{"id":7073,"date":"2006-05-05T09:38:00","date_gmt":"2006-05-05T09:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7073"},"modified":"2006-05-05T09:38:00","modified_gmt":"2006-05-05T09:38:00","slug":"olga-e-samuel-o-esforco-compensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/olga-e-samuel-o-esforco-compensa\/","title":{"rendered":"Olga e Samuel &#8211; o esfor\u00e7o compensa"},"content":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje <!--more--> Para agu\u00e7ar o esp\u00edrito jornal\u00edstico de alguns e o interesse de todos, dois estudantes universit\u00e1rios deslocaram-se \u00e0 Escola Secund\u00e1ria onde frequentaram o 12\u00ba ano, a fim de serem entrevistados por alunos do oitavo ano (entre os 13 e os 17 anos).<\/p>\n<p>Em comum, os dois t\u00eam o facto de terem vindo para Portugal com o mesmo objectivo: estudar. Distingue-os a aprendizagem do portugu\u00eas: o aluno timorense estudou no Semin\u00e1rio de D\u00edli, onde aprendeu a l\u00edngua do nosso pa\u00eds, al\u00e9m de ter frequentado um curso intensivo de l\u00edngua portuguesa em Timor; a aluna ucraniana desconhecia por completo o idioma quando chegou a Portugal. Sendo casos de sucesso, tanto em termos lingu\u00edsticos como escolares, surgem como exemplos aonde a perseveran\u00e7a e os projectos podem levar. Apesar de in\u00fameros portugueses partilharem da mesma atitude face aos estudos (e apesar de in\u00fameros imigrantes se distanciarem do percurso daqueles estudantes), tanto o Samuel (23 anos, no 4\u00ba ano de Engenharia Qu\u00edmica da Universidade de Aveiro &#8211; UA), como a Olga (20 anos, no 1\u00ba ano de Engenharia Electr\u00f3nica e Telecomunica\u00e7\u00f5es da UA) tiveram \u2013 e t\u00eam \u2013 de ultrapassar o grande obst\u00e1culo que n\u00e3o se coloca aos portugueses: a l\u00edngua. <\/p>\n<p>Em pouco mais de uma hora, os alunos-jornalistas perceberam que vivem numa sociedade diferente da dos seus entrevistados: o sistema escolar portugu\u00eas difere, pelo apoio individualizado que lhes d\u00e1, pela rela\u00e7\u00e3o mais afectiva entre alunos e professores, pelo menor grau de exig\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao que se passa na Escola da Ucr\u00e2nia. Tamb\u00e9m h\u00e1 diferen\u00e7as nos m\u00e9todos de trabalho, que n\u00e3o privilegiam unicamente a mem\u00f3ria, como acontecia quando o aluno timorense frequentava a escola no seu pa\u00eds. E pelas condi\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, infinitamente superiores \u00e0s das escolas dos pa\u00edses de que s\u00e3o oriundos os entrevistados. Depois, a curiosidade leva a perguntas sobre a adapta\u00e7\u00e3o a Portugal e a Aveiro, e sobre o dia-a-dia desses estudantes, com uma pron\u00fancia diferente da dos aprendizes de jornalistas, mas que respondem prontamente, quando questionados, por exemplo, sobre o tempo dedicado ao estudo. <\/p>\n<p>\u2013 E n\u00e3o acha que ter aulas das 9h \u00e0s 20h \u00e9 muito cansativo? <\/p>\n<p>\u2013 \u00c9, mas \u00e9 assim! N\u00e3o se pode fazer nada contra isso. <\/p>\n<p>\u2013 O que faz nos tempos livres? <\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o tenho tempos livres. Estudo. <\/p>\n<p>A um aluno do oitavo ano parece excessivo estudar cerca de quatro horas di\u00e1rias, levantar-se \u00e0s seis horas da manh\u00e3, para correr antes de ir para a Universidade, ou n\u00e3o sair todos os fins-de-semana com os amigos. <\/p>\n<p>De cada uma das entrevistas, h\u00e1 uma resposta que fixei: <\/p>\n<p>\u2013 Que idade tens? [16 anos] Nunca pensaste: \u201cNos meus 16 anos, o que \u00e9 que eu j\u00e1 fiz de importante na vida?\u201d [N\u00e3o.] Mais vale estudares agora, e depois poder\u00e1s ser livre. (Olga Fedotova)<\/p>\n<p>\u2013 Quando algu\u00e9m gosta muito de uma coisa, arrisca tudo. Eu estudo muito, porque gosto bastante do meu curso. (Samuel Freitas) <\/p>\n<p>Ambos os entrevistados, bem-dispostos e seguros do que querem, reflectiram sobre os estere\u00f3tipos: o rapaz timorense poder\u00e1 ser amigo de um indon\u00e9sio, disse ao responder a uma interpela\u00e7\u00e3o, pois o que lhe interessa s\u00e3o as qualidades do outro; a rapariga ucraniana frisou que tanto h\u00e1 bons alunos portugueses como estrangeiros. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de nacionalidade, mas de atitude. <\/p>\n<p>Ser\u00e1 necess\u00e1rio dizer que nenhum dos entrevistados est\u00e1 deprimido ou traumatizado pelo trabalho? E preciso de acrescentar que o esfor\u00e7o compensa?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7073","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7073"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7073\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}