{"id":7078,"date":"2006-05-10T10:28:00","date_gmt":"2006-05-10T10:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7078"},"modified":"2006-05-10T10:28:00","modified_gmt":"2006-05-10T10:28:00","slug":"dever-de-gratidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dever-de-gratidao\/","title":{"rendered":"Dever de gratid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00eas de Maio, para al\u00e9m da magia da Primavera que se faz sentir na sua m\u00e1xima explos\u00e3o, tem, entre n\u00f3s, o sabor especial do m\u00eas de Maria. Multiplicam-se as express\u00f5es de reconhecimento da import\u00e2ncia que Maria de Nazar\u00e9 tem na vida de muitos crist\u00e3os e na vida das comunidades. Extravasam os sentimentos em variadas manifesta\u00e7\u00f5es populares de carinho e devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dei comigo a pensar como \u00e9 que ganha foros de \u201cdivina\u201d uma simples jovem de um pequeno e long\u00ednquo povo. Tanto mais quanto a literatura que a divulga, nos seus in\u00edcios, \u00e9 escass\u00edssima. E, dentro desses textos, a sua atitude normal \u00e9 a do sil\u00eancio: \u201cGuardava todas estas coisas e as meditava no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente este sil\u00eancio que interroga. Parcas as suas palavras no di\u00e1logo com o emiss\u00e1rio de Deus! O suficiente para expor o seu plano e se dispor a renunciar a ele: \u201cEis a serva do Senhor; fa\u00e7a-se em mim segundo a tua palavra\u201d.<\/p>\n<p>O espanto silencioso diante de tudo quanto se dizia e passava nos primeiros dias do nascimento do seu Filho, desde a adora\u00e7\u00e3o dos Pastores, at\u00e9 \u00e0 homenagem dos Magos. Mas, sobretudo, a aten\u00e7\u00e3o meditativa na apresenta\u00e7\u00e3o do Menino no Templo, em que ela \u00e9 atingida duramente &#8211; \u201cUma espada de dor te trespassar\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; e a surpresa serena diante da resposta aparentemente atrevida do Adolescente, quando do reencontro do mesmo no meio dos doutores.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio \u00e9 ainda a marca da sua presen\u00e7a na festa de Can\u00e1. Apenas uma indica\u00e7\u00e3o aos criados: \u201cFazei tudo o que Ele vos disser\u201d. O mais que prov\u00e1vel encontro de ambos, M\u00e3e e Filho, durante o minist\u00e9rio de Jesus, n\u00e3o resulta em di\u00e1logos narrados. Mas percebe-se a presen\u00e7a silenciosa da M\u00e3e, estimulando o Filho a prosseguir a Sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 referida, sim, a presen\u00e7a no doloroso caminho final, nos momentos cruciais da crucifix\u00e3o e morte, ainda assim em sil\u00eancio acolhedor dos factos e dos desejos manifestos do Filho, para que se encarregue agora de velar por toda a Humanidade.<\/p>\n<p>S\u00f3 uma realidade profunda pode conduzir toda esta serenidade e tornar fecundo e prof\u00e9tico todo este quadro de discri\u00e7\u00e3o e sil\u00eancio: a compreens\u00e3o progressiva do plano de Deus e a sua ades\u00e3o incondicional a esse plano. Ela, de verdade, \u201cacreditou que seria poss\u00edvel realizar-se nela tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor\u201d. Por isso, no sil\u00eancio, \u00e9 feliz, porque a sua pr\u00f3pria dor redunda na garantia de felicidade para a Humanidade. Ser-lhe gratos n\u00e3o \u00e9 mais do que fazer a nossa obriga\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O m\u00eas de Maio, para al\u00e9m da magia da Primavera que se faz sentir na sua m\u00e1xima explos\u00e3o, tem, entre n\u00f3s, o sabor especial do m\u00eas de Maria. Multiplicam-se as express\u00f5es de reconhecimento da import\u00e2ncia que Maria de Nazar\u00e9 tem na vida de muitos crist\u00e3os e na vida das comunidades. 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