{"id":7202,"date":"2006-05-25T10:52:00","date_gmt":"2006-05-25T10:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7202"},"modified":"2006-05-25T10:52:00","modified_gmt":"2006-05-25T10:52:00","slug":"a-familia-sera-sempre-espaco-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-familia-sera-sempre-espaco-do-amor\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia ser\u00e1 sempre espa\u00e7o do amor"},"content":{"rendered":"<p>Dia Diocesano das Fam\u00edlias <!--more--> \u201cO que mais me preocupa \u00e9 ver que as fam\u00edlias crist\u00e3s n\u00e3o est\u00e3o apaixonadas pelas suas pr\u00f3prias fam\u00edlias\u201d, disse D. Ant\u00f3nio Marcelino, no primeiro Encontro Diocesano das Fam\u00edlias, que, no domingo, reuniu cerca de uma centena de pessoas no Campo Escola do Corpo Nacional de Escutas, na Palha\u00e7a.<\/p>\n<p>Numa tarde marcada pela chuva, as fam\u00edlias tomaram conhecimento dos v\u00e1rios grupos e servi\u00e7os crist\u00e3os relacionados com a fam\u00edlia (ver texto ao lado) e conversaram com o Bispo de Aveiro sobre o pano-rama sombrio que enfrentam actualmente. \u201cNo casamento, h\u00e1 dias em que o sol brilha e outros em que a chuva cai. O dia do \u2018Sim\u2019 tem de ser todos os dias, mesmo quando a chuva cai\u201d, disse uma senhora. Um outro pai acrescenta: \u201cN\u00f3s n\u00e3o responsabilizamos os jovens na educa\u00e7\u00e3o. Depois, divorciam-se porque n\u00e3o se aturam um ao outro. V\u00e3o para o casamento s\u00f3 a pensar em direitos. E os deveres?\u201d Um casal alertou para as dificuldades que os casais novos enfrentam. \u201cPor vezes, cada um trabalha numa ponta do pa\u00eds. Como podem ter filhos? Alguns s\u00e3o aut\u00eanticos her\u00f3is\u201d, disse a mulher, depois de o marido ter referido que aumenta o n\u00famero de jovens que, na casa dos 30, ficam em casa: \u201cN\u00e3o saem do ninho. N\u00e3o assinam a folha em branco, porque n\u00e3o querem correr esse risco\u201d.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as no namoro foram igualmente referidas. \u201cN\u00e3o se namora a s\u00e9rio\u201d, disse um di\u00e1cono. \u201cEm vez de namorarem, os jovens dizem \u2018andamos com&#8230;\u2019 As rela\u00e7\u00f5es de namoro s\u00e3o muito pouco comprometidas, pouco preocupadas com o crescimento do outro. Por outro lado, o controlo social \u00e9 t\u00e9nue, de forma que os jovens podem fazer em p\u00fablico o que h\u00e1 uns anos s\u00f3 faziam com muita privacidade\u201d, acrescentou uma senhora. <\/p>\n<p>Outros sublinharam ainda a influ\u00eancia negativa da fam\u00edlia de filho \u00fanico apresentada como modelo, de algumas leis civis (facilitadoras da dissolu\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia) e de certas concep\u00e7\u00f5es sobre o casamento (\u201cno que te vais meter!\u201d).<\/p>\n<p>Viv\u00eancia familiar em crise<\/p>\n<p>Respondendo a estes sintomas e preocupa\u00e7\u00f5es, D. Ant\u00f3nio Marcelino, sublinhou que \u201cvivemos no mundo culturalmente diferente\u201d devido \u00e0s novas tecnologias, ao trabalho fora de casa, ao ensino generalizado, \u00e0s m\u00faltiplas influ\u00eancias sobre os mais novos&#8230;. Por\u00e9m, defendeu que o que est\u00e1 em crise n\u00e3o \u00e9 a identidade da fam\u00edlia, mas a viv\u00eancia familiar. \u201cQuando n\u00e3o somos capazes de perceber as mudan\u00e7as culturais, a tend\u00eancia \u00e9 condenar. Se a Fam\u00edlia \u00e9 institui\u00e7\u00e3o de Deus, Deus n\u00e3o a abandona (&#8230;). A fam\u00edlia ser\u00e1 sempre o espa\u00e7o privilegiado para educar, crescer, viver, porque o crit\u00e9rio fundamental \u00e9 o amor\u201d, disse o Bispo de Aveiro.<\/p>\n<p>\u201cAvozar\u201d \u00e9 muito importante<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio pontuou a sua comunica\u00e7\u00e3o com casos do seu trabalho pastoral, como o do marido que ao fazer 50 anos de casado confessa: \u201cH\u00e1 vinte anos, senti que uma palavra podia destruir o nosso casamento. Engoli-a a tempo\u201d; ou o da adolescente que, julgando-se pouco amada pelos seu pais, acaba por perceber que ningu\u00e9m a ama como eles, porque s\u00e3o eles que se levantam cedo para trabalhar, foram eles que passaram noites em branco para dela cuidar&#8230; O Bispo de Aveiro confidenciou que a sua maior preo-cupa\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 ver fam\u00edlias crist\u00e3os que n\u00e3o est\u00e3o apaixonadas pelas sua pr\u00f3pria fam\u00edlia\u201d e aconselhou a que \u201cas fam\u00edlias se ajudem umas \u00e0s outras\u201d, nas dificuldades  e principalmente na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, \u201cque \u00e9 uma coisa do cora\u00e7\u00e3o\u201d. Para essa ajuda m\u00fatua, existem servi\u00e7os e gru-pos na diocese. Uma \u00faltima palavra dirigiu-a aos av\u00f4s e av\u00f3s. \u201cAvozar \u00e9 uma coisa muito importante\u201d, disse, sublinhando que o amor dos av\u00f3s distingue-se de todos os outros.