{"id":7074,"date":"2006-05-05T09:40:00","date_gmt":"2006-05-05T09:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7074"},"modified":"2006-05-05T09:40:00","modified_gmt":"2006-05-05T09:40:00","slug":"tres-razoes-biologicas-para-respeitar-a-vida-embrionaria-e-fetal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/tres-razoes-biologicas-para-respeitar-a-vida-embrionaria-e-fetal\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas raz\u00f5es biol\u00f3gicas para respeitar a vida embrion\u00e1ria e fetal"},"content":{"rendered":"<p>Pensar a vida <!--more--> 1.O embri\u00e3o e o feto s\u00e3o realidades biol\u00f3gicas indescrit\u00edveis. Diz-se usualmente que existe um embri\u00e3o at\u00e9 \u00e0s 8 semanas de gravidez e que, a partir da\u00ed, se passa a usar a designa\u00e7\u00e3o de feto, mas todos concordam que se trata apenas de uma quest\u00e3o de nomenclatura m\u00e9dica, j\u00e1 que o desenvolvimento intra-uterino se faz de modo cont\u00ednuo, sem limites ou fronteiras que possam separar ou individualizar fases.<\/p>\n<p>Abortar resulta, obviamente, na morte do embri\u00e3o (ou feto), independentemente das semanas de idade desse embri\u00e3o ou feto: 10, 12, 24, tanto faz; o resultado \u00e9 sempre o mesmo, o que varia s\u00e3o as t\u00e9cnicas usadas e as consequ\u00eancias e riscos para a mulher. Ora, matar um ser vivo \u00e9 errado, sob o ponto de vista biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>2.Embora se fale muitas vezes de interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez, a fim de evitar a carga negativa e emocional da palavra \u201caborto\u201d, a verdade \u00e9 que se n\u00e3o trata de uma interrup\u00e7\u00e3o (ap\u00f3s a qual a gravidez poderia prosseguir) mas de uma termina\u00e7\u00e3o da gravidez. Quem defende o aborto, centra os seus argumentos exclusivamente na mulher gr\u00e1vida, citando a sua necessidade, dificuldades e at\u00e9 pretensos direitos, mas evita cuidadosamente falar do filho. Ora, \u00e9 evidente que este, albergado no \u00fatero, n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 indefeso, como v\u00ea ignorados os seus direitos ou interesses. Ele ou ela j\u00e1 estabeleceram rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas com a m\u00e3e, trocam os produtos alimentares e metab\u00f3licos, influenciam-se um ao outro com as hormonas que produzem, constituem uma verdadeira unidade materno-placent\u00e1ria-fetal. Essa realidade biol\u00f3gica indiscut\u00edvel \u00e9 destru\u00edda pelo aborto, que, uma vez concretizado, deixa apenas subsistir o fragmento maternal da unidade referida. Assim, o aborto \u00e9 destruidor de uma unidade biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>3.Pode discutir-se qual o estatuto do embri\u00e3o, se \u00e9 ou n\u00e3o pessoa, se tem ou n\u00e3o direitos fixados pela lei. Mas n\u00e3o se pode p\u00f4r em d\u00favida a sua natureza humana; \u00e9 um facto indiscut\u00edvel que o embri\u00e3o (ou feto) representa um estado inicial de qualquer pessoa humana e que todos n\u00f3s passamos por esse estado. Isto \u00e9, o embri\u00e3o tem j\u00e1 todas as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias para a sua futura evolu\u00e7\u00e3o normal atrav\u00e9s das idades sucessivas de feto, rec\u00e9m-nascido, crian\u00e7a, adolescente, adulto jovem, anci\u00e3o.<\/p>\n<p>Acresce que, \u00e0s 10-12 semanas, limite geralmente proposto para o aborto a pedido da mulher, j\u00e1 temos no feto todos os \u00f3rg\u00e3os em esbo\u00e7o e que, a partir da\u00ed, a restante evolu\u00e7\u00e3o intra-uterina se faz sobretudo por crescimento gradual desses \u00f3rg\u00e3os e estruturas. O aborto n\u00e3o destr\u00f3i apenas um projecto de pessoa humana, mas uma estrutura biol\u00f3gica j\u00e1 diferenciada e dotada de um impressionante dinamismo, que por si s\u00f3 garante alcan\u00e7ar o objectivo deste espantoso encadear de fen\u00f3menos e processos que \u00e9 a vida intra-uterina, ou seja a concretiza\u00e7\u00e3o da pessoa humana \u00fanica e irrepet\u00edvel.<\/p>\n<p>A vida merece respeito, a vida humana, em todos os seus estados, merece respeito absoluto.<\/p>\n<p>Walter Osswald<\/p>\n<p>Walter Osswald, professor catedr\u00e1tico aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, escreve a convite da ADAV<\/p>\n<p>ADAV\/Aveiro \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Defesa e Apoio da Vida\/Aveiro. <\/p>\n<p>Telef.: 234 424 040<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensar a vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-7074","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7074\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}