{"id":6981,"date":"2006-04-27T14:39:00","date_gmt":"2006-04-27T14:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6981"},"modified":"2006-04-27T14:39:00","modified_gmt":"2006-04-27T14:39:00","slug":"a-logica-da-ressurreicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-logica-da-ressurreicao\/","title":{"rendered":"A l\u00f3gica da Ressurrei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; II Domingo da P\u00e1scoa &#8211; Ano B <!--more--> A liturgia deste domingo procura responder \u00e0s grandes interroga\u00e7\u00f5es que se nos colocam sobre a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Como podemos fazer uma pessoal experi\u00eancia com Jesus ressuscitado e mostrar ao mundo que Ele est\u00e1 vivo no meio de n\u00f3s e continua a oferecer-nos a salva\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>O evangelho afian\u00e7a-nos que Jesus ressuscitou, para n\u00e3o mais morrer. Ele \u00e9 o centro \u00e0 volta do qual se constr\u00f3i a comunidade dos seus disc\u00edpulos e disc\u00edpulas. Lucas diz-nos que, para fazermos a experi\u00eancia pessoal com o Ressuscitado, n\u00f3s, como os primeiros disc\u00edpulos, havemos de percorrer o obscuro caminho da f\u00e9, at\u00e9 chegarmos \u00e0 certeza da ressurrei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o atrav\u00e9s de l\u00f3gicas humanas, mas inserindo-nos na comunidade, no di\u00e1logo com os irm\u00e3os e irm\u00e3s, que partilham a mesma f\u00e9, na escuta comunit\u00e1ria da Palavra de Deus, no amor partilhado, em gestos de fraternidade e de servi\u00e7o, pois \u00e9 aqui que o Senhor se revela. Na catequese que Lucas apresenta, Jesus ressuscitado confia aos disc\u00edpulos, e a n\u00f3s tamb\u00e9m, a miss\u00e3o de anunciar, em seu nome, o arrependimento e o perd\u00e3o dos pecados a todos os povos, come\u00e7ando por Jerusal\u00e9m. Assim, a miss\u00e3o que nos \u00e9 confiada consiste em ajudar a excluir da vida das pessoas tudo o que \u00e9 pecado, isto \u00e9, o ego\u00edsmo, o orgulho, o \u00f3dio, a viol\u00eancia, a injusti\u00e7a, e a propor-lhes que se revistam do \u201cnovo ser humano\u201d modelado sobre a Pessoa de Jesus vivo. Que testemunho ofere\u00e7o eu, ao mundo, da din\u00e2mica de vida nova que brota de Jesus ressuscitado?<\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos o depoimento dos primeiros disc\u00edpulos sobre Jesus. Depois de mostrarem, atrav\u00e9s de gestos concretos, que Jesus est\u00e1 vivo e continua a oferecer-nos a salva\u00e7\u00e3o, Pedro e Jo\u00e3o convidam-nos a acolher a proposta de vida verdadeira, plena, eterna, que Jesus nos faz. A energia da nossa exist\u00eancia humana leva-nos a buscar, constantemente, a vida nas suas formas mais perfeitas. Esta busca, contudo, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil nem linear. Esbarramos em enganos, falhas, escolhas erradas. Por\u00e9m, Lucas garante-nos que a proposta de Jesus \u00e9 geradora de vida, apesar de passar pelo aparente fracasso da cruz e da morte, pois s\u00f3 a vida vivida na entrega e no amor total a Deus e aos irm\u00e3os e irm\u00e3s, a exemplo de Jesus, tem garantia de gerar vida nova para n\u00f3s e apara aqueles que caminham connosco. Os meus ideais e os meus gestos anunciam aos irm\u00e3os e irm\u00e3s, com quem me entrela\u00e7o no dia a dia, que Cristo est\u00e1 vivo e \u00e9 dador de vida nova?<\/p>\n<p>A segunda leitura coloca-nos a quest\u00e3o da coer\u00eancia de vida. Lembra-nos que, ap\u00f3s a nossa experi\u00eancia vital com Jesus, temos de viver de forma radicalmente diferente e em coer\u00eancia com os compromissos que com Ele assumimos, no dia do nosso baptismo. Esta coer\u00eancia h\u00e1-de ter em conta que somos d\u00e9beis e fr\u00e1geis e que o pecado, apesar de n\u00e3o ser algo de normal para n\u00f3s, \u00e9 uma realidade que experimentamos na nossa caminhada neste mundo. Jo\u00e3o convida-nos a tomar consci\u00eancia da nossa realidade de pecadores, a acolher a salva\u00e7\u00e3o que Deus nos oferece e a confiar em Jesus, o \u201cadvogado\u201d que nos entende e que nos defende. Convida-nos, ainda, a abrir o nosso cora\u00e7\u00e3o aos dons de Deus, a acolher, humildemente, a sua salva\u00e7\u00e3o e a caminhar com esperan\u00e7a, na certeza da sua miseric\u00f3rdia sem condi\u00e7\u00f5es, nem limites. Tento viver, com coer\u00eancia e honestidade, os meus compromissos com Deus e com os meus irm\u00e3os e irm\u00e3s?<\/p>\n<p>Domingo III da P\u00e1scoa:  Act 3, 13-15.17-19;  Sl 4,2.4.7.9; 1 Jo 2,1-5a; Lc 24,35-48<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; II Domingo da P\u00e1scoa &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-6981","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6981\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}