{"id":7017,"date":"2006-05-04T16:20:00","date_gmt":"2006-05-04T16:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7017"},"modified":"2006-05-04T16:20:00","modified_gmt":"2006-05-04T16:20:00","slug":"preconceitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/preconceitos\/","title":{"rendered":"Preconceitos"},"content":{"rendered":"<p>Li de passagem e n\u00e3o \u201carquivei\u201d a negrito. Mas voltei a tr\u00e1s. E pareceu-me que teria de refazer o registo da mem\u00f3ria. As palavras eram de Einstein: \u201c\u00c9 mais f\u00e1cil desintegrar um \u00e1tomo do que desfazer um preconceito\u201d. Tratava-se, no contexto da leitura, dos efeitos mal\u00e9ficos dos \u201cr\u00f3tulos\u201d que pomos \u00e0s pessoas, mesmo que fruto de diagn\u00f3sticos profissionais.<\/p>\n<p>A minha reflex\u00e3o foi para outros horizontes, onde a verdade continua a ser contundente: nas escolas, nas associa\u00e7\u00f5es, nas fam\u00edlias, nos grupos\u2026, criam-se carapa\u00e7as de preconceitos, que nenhum \u201creactor educativo\u201d consegue desintegrar. O pseudo rigor cient\u00edfico, que vai da biologia \u00e0 matem\u00e1tica, que vai da hist\u00f3ria \u00e0 psicologia\u2026, formatam preconceitos mentais e afectivos, que empestam a sociedade dos nossos dias e deterioram o santu\u00e1rio mais \u00edntimo das convic\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es interpessoais.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia, nestes \u00faltimos tempos, \u00e9 para explorar ocorr\u00eancias comuns, \u201cacidentes\u201d ocasionais, descobertas curiosas\u2026, transformando tudo isso, pelo potencial medi\u00e1tico ou pela \u201cauto-ridade\u201d dos \u201cperitos\u201d, em preconceito anti-religioso, mais explicitamente anti-cat\u00f3lico. E resulta! O efeito de precon-ceito enquista, fossiliza rapidamente, tornando in\u00fateis todos os esfor\u00e7os libertadores.<\/p>\n<p>Desde o C\u00f3digo Da Vinci ao Evangelho de Judas, passando por pseudo evolucionismos, concep\u00e7\u00f5es de sexualidade, \u201cnebulosas\u201d de liberdade\u2026, h\u00e1 uma teia de \u201cideias\u201d que nidificam com a maior facilidade no cora\u00e7\u00e3o e no esp\u00edrito dos mais novos, como leg\u00edtimas sucessoras do estafado jacobinismo. Aquilo que eram ideologias conhecidas e reconhec\u00edveis desdobra-se agora numa pan\u00f3plia de ofertas \u201cbaratas\u201d e sedutoras, que avan\u00e7am, de forma galopante, como receitas seguras, ideias irredut\u00edveis, sin\u00f3nimos de progresso e \u201cilumina\u00e7\u00e3o\u201d\u2026<\/p>\n<p>Precisamos de \u00e1guas cristalinas, nos mundos da educa\u00e7\u00e3o, de esp\u00edritos l\u00facidos e transl\u00facidos, de cora\u00e7\u00f5es pass\u00edveis de mudan\u00e7a, de \u201cmestres\u201d que d\u00eaem balizas, mas deixem caminhos abertos, d\u00favidas e sede de busca. \u00c9 contra a pr\u00f3pria ci\u00eancia, a mais exacta que seja, dar conte\u00fados fechados. O culto do preconceito \u00e9 o drag\u00e3o voraz da autofagia!   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li de passagem e n\u00e3o \u201carquivei\u201d a negrito. Mas voltei a tr\u00e1s. E pareceu-me que teria de refazer o registo da mem\u00f3ria. As palavras eram de Einstein: \u201c\u00c9 mais f\u00e1cil desintegrar um \u00e1tomo do que desfazer um preconceito\u201d. Tratava-se, no contexto da leitura, dos efeitos mal\u00e9ficos dos \u201cr\u00f3tulos\u201d que pomos \u00e0s pessoas, mesmo que fruto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-7017","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7017","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7017"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7017\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7017"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7017"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7017"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}