{"id":6746,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6746"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"partilha-de-recursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/partilha-de-recursos\/","title":{"rendered":"Partilha de recursos"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 sabido que a terra tem ainda recursos para todos, para proporcionar patamares de vida digna, se bem que a realidade se cubra de densas sombras com os desn\u00edveis de frui\u00e7\u00e3o dos bens: alguns com quase tudo e uma mul-tid\u00e3o incont\u00e1vel com nada, porque o pouco repartido por tantos desaparece sem se notar.<\/p>\n<p>Em tempo de Quaresma, as mudan\u00e7as interiores que \u00e9 urgente fazer &#8211; a convers\u00e3o! &#8211; passam por uma frui\u00e7\u00e3o s\u00f3bria dos bens, no intuito de contribuir para a equidade da reparti\u00e7\u00e3o de recursos, que desenhe contornos de vida aceit\u00e1vel para todos.<\/p>\n<p>O II S\u00ednodo de Aveiro dedicou uma das suas reflex\u00f5es, propostas e decis\u00f5es precisamente \u00e0 partilha de bens e servi\u00e7os. Recordar poder\u00e1 espevitar-nos a consci\u00eancia para tentar viver o que vot\u00e1mos.<\/p>\n<p>\u201cO crist\u00e3o mant\u00e9m com os bens materiais, naturais ou produzidos, uma rela\u00e7\u00e3o nova, pr\u00f3pria de quem se torna disc\u00edpulo de Cristo pelo Baptismo e vive a comunh\u00e3o que Deus nos confia. A novidade desta rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 no apre\u00e7o com que s\u00e3o valorizados esses bens, na \u00e9tica do trabalho e do com\u00e9rcio que estabelece regras para a sua produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o, no estilo de vida s\u00f3brio e digno de quem os possui, os usa e os partilha. O crist\u00e3o testemunha, assim, a solidariedade que, em n\u00f3s, o Esp\u00edrito vivifica e assume responsavelmente a participa\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o que Cristo nos entrega. Vive, de facto, como disc\u00edpulo que reproduz, a seu modo, as atitudes do Mestre.\u201d<\/p>\n<p>Trata-se de uma novidade de rela\u00e7\u00e3o com os bens, com incid\u00eancias claras no comportamento social que a posse, uso e distribui\u00e7\u00e3o dos mesmos implica para aqueles que querem ser fi\u00e9is ao Mestre. Nesse sentido, a Igreja tem de se apresentar como reserva cr\u00edtica da humaniza\u00e7\u00e3o no uso dos bens, como fermento da sociedade civil, como laborat\u00f3rio exemplar desse mesmo uso e com o empenhamento de movimentos e grupos que d\u00eaem forma a atitudes e estruturas de humaniza\u00e7\u00e3o e solidariedade.<\/p>\n<p>E n\u00e3o ser\u00e3o poucas as vertentes da pr\u00f3pria vida da Igreja em que o seu papel de testemunho se torne processo educativo, para os seus membros e para quantos nela p\u00f5em os olhos. O desprendimento no uso, a efectiva partilha em prol dos mais necessitados, das Igrejas irm\u00e3s, ser\u00e3o, sem d\u00favida, \u201cfermento de comunh\u00e3o solid\u00e1ria, de servi\u00e7o fraterno e de voluntariado generoso\u201d. <\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 sabido que a terra tem ainda recursos para todos, para proporcionar patamares de vida digna, se bem que a realidade se cubra de densas sombras com os desn\u00edveis de frui\u00e7\u00e3o dos bens: alguns com quase tudo e uma mul-tid\u00e3o incont\u00e1vel com nada, porque o pouco repartido por tantos desaparece sem se notar. Em tempo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6746","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6746"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6746\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}