{"id":6769,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6769"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"se-eu-nao-me-lembrar-de-ti-jerusalem-fique-presa-a-minha-lingua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/se-eu-nao-me-lembrar-de-ti-jerusalem-fique-presa-a-minha-lingua\/","title":{"rendered":"Se eu n\u00e3o me lembrar de ti, Jerusal\u00e9m, fique presa a minha l\u00edngua *"},"content":{"rendered":"<p>Peregrina\u00e7\u00e3o por terras de Jesus e Maria <!--more--> No dia 24 de Fevereiro, rumaram \u00e0 Terra Santa cinquenta peregrinos da diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>Como expressar em palavras, o que sentimos e vivemos ao longo desta peregrina\u00e7\u00e3o? Imposs\u00edvel!<\/p>\n<p>Como explicar o que nos ia na alma, ao come\u00e7armos a peregrina\u00e7\u00e3o pelos lugares santos com a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia num barco, no meio do mar da Galileia, que Jesus tantas vezes ter\u00e1 cruzado, contemplando lugares b\u00edblicos (o monte da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, o local onde os ap\u00f3stolos foram chamados e outros pescadores lavavam as redes, \u2026)? S\u00f3 experimentando.<\/p>\n<p>Quanta alegria nos invadiu quando, na primeira noite em Nazar\u00e9, pudemos participar numa prociss\u00e3o de velas e no ter\u00e7o, rezado na Bas\u00edlica da Anuncia\u00e7\u00e3o, e ouvimos cantar (e com que entusiasmo cant\u00e1mos) o \u00abAve de F\u00e1tima\u00bb em terras de Nossa Senhora!<\/p>\n<p>Que significativo foi, para os casais que participaram na peregrina\u00e7\u00e3o, poderem renovar o seu compromisso matrimonial em Can\u00e1 da Galileia.<\/p>\n<p>Com que emo\u00e7\u00e3o contempl\u00e1mos pela primeira vez a cidade de Jerusal\u00e9m, \u00e0 noite, na nossa chegada \u00e0 cidade Santa, saudada n\u00e3o s\u00f3 com a ora\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m com o provar do vinho que nos aguardava.<\/p>\n<p>N\u00e3o teria este jornal espa\u00e7o suficiente para descrevermos as maravilhas que pudemos viver nos quatro dias em que permanecemos em Jerusal\u00e9m. Como descrever o que sentimos ao celebrar a Eucaristia na gruta de Bel\u00e9m e no Santo Sepulcro? <\/p>\n<p>Com que entusiasmo pudemos estar fisicamente presentes nos locais que contemplamos no Ros\u00e1rio (e tivemos o privil\u00e9gio de os conhecer todos, com excep\u00e7\u00e3o da Coroa\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora \u2013 esse o contemplaremos, certamente, na Jerusal\u00e9m Celeste).<\/p>\n<p>Recordamos como momento alto desta peregrina\u00e7\u00e3o as duas vezes que o grupo foi rezar ao Santo Sepulcro \u2013 local onde 20 peregrinos, por seu desejo e iniciativa, passaram uma noite em adora\u00e7\u00e3o. Foi emocionante, quando na manh\u00e3 seguinte, muito, cedo, os adoradores nocturnos e o restante grupo se juntaram para percorrerem o caminho da Via-sacra.<\/p>\n<p>Sentimos que todo o grupo, atrav\u00e9s dos vinte, esteve toda a noite presente no Santo Sepulcro.<\/p>\n<p>Como esquecer o acolhimento que tivemos no Patriarcado Greco-Melquita, onde fomos entregar uma oferta de 7.000 euros para ajudar os crist\u00e3os dependentes desta Igreja? Foi marcante a pobreza, pois que o refresco oferecido foi apresentado em pequenos copos de pl\u00e1stico, mas foi not\u00f3ria a alegria e gratid\u00e3o com que nos receberam. O Patriarca vincou de novo a extraordin\u00e1ria ajuda que a nossa Diocese deu, ao vender tantos milhares de ter\u00e7os e 150 pres\u00e9pios, tendo, para al\u00e9m da possibilidade de trabalho que deu, entregue 20.000 euros como partilha. Tudo isto nos une muito mais aos nossos irm\u00e3os na f\u00e9, que, devido \u00e0s grandes dificuldades, s\u00e3o cada vez menos na Terra Santa. \u00c9 que as condi\u00e7\u00f5es de vida, para os crist\u00e3os, s\u00e3o terrivelmente dif\u00edceis. Rezemos por eles e continuemos a partilhar. <\/p>\n<p>Ao longo da peregrina\u00e7\u00e3o, tivemos sempre presentes, no cora\u00e7\u00e3o e nas nossas ora\u00e7\u00f5es, as nossas fam\u00edlias e amigos mas tamb\u00e9m, de modo especial, o nosso Bispo, os nossos catequistas, crian\u00e7as, adolescentes e jovens da catequese e todo o povo da diocese de Aveiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltaram, na viagem, na ida e no regresso, algumas contrariedades (atrasos de v\u00e1rias horas, bagagem que n\u00e3o aparecia, malas partidas); mas esses acontecimentos n\u00e3o perturbaram nunca o esp\u00edrito de peregrina\u00e7\u00e3o, que manteve sempre profundamente unido todo o grupo. Tudo foi vivido com o cora\u00e7\u00e3o em Deus.<\/p>\n<p>Cheg\u00e1mos felizes por rever casa, fam\u00edlia, amigos; mas um pedacinho do nosso cora\u00e7\u00e3o ficou, indubitavelmente, em Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Nos poucos dias que j\u00e1 passaram, as palavras do Evangelho t\u00eam j\u00e1 um sentido profundo em n\u00f3s (por exemplo, ao ouvirmos, no segundo domin-go da Quaresma, a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho da Transfigura\u00e7\u00e3o de Jesus \u2013 sentimo-nos, de imediato, \u201ctransportados\u201d ao local dos acontecimentos e a\u00ed a reviver, em ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, o dom extraordin\u00e1rio que Deus nos concedeu, em irmos \u00e0 Terra Santa e sentirmo-nos mais comprometidos em acolher a Salva\u00e7\u00e3o que Deus nos concede).<\/p>\n<p>Foi com muita emo\u00e7\u00e3o que nos despedimos de Jerusal\u00e9m, na esperan\u00e7a de l\u00e1 podermos voltar, rezando para que o maior n\u00famero de crist\u00e3os possa ter o privil\u00e9gio de percorrer os lugares santos. O povo de Deus \u00e9 peregrino. Porque n\u00e3o peregrinar, uma vez na vida, \u00e0 Terra Santa?<\/p>\n<p>Secretariado Diocesano de Catequese de Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia de Aveiro<\/p>\n<p>* Vers\u00edculo do Salmo 136(137)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peregrina\u00e7\u00e3o por terras de Jesus e Maria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6769","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6769"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6769\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}