{"id":6956,"date":"2006-04-27T11:21:00","date_gmt":"2006-04-27T11:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6956"},"modified":"2006-04-27T11:21:00","modified_gmt":"2006-04-27T11:21:00","slug":"a-ressurreicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-ressurreicao\/","title":{"rendered":"A Ressurrei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> N\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de dizer nada de novo sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o, mas t\u00e3o s\u00f3 reafirmar e esclarecer o que diz a Igreja. Esclarecer, porque tenho lido e ouvido ultimamente muitas opini\u00f5es que, apesar de serem bem intencionadas, deixam os crentes confusos e, em vez de serem uma afirma\u00e7\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o, s\u00e3o sim uma nega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acreditar que se podem encontrar os restos mortais de Jesus Cristo n\u00e3o \u00e9 acreditar na ressurrei\u00e7\u00e3o. Ou que Cristo ressuscitado \u00e9 puro esp\u00edrito tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 acreditar na ressurrei\u00e7\u00e3o. Se assim fosse, o corpo desaparecido do sepulcro n\u00e3o teria sido transformado, mas sim destru\u00eddo.<\/p>\n<p>O catecismo da Igreja cat\u00f3lica fala-nos de um \u201ccorpo espiritual\u201d, o que n\u00e3o \u00e9 o mesmo que puro esp\u00edrito. \u00c9 um corpo transformado, em que o seu princ\u00edpio vital deixou de ser biol\u00f3gico e passou a ser espiritual, mas \u00e9 um corpo, o chamado corpo glorioso. \u00c9 a vivifica\u00e7\u00e3o da humanidade morta de Jesus, que \u00e9 assim chamada a um estado glorioso. Deste modo, a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus realiza-se verdadeiramente na hist\u00f3ria e \u00e9 a raz\u00e3o do t\u00famulo vazio e das diversas apari\u00e7\u00f5es de Jesus aos ap\u00f3stolos e a muitos outros disc\u00edpulos. Afirmar a historicidade da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 acreditar na ressurrei\u00e7\u00e3o. De outro modo, ela n\u00e3o teria sucedido e seria v\u00e3 a nossa f\u00e9, como diz S. Paulo.<\/p>\n<p>A respeito da ressurrei\u00e7\u00e3o v\u00eam a prop\u00f3sito as palavras de Santo Agostinho, que s\u00e3o tamb\u00e9m citadas pelo catecismo: \u201cN\u00e3o h\u00e1 ponto em que a f\u00e9 crist\u00e3 encontre mais contradi\u00e7\u00e3o do que o da ressurrei\u00e7\u00e3o da carne\u201d (Santo Agostinho, Psal. 88,2). Mas, citemos o par\u00e1grafo 997 do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica para atendermos ao que \u00e9 exactamente a ressurrei\u00e7\u00e3o: \u201cNa morte, separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrup\u00e7\u00e3o, enquanto a alma vai ao encontro de Deus, embora ficando na expectativa de reunir-se ao seu corpo glorificado. Deus, na sua omnipot\u00eancia, restituir\u00e1 definitivamente a vida incorrupt\u00edvel aos nossos corpos, unindo-os \u00e0s nossas almas pela virtude da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus.\u201d Ora, \u00e9 um \u201ccorpo aut\u00eantico e real\u201d, como diz o catecismo, que \u201cpossui as propriedades novas dum corpo glorioso\u201d. <\/p>\n<p>Sem jamais ter necessidade de comer, este corpo, se o quiser, pode comer, como \u00e9 o caso da participa\u00e7\u00e3o na refei\u00e7\u00e3o com os seus disc\u00edpulos, passagem esta sobre a qual eu n\u00e3o vejo necessidade de fazer qualquer exegese. Pois tamb\u00e9m Jesus o diz em S. Marcos 14, 25: \u201cEm verdade vos digo: n\u00e3o voltarei a beber do fruto da videira at\u00e9 ao dia em que o beba, novo, no Reino de Deus.\u201d<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, como \u00e9 que os mortos ressuscitam \u201cultrapassa a nossa imagina\u00e7\u00e3o e o nosso entendimento; s\u00f3 na f\u00e9 se torna acess\u00edvel.\u201d Mas devemos confiar na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne, uma carne que n\u00e3o \u00e9 destru\u00edda mas transformada. Jesus est\u00e1 vivo, ressuscitou verdadeiramente!<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Nogueira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-6956","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6956\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}