{"id":6988,"date":"2006-04-27T15:08:00","date_gmt":"2006-04-27T15:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=6988"},"modified":"2006-04-27T15:08:00","modified_gmt":"2006-04-27T15:08:00","slug":"escuteiros-comemoraram-dia-da-regiao-em-s-bernardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/escuteiros-comemoraram-dia-da-regiao-em-s-bernardo\/","title":{"rendered":"Escuteiros comemoraram Dia da Regi\u00e3o em S. Bernardo"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de dois milhares de escuteiros da Regi\u00e3o de Aveiro \u201cinvadiram\u201d S. Bernardo no passado domingo, 23 de Abril. Comemorou-se o Dia da Regi\u00e3o, no dia de S. Jorge, patrono do escutismo.<\/p>\n<p>S. Bernardo, in\u00edcio da tarde de Domingo. Muitas pessoas v\u00eam \u00e0 janela para assistir a uma prociss\u00e3o pouco habitual. Dois mil jovens, alinhados, de len\u00e7os amarelos, verdes, azuis e vermelhos, desfilam pela rua principal da freguesia. De vez em quando, entoam c\u00e2nticos que dizem coisas do g\u00e9nero: \u201ca nossa sec\u00e7\u00e3o \u00e9 que manda aqui\u201d; \u201cmelhor n\u00e3o h\u00e1\u201d. S\u00e3o os escuteiros. T\u00eam como valor a fraternidade, mas nestas alturas gostam de competir uns com os outros, seja ao n\u00edvel dos grupos mais pequenos (patrulhas, bandos, equipas), ou das sec\u00e7\u00f5es (lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros, dos mais novos para os mais velhos). A saud\u00e1vel competi\u00e7\u00e3o faz parte da din\u00e2mica escutista. Mas h\u00e1 outras formas de vencer.<\/p>\n<p>No espa\u00e7o em frente \u00e0 igreja paroquial, D. Ant\u00f3nio Marcelino presidiu \u00e0 Eucaristia. N\u00e3o se alongou nas palavras nem nos gestos, porque o \u201csol inclemente\u201d fazia-se sentir sobre os escuteiros sentados no ch\u00e3o. Mas deu pistas (e os escuteiros gostam de seguir pistas) sobre uma vit\u00f3ria mais importante: \u201cConhecer Jesus Cristo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 saber onde Ele nasceu; \u00e9 viver como Ele; \u00e9 ser seu amigo. Se estivermos com Ele, vencemos o mundo. Ultrapassamos as dificuldades\u201d. O escutismo tem parte neste processo de amizade com Jesus Cristo, porque \u201c\u00e9 uma escola n\u00e3o como as outras, mas de valores, isto \u00e9, de coisas que valem\u201d.<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos chefes escutistas, os de len\u00e7o verde-escuro, o Bispo de Aveiro sublinhou a import\u00e2ncia da coer\u00eancia na miss\u00e3o educativa: \u201cO chefe \u00e9 aquele que mostra na sua pr\u00f3pria vida o valor do escutismo, sendo leal, trabalhador, com esp\u00edrito de equipa. (&#8230;) Educando, educa; ensinando, aprende; comunicando, enriquece-se\u201d. E acrescentou, lembrando o fundador: \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um escutismo sem chefes dedicados, s\u00e9rios (&#8230;)\u201d, \u00e0 maneira de \u201cBaden-Powell, homem extraordin\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Momentos dif\u00edceis da gente nova<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio lembrou que \u201cPortugal acreditou desde a primeira hora\u201d no escutismo, que est\u00e1 a celebrar cem anos de funda\u00e7\u00e3o, e sublinhou a import\u00e2ncia desta organiza\u00e7\u00e3o \u201cnos momentos dif\u00edceis que a gente nova est\u00e1 a viver\u201d. O escutismo \u201censina o dever e d\u00e1 for\u00e7a de vontade para cada um seguir esse caminho\u201d, em vez de \u201candar atr\u00e1s do que lhe apetece\u201d, disse.