{"id":7153,"date":"2006-05-17T16:07:00","date_gmt":"2006-05-17T16:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7153"},"modified":"2006-05-17T16:07:00","modified_gmt":"2006-05-17T16:07:00","slug":"como-explicar-a-necessidade-da-confissao-a-um-padre-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/como-explicar-a-necessidade-da-confissao-a-um-padre-2\/","title":{"rendered":"Como explicar a necessidade da confiss\u00e3o a um padre?"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta &#8211; 3\u00aa parte <!--more--> O sacramento da Penit\u00eancia tem uma hist\u00f3ria extensa e complexa, em que se deram m\u00faltiplas mudan\u00e7as e formas diversas de celebra\u00e7\u00e3o (cf. CCE 1447). <\/p>\n<p>No s\u00e9culo III, apareceu a chamada \u201cpenit\u00eancia can\u00f3nica\u201d, que constava de tr\u00eas momentos sucessivos: reconhecimento do pecado perante a comunidade, cumprimento da penit\u00eancia imposta e reintegra\u00e7\u00e3o na comunidade. Este tipo de penit\u00eancia can\u00f3nica reconciliava, sobretudo, aqueles que cometiam adult\u00e9rio, homic\u00eddio ou apostatavam, isto \u00e9, que renegavam a f\u00e9, oferecendo culto aos \u00eddolos. Esta penit\u00eancia s\u00f3 se podia receber uma vez na vida; por esta raz\u00e3o, muitos s\u00f3 queriam receber o baptismo pouco tempo antes de morrer. <\/p>\n<p>A partir do s\u00e9culo VII, come\u00e7ou a difundir-se a chamada \u201cpenit\u00eancia tarifada\u201d. Nesta modalidade, mant\u00eam-se os tr\u00eas momentos da \u201cpenit\u00eancia can\u00f3nica\u201d. No entanto, a penit\u00eancia tarifada vai ter como caracter\u00edstica a cataloga\u00e7\u00e3o dos pecados, aos quais se prescrevem umas penit\u00eancias concretas nos respectivos cat\u00e1logos, \u201ctarifando-se\u201d a falta. Por outro lado, perde-se o car\u00e1cter comunit\u00e1rio e vis\u00edvel da penit\u00eancia, que se pode receber em mais de uma ocasi\u00e3o. O rigor de alguns dos seus actos de satisfa\u00e7\u00e3o ou a utiliza\u00e7\u00e3o de pessoas que, previamente pagas, realizavam as ac\u00e7\u00f5es penitenciais em nome do pecador, v\u00e3o ocasionar uma progressiva deteriora\u00e7\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o desta forma de penit\u00eancia.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIII, generaliza-se uma nova modalidade. A teologia come\u00e7a a insistir no poder do padre para perdoar os pecados, a quem, com humildade e vergonha, se apresenta diante dele. Da\u00ed surge a pr\u00e1tica da penit\u00eancia de confiss\u00e3o. Nela, o penitente recebe a absolvi\u00e7\u00e3o, depois de ter confessado os pecados, ficando relegado para um momento posterior a satisfa\u00e7\u00e3o da penit\u00eancia. Mais tarde, o conc\u00edlio de Trento, ensina que os actos do penitente \u2013 contri\u00e7\u00e3o, confiss\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o \u2013 constituem, de certo modo, a mat\u00e9ria deste sacramento, enquanto que as palavras da absolvi\u00e7\u00e3o pronunciadas pelo padre representam a forma (cf. Dz 1673). O fruto deste sacramento consiste na reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus e com a Igreja (cf. Dz 1674).<\/p>\n<p>A partir do conc\u00edlio Vaticano II, operou-se uma profunda renova\u00e7\u00e3o em todo o processo penitencial. O sacramento n\u00e3o ficou reduzido \u00e0 \u201cconfiss\u00e3o\u201d dos pecados, mas esta \u00e9 uma fase dentro de um processo de convers\u00e3o. Insiste-se na concep\u00e7\u00e3o do sacramento da penit\u00eancia ou reconcilia\u00e7\u00e3o como uma celebra\u00e7\u00e3o eclesial, em que toda a Igreja se encontra comprometida. Nesta modalidade conciliar, concede-se uma grande import\u00e2ncia, \u00e0 Palavra de Deus e \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, como elementos integrantes da celebra\u00e7\u00e3o, dos quais n\u00e3o se deve prescindir. <\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta &#8211; 3\u00aa parte<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7153","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7153","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7153"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7153\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7153"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7153"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7153"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}