{"id":6960,"date":"2006-04-27T11:31:00","date_gmt":"2006-04-27T11:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6960"},"modified":"2006-04-27T11:31:00","modified_gmt":"2006-04-27T11:31:00","slug":"aradas-de-aveiro-comemoram-tricentenario-do-nascimento-do-bispo-frei-miguel-de-bulhoes-de-sousa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aradas-de-aveiro-comemoram-tricentenario-do-nascimento-do-bispo-frei-miguel-de-bulhoes-de-sousa\/","title":{"rendered":"Aradas de Aveiro comemoram tricenten\u00e1rio do nascimento do bispo Frei Miguel de Bulh\u00f5es de Sousa"},"content":{"rendered":"<p>Mem\u00f3ria de um insigne bispo aveirense <!--more--> Aradas e Aveiro ir\u00e3o justamente comemorar o tricenten\u00e1rio do nascimento de um insigne filho do lugar de Verdemilho \u2013 D. Frei Miguel de Bulh\u00f5es e Sousa. De facto, com vista \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o conveniente da efem\u00e9ride e assim rememorar t\u00e3o ilustre aveirense, foi constitu\u00edda uma Comiss\u00e3o da qual fazem parte Ant\u00f3nio M\u00e1rio Neto (presidente da Junta de Freguesia), Padre J\u00falio da Rocha Rodrigues (p\u00e1roco de Aradas), Dr. Amaro Ferreira Neves (investigador e historiador), Dr. Paulo Abreu (presidente do Conselho Directivo da Escola EB 2-3 de Aradas), David Martins e Dra. Maria da Luz Nolasco (presidente da ADERAV).<\/p>\n<p>Bispo d\u00e1 nome a rua<\/p>\n<p>Para o pr\u00f3ximo dia 30 de Abril, pelas 17.00 horas, est\u00e1 previsto um programa com diversas al\u00edneas: &#8211; inaugura\u00e7\u00e3o de uma l\u00e1pide topon\u00edmica, num arruamento da zona das Glic\u00ednias; descerramento de uma placa evocativa na igreja matriz; e uma breve sess\u00e3o, em que ser\u00e1 apresentado o livro biogr\u00e1fico da autoria do Dr. Amaro Neves, sob o t\u00edtulo \u201cD. Frei Miguel de Bulh\u00f5es e Sousa (1706-1779) &#8211; Em\u00e9rito Bispo Aveirense &#8211; Governador do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No dia 7 de Maio, entre as 10.00 e as 13.00 horas, a cargo da ADERAV, efectuar-se-\u00e1 uma visita guiada ao lugar de Verdemilho, com evoca\u00e7\u00f5es dos s\u00e9culos XVII, XVIII e XIX. Prev\u00ea-se que, mais tarde, se possa efectuar uma visita a Leiria, para, nesta cidade, perante o patrim\u00f3nio constru\u00eddo que legou, se recordar a presen\u00e7a daquele que tamb\u00e9m foi seu distinto prelado. <\/p>\n<p>D. Frei Miguel de Bulh\u00f5es e Sousa &#8211; no s\u00e9culo, Miguel Jos\u00e9 Correia da Silva &#8211; nasceu em 13 de Abril de 1706, sendo filho de Jos\u00e9 Pereira Pacheco e de Maria da Encarna\u00e7\u00e3o e Gouveia. Jovem de dezasseis anos, entrou no Convento de S. Domingos, em Aveiro. Ap\u00f3s um ano de noviciado, fez a profiss\u00e3o religiosa em 1723, sendo ordenado sacerdote em 1730. Mais tarde, veio a leccionar Filosofia e Teologia na mesma casa e foi membro da Academia Real da Hist\u00f3ria. Na orat\u00f3ria sacra, atra\u00eda pela elegante e discreta frase que usava com naturalidade.<\/p>\n<p>Nomeado bispo de Malaca com 39 anos, foi ordenado em Lisboa, pelo cardeal D. Tom\u00e1s de Almeida, em 1746; n\u00e3o chegou, por\u00e9m, a ocupar este cargo, pois seria transferido, no ano seguinte, para o Bispado do Par\u00e1 (Brasil), como coadjutor de D. Frei Guilherme de S. Jos\u00e9. Em 1749, entrava na posse da Diocese, cujo titular havia resignado.