{"id":6718,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6718"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/adolescentes\/","title":{"rendered":"Adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 luz do dia <!--more--> N\u00e3o existe nenhum pai no mun-do que n\u00e3o se interrogue sobre o seu papel quando os filhos chegam \u00e0 pr\u00e9-adolesc\u00eancia. Na realidade, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o dar pelo crescimento s\u00fabito dos filhos.<\/p>\n<p>Mais ou menos inst\u00e1veis, mais ou menos obedientes, mais ou menos estudiosos, todos os adolescentes d\u00e3o sinais de estar em transfor-ma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Do dia para a noite, mudam de voz e de atitude e tanto ficam calados e mais distantes como se revelam abrasivos e rebeldes.<\/p>\n<p>Uns vivem literalmente afundados na cadeira do computador ou da televis\u00e3o, enquanto outros conseguem viver emboscados dentro do seu pr\u00f3prio quarto, de onde s\u00f3 saem praticamente para ir \u00e0 escola e \u00e0 casa de banho.<\/p>\n<p>Uns e outros, todos olham com indisfar\u00e7\u00e1vel impaci\u00eancia para os pais sempre que estes se atrevem a interpel\u00e1-los ou a interromper o curso das suas ideias. Seja quando est\u00e3o mais desligados ou mais ligados atrav\u00e9s do Messenger, telem\u00f3vel e afins.<\/p>\n<p>Perante este enunciado de factos, importa dizer que uma maioria expressiva de adolescentes atravessa esta idade sem problemas, com uma confian\u00e7a e uma naturalidade bastante razo\u00e1veis. Ou seja, com capacidade para aceitar as transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, as altera\u00e7\u00f5es de humor e, ainda, para lidar com o mundo \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>Voltando ao in\u00edcio, e porque n\u00e3o existe um pai \u00e0 face da terra que n\u00e3o tenha d\u00favidas sobre este per\u00edodo mais existencial, digamos assim, \u00e9 bom recordar o que dizem alguns especialistas em comportamento, para perceber que existem truques infal\u00edveis para acompanhar os adolescentes nos dias f\u00e1ceis e dif\u00edceis.<\/p>\n<p>Come\u00e7o por Daniel Sampaio (sei que n\u00e3o sou imparcial nem nunca serei!), quando sublinha a import\u00e2ncia de abrir as portas de casa aos amigos dos filhos. Parece demasiado simples mas, na realidade, esta atitude acolhedora tem efeitos surpreendentes.<\/p>\n<p>O gesto de convidar os amigos dos filhos, de os incluir em algumas rotinas da fam\u00edlia e de os fazer \u201csentirem-se em casa\u201d traduz uma abertura genu\u00edna de cora\u00e7\u00e3o e uma aceita\u00e7\u00e3o, \u00e0 partida, daquele universo tantas vezes t\u00e3o distante do mundo dos adultos.<\/p>\n<p>Daniel Sampaio disse uma vez, com gra\u00e7a e muito realismo, que levar os amigos dos filhos para casa implica confus\u00e3o, desarruma\u00e7\u00e3o e, at\u00e9, a possibilidade de devasta\u00e7\u00e3o total do frigor\u00edfico; mas, feitas as contas, o saldo \u00e9 positivo.<\/p>\n<p>Para os filhos, porque se sentem mais aceites e compreendidos e, por isso, menos divididos interiormente. Para os pais, porque ficam mais pr\u00f3ximos da realidade dos adolescentes e refor\u00e7am os la\u00e7os com os seus filhos atrav\u00e9s dos amigos deles.<\/p>\n<p>Uma vez aqui chegados, cabe sublinhar que nada disto se deve confundir com uma atitude de pais que s\u00e3o \u201cos colegas\u201d dos filhos.<\/p>\n<p>Muito pelo contr\u00e1rio, importa respeitar pap\u00e9is e hierarquias.<\/p>\n<p>Outro truque infal\u00edvel \u00e9 eliminar todos os bra\u00e7os-de-ferro que come\u00e7am nas lend\u00e1rias discuss\u00f5es sobre \u201co quarto desarrumado\u201d. No dia em que os pais conseguirem olhar para o quarto dos filhos como olham para uma obra de arte fascinante e incompreens\u00edvel, muita coisa muda.<\/p>\n<p>H\u00e1 outras quest\u00f5es aparentemente menores, mas que fazem toda a diferen\u00e7a e mudam uma rela\u00e7\u00e3o: as sa\u00eddas \u00e0 noite, as horas passadas ao computador, os namoros, as mesadas, as motos e as notas. Para todos e cada uma existe uma sa\u00edda, desde que os pais n\u00e3o desistam, \u00e0 partida, de confiar em si e nos seus filhos. O truque, aqui, \u00e9 a sensibilidade e o bom-senso. Funciona sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 luz do dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-6718","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6718"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6718\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}