{"id":678,"date":"2010-02-24T15:58:00","date_gmt":"2010-02-24T15:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=678"},"modified":"2010-02-24T15:58:00","modified_gmt":"2010-02-24T15:58:00","slug":"somos-pouco-sensiveis-aos-problemas-mas-pouco-organizados-na-caridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/somos-pouco-sensiveis-aos-problemas-mas-pouco-organizados-na-caridade\/","title":{"rendered":"Somos pouco sens\u00edveis aos problemas, mas pouco organizados na caridade"},"content":{"rendered":"<p>De 28 de Fevereiro a 7 de Mar\u00e7o vive-se em Portugal a Semana C\u00e1ritas, um tempo de sensibiliza\u00e7\u00e3o para os problemas sociais e de recolha de fundos para o organismo da Igreja Cat\u00f3lica que tem como principal miss\u00e3o o exerc\u00edcio e sensibiliza\u00e7\u00e3o para a caridade. O Correio do Vouga falou com o di\u00e1cono Jos\u00e9 Alves, que recentemente foi reconduzido na presid\u00eancia da C\u00e1ritas da Diocese de Aveiro. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA \u2013 A crise est\u00e1 a afectar muitas pessoas. A C\u00e1ritas Diocesana tem dados que revelam as dificuldades crescentes?<\/p>\n<p>JOS\u00c9 ALVES &#8211; Os dados mais claros que temos sobre os efeitos da crise s\u00e3o os do atendimento social que a C\u00e1ritas faz diariamente. Em 2008, tivemos 1439 atendimentos. Em 2009, o n\u00famero subiu para 2189, o que significa um aumento de 52 por cento. Em termos de novos casos de pobreza, todos os meses aparecem cerca de 20 novas situa\u00e7\u00f5es, que depois reflectem-se em v\u00e1rios atendimentos.<\/p>\n<p>As respostas da C\u00e1ritas passam pelo atendimento permanente, mas n\u00e3o ficam por a\u00ed\u2026<\/p>\n<p>O atendimento social \u00e9 apenas um dos servi\u00e7os. A C\u00e1ritas tem tamb\u00e9m o Centro de Acolhimento Infantil, para receber de crian\u00e7as em situa\u00e7\u00f5es de risco, o Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio, para os sem-abrigo, o n\u00facleo de apoio \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. E agora temos dois novos projectos.  O primeiro \u00e9 o MultiSendas, na comunidade cigana de Ervideiros (Esgueira\/Cacia), e que visa essencialmente o aproveitamento escolar, evitando que as crian\u00e7as abandonem a escola e procurando que os que a abandonaram regressem. \u00c9 um trabalho direccionado principalmente para as crian\u00e7as e jovens e para as respectivas fam\u00edlias. Em Mar\u00e7o, vamos dar in\u00edcio ao projecto \u201cG\u00e9neros\u201d, no \u00e2mbito da igualdade de g\u00e9nero. As principais ac\u00e7\u00f5es ser\u00e3o de sensibiliza\u00e7\u00e3o para a igualdade de g\u00e9nero, de combate \u00e0 viol\u00eancia entre g\u00e9neros, onde se engloba a viol\u00eancia dom\u00e9stica. \u00c9 financiado por dinheiros p\u00fablicos e vai ter ac\u00e7\u00f5es nas escolas, em associa\u00e7\u00f5es, e outros espa\u00e7os. Ser\u00e1 executado pela C\u00e1ritas por uma assist\u00eancia social e por uma psic\u00f3loga cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Falou da viol\u00eancia dom\u00e9stica. Pode dar-nos alguns dados?<\/p>\n<p>\u00c9 um servi\u00e7o muito procurado. Em 2009 tivemos 115 atendimentos psicol\u00f3gicos e 109 atendimentos psicossociais. De Janeiro a Setembro de 2009 foram abertos 72 processos. Al\u00e9m disso, o n\u00facleo tem feito ac\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o em escolas (Arouca, Estarreja, \u00c1gueda, Aveiro, Bustos\u2026) e ac\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o para profissionais.