{"id":7065,"date":"2006-05-04T18:19:00","date_gmt":"2006-05-04T18:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7065"},"modified":"2006-05-04T18:19:00","modified_gmt":"2006-05-04T18:19:00","slug":"a-ficcao-e-o-espaco-onde-tudo-e-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-ficcao-e-o-espaco-onde-tudo-e-possivel\/","title":{"rendered":"A fic\u00e7\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o onde tudo \u00e9 poss\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p>Jornalista apresentou  <!--more--> \u201cVai apanhando os pontos, as pistas, as migalhas que te deixo\u201d, dir\u00e1 o autor para o leitor activo. Esta foi uma das ideias que Rodrigo Guedes de Carvalho deixou a uma plateia de cerca de 50 pessoas que se deslocou \u00e0 Biblioteca Municipal de Aveiro, pelas 22h do dia 28 de Abril. <\/p>\n<p>Para lan\u00e7ar a terceira obra do autor, esteve presente o professor doutor Ant\u00f3nio Manuel Ferreira, da Universidade de Aveiro, que confessou ter sido levado a gostar de Mulher em Branco logo pela leitura das ep\u00edgrafes. O Professor da UA congratulou-se por ter descoberto um \u201cgrande escritor\u201d, nas palavras repetidas que o levaram a afirmar que \u201c\u00e9 muito gratificante poder acompanhar o percurso de um escritor desde o in\u00edcio da sua carreira.\u201d<\/p>\n<p>Disse ainda que \u00e9 preciso aprender a ler este tipo de romances, que poder\u00e3o exasperar um leitor que n\u00e3o esteja habituado a uma escrita \u201cque flui, ao ritmo pr\u00f3prio da linguagem, como se as palavras se puxassem umas \u00e0s outras.\u201d Considerando que o mais importante n\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria, foi o trabalho de linguagem que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Manuel Ferreira, que anuncia Rodrigo Guedes de Carvalho como um autor muito sens\u00edvel, um poeta. A este coment\u00e1rio, o autor respondeu n\u00e3o ser essa a sua pretens\u00e3o, pois, revelando a sua mod\u00e9stia, considera-se incapaz de escrever poesia. Leia-se Mulher em Branco e descobrir-se-\u00e1 que talvez n\u00e3o seja bem assim. <\/p>\n<p>Entre muitos coment\u00e1rios e respostas cheias de bom humor, o autor, jornalista na SIC, sublinhou que \u201ca leitura deve ter uma grande parte de convoca\u00e7\u00e3o do leitor\u201d, devendo este ler tudo e n\u00e3o na diagonal. Se o escritor teve o cuidado de colocar aquela pontua\u00e7\u00e3o e aquelas palavras, \u00e9 porque s\u00e3o importantes, disse. Destacou ainda a ideia de que a fic\u00e7\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o onde tudo \u00e9 poss\u00edvel, pelo que os factos narrados, porque os leitores n\u00e3o se identificam com eles, n\u00e3o ser\u00e3o mais ou menos veros\u00edmeis. A fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem que seguir as regras do real. Rodrigo Guedes de Carvalho afirmou que as suas personagens n\u00e3o s\u00e3o de maneira alguma personagens-tipo. S\u00e3o pessoas, mas n\u00e3o pessoas da vida real. Pessoas de fic\u00e7\u00e3o, ausentes de caracteriza\u00e7\u00e3o f\u00edsica, para que o leitor possa intervir de forma activa. Algumas das passagens da sua narrativa s\u00e3o \u201cmassacrantes, propositadamente para que o leitor entre exactamente na raiva da personagem,\u201d partilhando assim do sentimento que a domina.             <\/p>\n<p>Teresa Correia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista apresentou<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-7065","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7065"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7065\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}