{"id":6929,"date":"2006-04-12T16:33:00","date_gmt":"2006-04-12T16:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6929"},"modified":"2006-04-12T16:33:00","modified_gmt":"2006-04-12T16:33:00","slug":"fim-do-poder-do-medo-e-da-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fim-do-poder-do-medo-e-da-morte\/","title":{"rendered":"Fim do poder do medo e da morte"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o <!--more--> A liturgia deste domingo celebra a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Assegura-nos que a vida em plenitude e para sempre \u00e9 o fruto de uma exist\u00eancia feita dom e servi\u00e7o a favor dos outros. Cristo est\u00e1 vivo, porque se entregou por amor, at\u00e9 ao dom total da sua vida. Aleluia!<\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo, que \u201cpassou pelo mundo fazendo o bem\u201d e, por amor, se entregou at\u00e9 \u00e0 morte. Por isso, Deus o ressuscitou e disso testemunham os seus disc\u00edpulos e disc\u00edpulas. Sempre que algu\u00e9m, como Jesus, se d\u00e1 aos outros e manifesta, em gestos concretos, a sua entrega, est\u00e1 a construir a vida nova e plena. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus significa, tamb\u00e9m, que o medo, a morte, o sofrimento, deixam de ter poder sobre a pessoa que ama, e que partilha a sua vida. Tem a vida plena assegurada e pode, assim, enfrentar o mundo com a serenidade que lhe vem da f\u00e9. Estou consciente disto, ou deixo-me dominar pelo medo, sempre que tenho de agir para com-bater aquilo que rouba a vida e a dignidade, a mim e a cada um dos meus irm\u00e3os e irm\u00e3s? <\/p>\n<p>O evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus: a do disc\u00edpulo obstinado, que se recusa a aceit\u00e1-la porque, na sua l\u00f3gica, o amor total e a doa\u00e7\u00e3o da vida n\u00e3o podem ser geradores de vida nova; e a do disc\u00edpulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o caminho e a proposta que Ele lhe faz. A primeira atitude \u00e9 encarnada por Pedro que continua a n\u00e3o sintonizar com Jesus e com a sua l\u00f3gica. Ele \u00e9 o prot\u00f3tipo do disc\u00edpulo que tem dificuldade em perceber Jesus e os seus valores, pois est\u00e1 habituado a funcionar de acordo com outros valores, os deste mundo. A segunda atitude \u00e9 protagonizada por Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo que se identifica com Jesus e com os seus valores, que interiorizou e absorveu a l\u00f3gica da entrega incondicional, do dom da vida, do amor total. Este disc\u00edpulo convida-nos \u00e0 identificarmo-nos com Jesus, a escut\u00e1-lo, atenta e comprometidamente. Prop\u00f5e-nos uma ren\u00fancia persistente ao ego\u00edsmo e a outras formas de prepot\u00eancia, e a realizar gestos que sejam sinais do amor, da bondade, da miseric\u00f3rdia e da ternura de Deus. Que tipo de disc\u00edpulo sou eu? <\/p>\n<p>A segunda leitura convida os crist\u00e3os e crist\u00e3s, j\u00e1 revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, at\u00e9 \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o plena. O baptismo introduz-nos na din\u00e2mica de comunh\u00e3o com Cristo ressuscitado. Cristo passa a ser o centro e a refer\u00eancia fundamental \u00e0 volta da qual se constr\u00f3i toda a nossa vida. Despojados do pecado, tornamo-nos, verdadeiramente, pessoas que \u201caspiram \u00e0s coisas do alto\u201d, isto \u00e9, que, embora vivendo na terra e desfrutando das realidades deste mundo, t\u00eam como meta os valores do Reino de Deus. Paulo, a partir do exemplo de Cristo, afian\u00e7a-nos que esse caminho de despojamento do \u201chomem velho\u201d n\u00e3o \u00e9 um caminho de derrota, mas de gl\u00f3ria, no qual se manifesta a realidade da vida eterna, da vida verdadeira. Isto n\u00e3o significa que sejamos pessoas alienadas, demitindo-nos do compromisso com o mundo e com os irm\u00e3os e irm\u00e3s, mas exige que n\u00e3o fa\u00e7amos dos valores do mundo a nossa prioridade e a refer\u00eancia \u00faltima. A minha vida tem sido uma caminhada coerente com esta din\u00e2mica de vida nova que come\u00e7ou no dia em que fui baptizado? Esfor\u00e7o-me, realmente, por me despojar do \u201chomem velho\u201d, ego\u00edsta e escravo do pecado, e por me revestir do \u201chomem novo\u201d, que se identifica com Cristo e que vive no amor, no servi\u00e7o, na doa\u00e7\u00e3o aos irm\u00e3os e irm\u00e3s?<\/p>\n<p>Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o: Act 10, 34a.37-43; Sl 118 (117); Cl 3, 1-4; Jo 20, 1-9<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6929","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6929"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6929\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}