<\/p>\n<p>A ajuda ao Haiti tem passado pela C\u00e1ritas de Aveiro?<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas tem recolhido donativos, quer de particulares, quer de algumas par\u00f3quias, que os t\u00eam encaminhado para a C\u00e1ritas Diocesana. Depois encaminhamos para a C\u00e1ritas nacional. Posso dizer que at\u00e9 este momento chegou-nos uma quantia que ronda os 30 mil euros.<\/p>\n<p>Vamos agora entrar na semana C\u00e1ritas, em plena Quaresma\u2026<\/p>\n<p>Come\u00e7a no dia 28 de Fevereiro e termina no dia 7 de Mar\u00e7o. Tem como tema \u201cErradicar a pobreza, radicar a justi\u00e7a\u201d. Procuramos sensibilizar atrav\u00e9s das par\u00f3quias e da comunica\u00e7\u00e3o social e distribu\u00edmos cartazes. O tema surge em linha com o Ano Europeu de Combate \u00e0 Pobreza e \u00e0 Exclus\u00e3o Social. A semana C\u00e1ritas \u00e9 por excel\u00eancia o evento de sensibiliza\u00e7\u00e3o e de recolha de fundos junto das popula\u00e7\u00f5es. Iremos levar a efeito um pedit\u00f3rio p\u00fablico por toda a diocese. Na zona da cidade, \u00e9 feito por volunt\u00e1rios, enquanto nas par\u00f3quias \u00e9 feito pelos elementos dos grupos paroquiais da C\u00e1ritas e atrav\u00e9s dos ofert\u00f3rios das eucaristias dos dias 6 e 7 de Mar\u00e7o. No ano passado, excluindo os ofert\u00f3rios das eucaristias, o pedit\u00f3rio nas ruas recolheu 3480 euros.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o destino dado a esse dinheiro?<\/p>\n<p>Do dinheiro que recebem, os grupos C\u00e1ritas e as par\u00f3quias ficam com 30 por cento e entregam o restante. Do montante global recebido, a C\u00e1ritas entrega 30 por cento das verbas \u00e0 C\u00e1ritas Portuguesa. H\u00e1 aqui toda uma dimens\u00e3o de solidariedade.<\/p>\n<p>Neste momento qual \u00e9 a grande preocupa\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas portuguesa?<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas Portuguesa tem centrado a sua ac\u00e7\u00e3o no apoio \u00e0s novas v\u00edtimas da pobreza, principalmente desempregados. Foi assim no ano passado e continuar a ser assim este ano. O projecto Dez Milh\u00f5es de Estrelas (no Natal) tamb\u00e9m contribuiu nesse sentido. Em termos diocesanos, o dinheiro \u00e9 para a ajuda do dia-a-dia, para as necessidades que v\u00e3o surgindo.<\/p>\n<p>Para apoio aos novos pobres, obteve algum eco nacional o \u201cTicket Restaurant\u201d, que a C\u00e1ritas de Aveiro tamb\u00e9m distribui. Pode explicar como funciona?<\/p>\n<p>\u00c9 um apoio direccionado a situa\u00e7\u00f5es de pobreza envergonhada, por assim dizer. A C\u00e1ritas entrega estes vales que depois as pessoas podem trocar por g\u00e9neros alimentares e por artigos escolares nos supermercados. Isto n\u00e3o tem nada a ver com restaurantes, tem a ver com a troca por g\u00e9neros. Muitas empresas d\u00e3o parte da compensa\u00e7\u00e3o aos seus colaboradores atrav\u00e9s destes vales e h\u00e1 at\u00e9 empresas que sugerem que os seus trabalhadores os ofere\u00e7am a C\u00e1ritas, caso n\u00e3o tencionem us\u00e1-los. <\/p>\n<p>Grupos C\u00e1ritas paroquiais &#8211; tendo a Diocese de Aveiro vivido o ano pastoral 2008\/09 centrado na caridade, seria de esperar que tivessem surgido mais grupos deste g\u00e9nero nas par\u00f3quias\u2026 Qual \u00e9 o panorama?