{"id":7011,"date":"2006-04-27T16:33:00","date_gmt":"2006-04-27T16:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7011"},"modified":"2006-04-27T16:33:00","modified_gmt":"2006-04-27T16:33:00","slug":"longanimidade-e-algo-menos-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/longanimidade-e-algo-menos-parte-i\/","title":{"rendered":"Longanimidade e algo menos &#8211; Parte I"},"content":{"rendered":"<p>Aconteceu-me a experi\u00eancia do erro induzido, concretamente, o n\u00e3o assumir que se gostaria de saber, mas n\u00e3o se sabe o suficiente. Viajei at\u00e9 novas paragens. E paragens s\u00e3o margens desconhecidas. Este desconhecido n\u00e3o deve ser entendido como pejorativo. Enquanto discorria, com gravidade, sobre os poss\u00edveis significados de \u201clonganimidade\u201d, na passagem: \u201c(&#8230;) quando Deus usava de longanimidade (&#8230;) \u201c(1Ped 3,20). Foi a\u00ed que surgiu a \u201cminhoca atrevida\u201d. Quer dizer longe&#8230;, significa gradualidade&#8230;, modernamente, requer a processualidade&#8230; Pensei, est\u00e1s a caminho da verdade. Depois, veio a consulta r\u00e1pida. Sua raiz est\u00e1 em longanimitate: firmeza de \u00e2nimo; magnimidade; generosidade. Longanimitas, \u00e1tis de longaminis,e, que deriva de longus + animus: que tem longanimidade, sofredor, paciente, resignado, corajoso. <\/p>\n<p>Entretanto, paira na economia um ar de anormalidade; mas quando se trata de dinheiro, nada \u00e9 anormal. Um \u201cadivinho\u201d disse-me, as estrelas n\u00e3o mentem, por dados que lhe forneci, que o meu n\u00famero da sorte \u00e9 o Zero. O que \u00e9 fraco n\u00famero. Joguei pesado e contra argumentei. O zero \u00e1rabe \u00e9 o sil\u00eancio da matem\u00e1tica; apela para a primordialidade da cria\u00e7\u00e3o; algo menos, parecido com a \u201cnudez\u201d ontol\u00f3gica; s\u00edmbolo da perfei\u00e7\u00e3o completada, etc. Pessoalmente, quero apenas \u201cser um zero \u00e0 esquerda\u201d de Deus-Pai, que no caso \u00e9 \u00e0 Sua direita, ou nem isto faz muito sentido, considerando o eterno abra\u00e7o\/beijo trinit\u00e1rio. <\/p>\n<p>O que interessa, agora, \u00e9 refletir num composto incomensur\u00e1vel de muitos zeros: os lucros excepcionais dos bancos, no caso, brasileiros. O local ser\u00e1 global. Traduzido na an\u00e1lise significativa: quando a economia vai mal, eles (bancos e demais institui\u00e7\u00f5es financeiras&#8230;) v\u00e3o bem; quando a economia vai bem, eles v\u00e3o melhor ainda. Emprestam-nos um guarda-chuva e, no primeiro dia de inverno, de prefer\u00eancia, no come\u00e7o das chuvas, somos \u201csolicitados\u201d a devolv\u00ea-lo. Realismo sarc\u00e1stico: os bancos s\u00f3 emprestam dinheiro depois de se certificarem de que o \u201ccliente\u201d n\u00e3o precisa, entenda-se, de que o poder pagar com contra-partidas. Experimente processar um banco internacional por indeniza\u00e7\u00e3o, na base dos direitos humanos. N\u00e3o ser\u00e1 uma forma de crime organizado? O dinheiro tem cheiro. \u201cCheira que fede\u201d, sentencia o povo. Claro que n\u00e3o podemos ter um \u201colhar ideol\u00f3gico\u201d, porque existem refer\u00eancias como Gramenn Bank (\u201cBanco da Aldeia\u201d), devido ao economista Muhammad Yunus (cfr. Correio do Vouga, 16-11-05, p.12). Contudo, \u00e9 curioso saber o que se entende por tempo favor\u00e1vel, para os neg\u00f3cios e os \u00f3cios de cada dia, segundo a mentalidade banc\u00e1ria. Aten\u00e7\u00e3o, se precisa de uma casa, carro, curso, etc., fa\u00e7a um empr\u00e9stimo, j\u00e1, por 10, 20, 30 anos, no melhor banco. Se n\u00e3o quer aceitar esse modo de sobreviver, fa\u00e7a como Jesus aconselhou: observe os corvos e os l\u00edrios, sem auto-piedade (cfr. Lc 12, 24;27). Miseric\u00f3rdia e Liberdade. Combina\u00e7\u00e3o explosiva. Esse \u00e9 o nosso caminhar comum, se o desejarmos no despojamento de nossas necessidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aconteceu-me a experi\u00eancia do erro induzido, concretamente, o n\u00e3o assumir que se gostaria de saber, mas n\u00e3o se sabe o suficiente. Viajei at\u00e9 novas paragens. E paragens s\u00e3o margens desconhecidas. Este desconhecido n\u00e3o deve ser entendido como pejorativo. Enquanto discorria, com gravidade, sobre os poss\u00edveis significados de \u201clonganimidade\u201d, na passagem: \u201c(&#8230;) quando Deus usava de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7011","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7011\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}