<\/p>\n<p>A par\u00f3quia aveirense acolheu a festa escutista por estar a comemorar 50 anos de funda\u00e7\u00e3o e dez anos de constitui\u00e7\u00e3o do seu agrupamento. Na celebra\u00e7\u00e3o, o agrupamento de \u00c1gueda transmitiu a imagem de N\u00aa S\u00aa de F\u00e1tima ao agrupamento de S. Bernardo. A imagem fora recebida pela Regi\u00e3o de Aveiro, em F\u00e1tima, a 26 de Mar\u00e7o. A sua passagem pelos agrupamentos, promovendo o contacto entre escuteiros de diferentes par\u00f3quias, \u00e9 uma das formas de comemorar o centen\u00e1rio. Outras, como um concurso e uma exposi\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o debatidas no pr\u00f3ximo conselho regional, no dia 14 de Maio, no Semin\u00e1rio de Aveiro.<\/p>\n<p>A vida no tempo das abadias<\/p>\n<p>A parte da manh\u00e3 do dia de S. Jorge foi ocupada com jogos de cidade, como \u00e9 t\u00edpico de escuteiros. Grupos de jovens irrequietos e coloridos invadiram literalmente a freguesia de S. Bernardo. Os jogos recriavam a vida no tempo de Bernardo de Claraval, monge de ordem de Cister, que viveu no in\u00edcio do s\u00e9c. XII. Por isso, os escuteiros andaram vestidos com um h\u00e1bito da cor da sua sec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros, ao longo dos jogos, ganharam ou constru\u00edram b\u00fazios (para lembrar aos lobitos o valor da escuta), lupas (para recordar aos exploradores a import\u00e2ncia de observar com aten\u00e7\u00e3o), velas (para real\u00e7ar aos pioneiros a inven\u00e7\u00e3o e a criatividade) e fios de prumo (que reaviva nos caminheiros a import\u00e2ncia da coer\u00eancia e da verticalidade). No final da manh\u00e3, o Correio do Vouga ouviu algumas opini\u00f5es.<\/p>\n<p>Diogo Melo, 9 anos, <\/p>\n<p>Lobito do Banto Preto, Estarreja<\/p>\n<p>Gostei dos jogos. Tivemos que contar as janelas do pavilh\u00e3o e de fazer uma poesia sobre S. Jorge. A nossa ficou assim: \u201cS. Jorge, santo cavaleiro, \/ Lutaste contra o drag\u00e3o \/ Protege os escuteiros \/ Com t\u00e3o grande cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Rita Alves, 11 anos, <\/p>\n<p>Exploradora da Patrulha Castor, Angeja<\/p>\n<p>Gostei muito das provas. Tive de carregar \u00e1gua \u00e0s costas, com uma vara e um balde de cada lado. Os monges n\u00e3o tinham \u00e1gua canalizada. Gostei das provas dos paladares e dos cheiros. Adivinhei os cinco paladares: anan\u00e1s, banana, p\u00eassego, p\u00eara e ma\u00e7\u00e3!<\/p>\n<p>Narciso Mendes, <\/p>\n<p>11 anos, <\/p>\n<p>Pioneiro da Patrulha Chacal, S. Bernardo<\/p>\n<p>Estou a gostar principalmente da conviv\u00eancia. As provas n\u00e3o est\u00e3o a correr l\u00e1 muito bem. Agora mesmo mandaram-nos para tr\u00e1s. Est\u00e1 na hora do almo\u00e7o e ainda n\u00e3o fizemos nenhuma.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Coutinho, <\/p>\n<p>20 anos, <\/p>\n<p>Caminheira do Troviscal<\/p>\n<p>As nossas actividades  eram apropriadas. Ao longo do jogo da manh\u00e3, fomos construindo um prumo. O fio representa o caminho. Ser\u00e1 que sabemos escolher o melhor caminho? O separador representa a viv\u00eancia em comunidade. E o peso representa as nossas escolhas. S\u00e3o as nossas escolhas que nos definem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de dois milhares de escuteiros da Regi\u00e3o de Aveiro \u201cinvadiram\u201d S. Bernardo no passado domingo, 23 de Abril. Comemorou-se o Dia da Regi\u00e3o, no dia de S. Jorge, patrono do escutismo. S. Bernardo, in\u00edcio da tarde de Domingo. Muitas pessoas v\u00eam \u00e0 janela para assistir a uma prociss\u00e3o pouco habitual. 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