<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o bem quanto n\u00f3s desejar\u00edamos. H\u00e1 38 grupos activos, alguns a traba-lhar muito bem. \u00c9 nossa preocupa\u00e7\u00e3o dina-miz\u00e1-los. Temos uma equipa praticamente constitu\u00edda para trabalhar com eles e para reactivar os que est\u00e3o parados, cerca de uma d\u00fazia. \u00c9 nossa inten\u00e7\u00e3o reactiv\u00e1-los porque h\u00e1 necessidades. De facto, no ano passado n\u00e3o surgiram grupos. Mas os que existem foram mais dinamizados.<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os est\u00e3o pouco despertos para a caridade, para o empenhamento social?<\/p>\n<p>O nosso povo \u00e9 muito generoso e \u00e9 muito sens\u00edvel. O que falta \u00e9 organizar a boa vontade das pessoas atrav\u00e9s de equipas. N\u00e3o \u00e9 preciso um mundo de gente para organizar um grupo C\u00e1ritas. Com 4 ou 5 pessoas pode-se trabalhar muito bem desde que depois se socorram de outras pessoas para resolver os problemas.<\/p>\n<p>Do seu ponto de vista, como deve ser um grupo paroquial da C\u00e1ritas? <\/p>\n<p>Como pessoas, somos um todo e n\u00e3o s\u00f3 alimento para a boca. Um grupo C\u00e1ritas deve estar preocupado com os bem alimentares, sem d\u00favida, mas h\u00e1 todo um outro caminho a fazer: o apoio espiritual; o apoio de acompanhamento; apoio a pequenas tarefas de que as pessoas precisam, como seja ir aos correios, \u00e0 farm\u00e1cia, ao banco; companhia na solid\u00e3o, que \u00e9 uma nova forma de pobreza. Outra miss\u00e3o passa por alertar a comunidade para as novas dificuldades.<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas tem nova direc\u00e7\u00e3o para 2010\/12. Vai mudar o modo de funcionamento?<\/p>\n<p>A nova direc\u00e7\u00e3o tomou posse no dia 20 de Janeiro. Eu continuo como presidente. Diamantino Neves \u00e9 o vice-presidente, cargo criado com os novos estatutos. Antes era secret\u00e1rio. O Dr. Apar\u00edcio, que era tesoureiro, \u00e9 agora vogal. O Dr. Manuel Domingos continua como vogal. O superintendente chefe V\u00edtor Santos continua como vogal. A Dr.\u00aa Concei\u00e7\u00e3o Pisco, por raz\u00f5es de ordem familiar, saiu. E entraram dois novos elementos, o Dr. Jos\u00e9 Pereira, tesoureiro, e a professora Joana Condesso, secret\u00e1ria da direc\u00e7\u00e3o. O assistente \u00e9 o P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves. Entretanto, estamos a constituir, pedir, recrutar um grupo de volunt\u00e1rios para apoiar de forma pr\u00f3xima a direc\u00e7\u00e3o. Trata-se de pessoas para trabalhar em diversos grupos: equipa de apoio aos grupos paroquiais, equipa de angaria\u00e7\u00e3o de fundos para apoiar a sustentabilidade; grupo de organiza\u00e7\u00e3o das campanhas (Semana C\u00e1ritas, 10 Milh\u00f5es de Estrelas, etc.). Em todas estas equipas estar\u00e1 um elemento da direc\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Como vai trabalhar a equipa de angaria\u00e7\u00e3o de fundos?<\/p>\n<p>A sua primeira tarefa \u00e9 ver a melhor forma de economizar. Depois, estudar\u00e1 a melhor forma a angariar e recolher fundos, seja com campanhas, eventos, ou indo \u00e0s empresas e a particulares. Todas hip\u00f3teses s\u00e3o poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Como chegam esses volunt\u00e1rios?