{"id":7097,"date":"2006-05-10T10:57:00","date_gmt":"2006-05-10T10:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7097"},"modified":"2006-05-10T10:57:00","modified_gmt":"2006-05-10T10:57:00","slug":"como-explicar-a-necessidade-da-confissao-a-um-padre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-explicar-a-necessidade-da-confissao-a-um-padre\/","title":{"rendered":"Como explicar a necessidade da confiss\u00e3o a um padre?"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta &#8211; 2\u00aa parte <!--more--> O pecado \u00e9, antes de mais, uma ofensa a Deus, uma ruptura de comunh\u00e3o com Ele. Mas, ao mesmo tempo, \u00e9 um atentado contra a comunh\u00e3o eclesial. \u00c9 por isso que, para haver verdadeira convers\u00e3o, isto \u00e9, mudan\u00e7a de vida, para irmos deixando uma vida de pecado habitual, para vivermos em estado de gra\u00e7a divina, temos necessidade de nos reconciliar com Deus e com a Igreja. Isto exprime-se e realiza-se, liturgicamente, no sacramento da Penit\u00eancia e Reconcilia\u00e7\u00e3o, celebrado junto de um padre ou bispo (cf. CCE 1440). <\/p>\n<p>As primeiras comunidades crist\u00e3s constataram, com estupefac\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a sugestiva que tinha o esp\u00edrito do mundo sobre elas. Mesmo depois do Baptismo, este esp\u00edrito e a tradicionalmente chamada concupisc\u00eancia \u2013 inclina\u00e7\u00e3o para o mal \u2013 que permanece nos baptizados, tentavam os irm\u00e3os e as irm\u00e3s e faziam-nos afastar do caminho crist\u00e3o, j\u00e1 percorrido at\u00e9 a\u00ed (cf. CCE 1426). Para responder a este desafio, a Igreja nascente sentiu necessidade de um segundo Baptismo regenerador, ao qual foi dado o nome de sacramento da Penit\u00eancia. Esta segunda oportunidade, que se oferecia a todos os crentes que se afastavam do projecto crist\u00e3o de uma forma not\u00f3ria, encontrava o seu fundamento na atitude de Jesus para com os pecadores arrependidos (cf. Mc 2,5.17; Jo 8,1-11; Lc 7,37-50). <\/p>\n<p>A autoridade que Jesus possui para libertar do pecado transmite-a \u00e0 Igreja, tornando-a portadora de reconcilia\u00e7\u00e3o. No dia da sua ressurrei\u00e7\u00e3o, como para significar que a confiss\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de ressurrei\u00e7\u00e3o espiritual do pecador, Jesus apareceu no meio dos disc\u00edpulos e, mostrando-lhes as m\u00e3os e o seu lado chagados, disse-lhes: \u00abA paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a v\u00f3s.\u00bb \u201cEm seguida, soprou sobre eles e disse-lhes \u00abRecebei o Esp\u00edrito Santo. \u00c0queles a quem perdoardes os pecados, ficar\u00e3o perdoados; \u00e0queles a quem os retiverdes, ficar\u00e3o retidos\u00bb\u201d (Jo 20,22-23; cf. Mt 28, 20). <\/p>\n<p>Esta reconcilia\u00e7\u00e3o ou acolhimento dos que pecaram exerce-se na comunidade crist\u00e3, atrav\u00e9s de uma praxis curativa. Aqueles e aquelas que se afastaram do caminho de Jesus devem realizar um esfor\u00e7o manifesto de convers\u00e3o, para que a reconcilia\u00e7\u00e3o seja efectiva. Isto \u00e9 expresso nos textos b\u00edblicos seguintes: 1 Cor, 5,1-11; Mt 18,15-18. <\/p>\n<p>O sacramento da Penit\u00eancia tem um papel relevante na vida da Igreja. Esta est\u00e1 consciente de que Jesus Cristo lhe confiou, na pessoa dos ap\u00f3stolos e dos seus sucessores, o poder de perdoar os pecados. Por isso, sempre viu neste sacramento um sinal do perd\u00e3o de Deus. Esta dimens\u00e3o eclesial da Penit\u00eancia expressa-se, sobretudo, nas palavras de Jesus a Pedro: \u201cDar-te-ei as chaves do Reino dos c\u00e9us; tudo o que ligares na terra ficar\u00e1 ligado nos c\u00e9us e tudo o que desligares na terra ficar\u00e1 desligado nos c\u00e9us\u201d (Mt 16,19). Reconciliar-se com a comunidade crist\u00e3 pelo sacramento da Penit\u00eancia \u00e9 o caminho mais curto da reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus. Este aspecto expressa-se, perfeitamente, com a penit\u00eancia p\u00fablica da Igreja antiga. Por esta raz\u00e3o, na absolvi\u00e7\u00e3o sacramental, obrigat\u00f3ria desde o ano de 1975, diz-se: \u201cDeus Pai misericordioso (\u2026) te conceda pelo minist\u00e9rio da Igreja, o perd\u00e3o e a paz\u201d (cf. CCE 1443-1445).<\/p>\n<p>O sacramento da Penit\u00eancia tem uma hist\u00f3ria extensa e complexa, em que se deram m\u00faltiplas mudan\u00e7as e formas diversas de celebra\u00e7\u00e3o (cf. CCE 1447). <\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n<p>(continua)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta &#8211; 2\u00aa parte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}