{"id":6887,"date":"2006-04-05T17:14:00","date_gmt":"2006-04-05T17:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6887"},"modified":"2006-04-05T17:14:00","modified_gmt":"2006-04-05T17:14:00","slug":"o-que-ela-meditava-no-seu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-ela-meditava-no-seu-coracao\/","title":{"rendered":"O que ela meditava no seu cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>LIVRO <!--more--> \u201c\u2013 E o que s\u00e3o estas ervas?<\/p>\n<p>\u2013 Essas s\u00e3o ervas daninhas, \u00e9 o joio.<\/p>\n<p>\u2013 Mas s\u00e3o parecidas com o trigo&#8230;<\/p>\n<p>\u2013 Pois s\u00e3o; \u00e9 que o trigo e o joio s\u00e3o de esp\u00e9cies muito parecidas. Mas a farinha do joio n\u00e3o se pode comer porque \u00e9 venenosa.<\/p>\n<p>\u2013 E porque \u00e9 que n\u00e3o o cortaram, se pode fazer mal?<\/p>\n<p>\u2013 Porque se o cortassem, filho, como \u00e9 t\u00e3o parecido com o trigo, podiam confundi-los e, sem querer, cortar tamb\u00e9m trigo. Portanto, esperam pela altura da ceifa, quando s\u00e3o mais f\u00e1ceis de distinguir. (&#8230;)<\/p>\n<p>O Jesus ficou pensativo, a olhar para as espigas, inclinadas som o peso dos gr\u00e3os e alaranjadas pela luz do fim da tarde. Depois, muito s\u00e9rio, olhou para mim e disse:<\/p>\n<p>\u2013 Pois eu quero ser trigo, m\u00e3ezinha.\u201d<\/p>\n<p>Este excerto de um di\u00e1logo entre Jesus, menino, e sua m\u00e3e \u00e9 retirado de \u201cAs Palavras Caladas. Di\u00e1rio de Maria de Nazar\u00e9\u201d, do padre Pedro Miguel Lamet, jesu\u00edta espanhol. O autor, como afirmou numa entrevista, escreveu este livro por ousadia, porque \u201ctinha lido tantas vezes o Evangelho e tantas vidas piedosas de Maria, que pensava: \u00abIsto n\u00e3o parece uma mulher, parece uma esfinge, parece que n\u00e3o sente, que n\u00e3o sofre, n\u00e3o parece um ser humano\u00bb\u201d. Por outras palavras, \u00e9 preciso humanizar Maria, porque o cristianismo \u00e9 a f\u00e9 num homem, filho de Deus e tamb\u00e9m de Maria. \u201cS\u00f3 as ideologias n\u00e3o precisam de m\u00e3e\u201d, escreve Vasco Pinto de Magalh\u00e3es, no pref\u00e1cio, citando Karl Rahner.<\/p>\n<p>Temos, pois, um livro na primeira pessoa, um di\u00e1rio, uma porta aberta para aquilo que Maria guardava e meditava no seu cora\u00e7\u00e3o. Da sua leitura vamos percebendo que muito do que Jesus fez e disse aprendeu com a sua m\u00e3e, como a par\u00e1bola do trigo e do joio. Claro que isto \u00e9 fic\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o repugna nada se assim tivesse sido, como o pr\u00f3prio autor esclarece no final do livro: \u201cSempre fiel \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que possu\u00edmos e \u00e0 mensagem evang\u00e9lica, quis, no entanto, recriar a tra\u00e7os largos este quadro que nenhum de n\u00f3s viu, mas que toda a gente \u00e9 livre de imaginar, o da vida desconhecida de Jesus, na qual o papel principal pertencia \u00e0 m\u00e3e, como acontece na vida de todas as crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>As Palavras Caladas. <\/p>\n<p>Di\u00e1rio de Maria de Nazar\u00e9<\/p>\n<p>Autor: Pedro Miguel Lamet<\/p>\n<p>Editora: Tenacitas<\/p>\n<p>286 p\u00e1g.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-6887","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6887\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}