<\/p>\n<p>Os que neste momento j\u00e1 temos foram contactados pela direc\u00e7\u00e3o. Mas, j\u00e1 agora, fa\u00e7o um apelo: precisamos de algu\u00e9m na \u00e1rea do marketing. Ainda n\u00e3o temos ningu\u00e9m. Quem aparecer, para esta ou outras \u00e1reas, ser\u00e1 bem-vindo. <\/p>\n<p>Porque queremos trabalhar melhor para servir melhor, estamos envolvidos no projecto Qualis, por proposta da REAPN (Rede Europeia Anti Pobreza), que visa melhorar a qualidade dos servi\u00e7os das institui\u00e7\u00f5es de solidariedade, de forma a respondermos melhor \u00e0s exig\u00eancias das institui\u00e7\u00f5es oficiais. Nesse sentido, vamos implementar manuais de qualidade nas nossas val\u00eancias. O projecto terminou, em termos te\u00f3ricos, e estamos agora a p\u00f4r em pr\u00e1tica o que aprendemos. Vamos mudar procedimentos para melhor servir.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o seu terceiro mandado. Que balan\u00e7o faz dos dois anteriores?<\/p>\n<p>Foram anos de muito trabalho, de continuidade com o trabalho realizado e de novos projectos. Considero momentos altos destes cinco anos (o primeiro mandato durou apenas dois anos) o projecto Sendas Gintana, continuado com o Novas Sendas e agora com o Multi Sendas. No Centro de Acolhimento Infantil, o trabalho foi de continuidade. Situa\u00e7\u00f5es novas: o n\u00facleo de apoio \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancias dom\u00e9stica e a candidatura para a constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio destinando a portadores de defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Como est\u00e1 essa candidatura?<\/p>\n<p>Est\u00e1 aprovada. Estamos em tempo de elabora\u00e7\u00e3o das especialidades do projecto, para logo que poss\u00edvel avan\u00e7ar com o lan\u00e7amento e adjudica\u00e7\u00e3o da obra. Neste momento aguardamos respostas da Seguran\u00e7a Social. O edif\u00edcio ter\u00e1 um lar residencial para 22 portadores de defici\u00eancia, um centro de actividades ocupacionais com 30 vagas e prestar\u00e1 apoio domicili\u00e1rio a 15 utentes. Para o mesmo terreno, na freguesia de Santa Joana, prev\u00ea-se a constru\u00e7\u00e3o do novo centro de acolhimento infantil (que actualmente funciona no Cai\u00e3o &#8211; Esgueira). Estamos com alguma dificuldade, porque n\u00e3o abrem candidaturas para projectos de inf\u00e2ncia e o edif\u00edcio actual tem muitas car\u00eancias.<\/p>\n<p>As duas obras correm o risco de n\u00e3o avan\u00e7ar ao mesmo tempo?<\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que estamos a estudar. N\u00e3o aparecem candidaturas para a \u00e1rea infantil e estamos um pouco tontos, por assim dizer, devido \u00e0 incerteza.<\/p>\n<p>Ponderam avan\u00e7ar com fundos pr\u00f3prios na constru\u00e7\u00e3o da obra para as crian\u00e7as em risco?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a quest\u00e3o. Temos de ponderar muito bem se temos capacidade para tal, j\u00e1 que para a obra de apoio aos portadores de defici\u00eancia h\u00e1 financiamento p\u00fablico, ainda que n\u00e3o na globalidade, na ordem dos 66 por cento.<\/p>\n<p>Estas obras s\u00e3o o grande projecto deste mandato que dura at\u00e9 2012?<\/p>\n<p>Sim, mas n\u00e3o vamos esquecer a continuidade de todos os outros servi\u00e7os.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 28 de Fevereiro a 7 de Mar\u00e7o vive-se em Portugal a Semana C\u00e1ritas, um tempo de sensibiliza\u00e7\u00e3o para os problemas sociais e de recolha de fundos para o organismo da Igreja Cat\u00f3lica que tem como principal miss\u00e3o o exerc\u00edcio e sensibiliza\u00e7\u00e3o para a caridade. 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