00edses do mundo. Na Europa, mais de um quinto das mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica alguma vez na vida. Um milh\u00e3o de pessoas (mulheres e filhos) \u00e9 afectado, em Portugal, pela viol\u00eancia dom\u00e9stica. (AC)<\/p>\n<p>Quotas para a igualdade<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas retic\u00eancias quanto ao uso deste mecanismo artificial para promover a igualdade, mas, se ficarmos sentadas \u00e0 espera que as coisas mudem por si, bem podemos esperar. As mudan\u00e7as s\u00e3o sempre disputadas, por movimentos sociais, com medidas espec\u00edficas. As quotas n\u00e3o s\u00e3o uma benesse para as mulheres. S\u00e3o a salvaguarda de que os dois sexos s\u00e3o representados. No fundo, j\u00e1 h\u00e1 quotas nos partidos: para os distritos, para as juventudes partid\u00e1rias, para certas sensibilidades.<\/p>\n<p>Na Noruega, al\u00e9m de quotas na actividade pol\u00edtica, est\u00e3o a ser introduzidas quotas nas empresas p\u00fablicas. (MMP)<\/p>\n<p>Culpadas da discrimina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00c0s vezes diz-se: \u201cAs mulheres tamb\u00e9m s\u00e3o culpadas da discrimina\u00e7\u00e3o que sofrem\u201d. A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 a quest\u00e3o. N\u00f3s todos somos culpados, homens e mulheres. E todos somos v\u00edtimas, na medida em que somos limitados por esses preconceitos que ajudamos a reproduzir. Esperar que s\u00f3 as mulheres se libertem da sua educa\u00e7\u00e3o e fiquem sensibilizadas \u00e9 irreal. N\u00e3o se trata de \u201cas mulheres todas juntas\u201d, mas de todos, homens e mulheres. (MMP)<\/p>\n<p>Indicadores d\u00edspares<\/p>\n<p>Portugal, em alguns indicadores, est\u00e1 mais avan\u00e7ado do que outros pa\u00edses. A percentagem de mulheres que desempenha uma actividade profissional \u00e9 mais alta do que a m\u00e9dia europeia. No ensino, as mulheres s\u00e3o a maioria dos professores; mas \u00e0 medida que se sobe no grau de ensino, desce a percentagem de mulheres. (MMP)<\/p>\n<p>Ano Europeu da Igualdade<\/p>\n<p>2007 ser\u00e1 o Ano Europeu da Igualdade para todos e para todas. N\u00e3o apenas entre homem e mulher, mas considerando tamb\u00e9m as etnias, as pessoas portadoras de defici\u00eancia, as classes sociais. (MMP)<\/p>\n<p>A uni\u00e3o faz a for\u00e7a<\/p>\n<p>A Plataforma nasceu por duas raz\u00f5es: um grupo de associa\u00e7\u00f5es achou que, se se reunisse, teria muito mais for\u00e7a para apresentar reivindica\u00e7\u00f5es e estudos e poderia conjugar sinergias; por outro lado, reunidos, podemos ter representa\u00e7\u00e3o internacional. A Plataforma, com um ano, est\u00e1 ainda na fase de implanta\u00e7\u00e3o. Queremos crescer em n\u00famero de associa\u00e7\u00f5es. (MS)<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima sess\u00e3o do F\u00f3rum::Universal est\u00e1 marcada para 5 de Abril. Assunto: Cerciav, 30 anos de servi\u00e7o \u00e0 comunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Internacional da Mulher, debate sobre&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[],"class_list":["post-6710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-forum-universal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6710\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}