<\/p>\n<p>Assim, compreende-se, o bispo rec\u00e9m ordenado n\u00e3o foi entronizado em Malaca \u2014 pela simples raz\u00e3o de que tal n\u00e3o era poss\u00edvel \u2014 e nem sequer navegou com rumo ao Oriente, a conhecer a diocese de que seria o titular. Como muito bem conclui David Paiva Martins, ao tempo, \u201cBispo de Malaca era um t\u00edtulo meramente honor\u00edfico\u201d. E estas considera\u00e7\u00f5es v\u00eam tamb\u00e9m a prop\u00f3sito de uma refer\u00eancia, assaz curiosa, feita numa cartela \u201cem clc\u00e1rio quadrilobado\u201d e inserida no alto do portal da Quinta de Nossa Senhora das Dores, em Verdemilho (freguesia de Aradas), que relata sumariamente o seguinte: NESTA QUINTA VIERAO PASSAR CADA HU(M) O SEU DIA DE JUNHO P(AR)A SE DIVERTIREM OS EX(CELENTISSI)MOS SENHORES BISPOS DE COIMBRA E DO GRAO PAR\u00c1 NO ANO DE 1747.<\/p>\n<p>Em 1751, transformou em semin\u00e1rio um col\u00e9gio fundado, seis anos atr\u00e1s, pelo Padre Gabriel Malagrida e dirigido pelos jesu\u00edtas, que, enquanto lhes foi permitido, a\u00ed continuaram no seu trabalho benfazejo de evangeliza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. De acordo com o bispo do Maranh\u00e3o, rectificou o limite entre as duas Dioceses pelo rio Gurupi. Tamb\u00e9m, de 1752 a 1756, acumulou as fun\u00e7\u00f5es de governador do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Do Maranh\u00e3o para Leiria<\/p>\n<p>Em 1759, na altura da persegui\u00e7\u00e3o aos sacerdotes jesu\u00edtas e sua expuls\u00e3o pelas leis do Marqu\u00eas de Pombal, renunciou \u00e0 pr\u00f3pria Diocese e embarcou para a Europa, at\u00e9 com alguma esperan\u00e7a de ficar com o governo eclesi\u00e1stico de Leiria, que estava para vagar. Antes, por\u00e9m, ainda executou o decreto da emancipa\u00e7\u00e3o dos \u00edndios nas Prov\u00edncias do Par\u00e1 e do Maranh\u00e3o. Efectivamente, chegado ao Continente, seria nomeado e apresentado para bispo de Leiria por el-rei D. Jos\u00e9 I, sendo confirmado em 1761 pelo papa Clemente XIII. Decorridos dezoito anos, precisamente em 1779, acabaria por falecer na freguesia das Cortes; os restos mortais foram trasladados para a catedral em 1969.<\/p>\n<p>Nesta \u00faltima Diocese, ainda perdura a fama da sua piedade, bondade, ilustra\u00e7\u00e3o e zelo; escreveu e publicou diversas cartas pastorais, al\u00e9m de outros trabalhos; continuou a frontaria da s\u00e9 e mandou fazer-lhe diversos anexos; na base do monte do castelo, levantou a torre sineira; construiu a formosa escadaria da capela de Nossa Senhora da Encarna\u00e7\u00e3o. V\u00e1rias pedras armoriadas com o respectivo bras\u00e3o episcopal, na cidade de Leiria, marcam o seu governo eclesi\u00e1stico e a sua passagem bem vincada em actividade na Diocese.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mem\u00f3ria de um insigne bispo aveirense<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-6960","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6960"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6960\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}