<\/p>\n<p>Antes da ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria com que terminou o encontro, D. Ant\u00f3nio apresentou o Pe Francisco Martins, que desde h\u00e1 meses lidera a pastoral familiar na diocese, e este apresentou a equipa de cinco casais com quem trabalha: Ara\u00fajo e Idalina, \u00c9lio e Isabel, Nuno e F\u00e1tima, Geraldo e Branca, e Jo\u00e3o e L\u00facia. \u201cS\u00e3o casais de v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, para servir a Igreja no servi\u00e7o a cada fam\u00edlia a que nos dirigimos\u201d, disse o director do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar.<\/p>\n<p>Movimentos e servi\u00e7os para a Fam\u00edlia<\/p>\n<p>Existem outros movimentos e servi\u00e7os dirigidos \u00e0s fam\u00edlias. Estes estiveram representados numa exposi\u00e7\u00e3o durante a tarde do Dia Diocesano das Fam\u00edlias.<\/p>\n<p>* Escola de Pais<\/p>\n<p>Surgiu na par\u00f3quia da Vera Cruz, entre os pais de crian\u00e7as do 4o ano de catequese. O principal objectivo \u00e9 \u201cformar pais, fam\u00edlias e demais comunidade, em assuntos inerentes \u00e0 viv\u00eancia do casal, dos filhos e da fam\u00edlia alargada\u201d.<\/p>\n<p>A Escola de Pais da Vera Cruz privilegia encontros com especialistas sobre temas como dist\u00farbios alimentares, autoridade, est\u00edmulo e puni\u00e7\u00e3o, amor conjugal e comunica\u00e7\u00e3o em casal.<\/p>\n<p>Este servi\u00e7o conta com 14 casais e \u00e9 o n\u00facleo forte da pastoral familiar da par\u00f3quia da Vera Cruz. Tem sido contactado para estender o seu modelo a outras paroquias.<\/p>\n<p>* Movimento Familar Casais de Santa Maria<\/p>\n<p>Nasceu em 1957, com base na Ac\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica dos meios rurais e independentes. Na diocese, est\u00e1 presente em Vagos.<\/p>\n<p>Os grupos s\u00e3o compostos por 6\/8 casais. Re\u00fanem-se mensalmente. Objectivos, entre outros: viv\u00eancia dos valores crist\u00e3os do matrim\u00f3nio nos casais e no seio das fam\u00edlias; aprofundamento da f\u00e9 e da cultura religiosa; apoio \u00e0 miss\u00e3o educativa da fam\u00edlia; solidariedade entre fam\u00edlias.<\/p>\n<p>* Movimento por um Lar Crist\u00e3o<\/p>\n<p>Foi fundado por Mons. Joaquim Alves Br\u00e1s, em 1962, que afirmava: \u201cA Fam\u00edlia \u00e9 a principal escola das virtudes sociais, das quais todas as sociedades necessitam\u201d. Re\u00fane-se uma vez por m\u00eas na Casa de Santa Zita, em Aveiro, para \u201cactividades de espiritualidade, forma\u00e7\u00e3o, apostolado, partilha e conv\u00edvio\u201d. Est\u00e1 presente em oito dioceses de Portugal.<\/p>\n<p>* Movimento dos Cursilhos de Cristandade<\/p>\n<p>Este movimento alicer\u00e7a-se no tempo forte de convers\u00e3o pessoal que \u00e9 o Cursilho, mas desenvolve-se igualmente no pr\u00e9-Cursilho (chamada de novos elementos) e no P\u00f3s-Cursilho (viv\u00eancia do fundamental crist\u00e3o, no chamado \u201cquarto dia\u201d). O tema fam\u00edlia \u00e9 fundamental na viv\u00eancia do movimento. Para os casais que fazem o cursilho, o MCC proporciona um mini-curso, um ano ap\u00f3s o cursilho, exclusivamente sobre a fam\u00edlia. S\u00e3o abordados temas como: os valores essenciais da fam\u00edlia; a psicologia do homem e da mulher na vida do casal; o relacionamento da fam\u00edlia com o mundo do trabalho; os direitos da fam\u00edlia, entre outros.<\/p>\n<p>* Equipas de Nossa Senhora<\/p>\n<p>Tiveram origem em Fran\u00e7a, h\u00e1 51 anos, est\u00e3o espalhadas pelo mundo inteiro, e congregam cerca da 200 casais na diocese, distribu\u00eddos por 33 equipas (5 a 7 casais cada), principalmente na zona de Aveiro, \u00cdlhavo e \u00c1gueda. \u201cAs equipas de Nossa Senhora t\u00eam por objectivo essencial ajudar os casais a caminhar para a santidade. Nem mais nem menos\u201d, disse Henri Caffarel, o fundador.<\/p>\n<p>As ENS re\u00fanem-se uma vez por m\u00eas, para \u201caprofundar o conhecimento m\u00fatuo, rezar juntos, ler a palavra de Deus, reflectir e celebrar as alegrias da caminhada em conjunto\u201d.<\/p>\n<p>* Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar<\/p>\n<p>\u00c9 um servi\u00e7o proporcionado pela diocese \u00e0s fam\u00edlias, par\u00f3quias e movimentos relacionados com a fam\u00edlia. \u00c9 coordenado pelo Pe Francisco Martins e sua equipa, constitu\u00edda por cinco casais (ver final da not\u00edcia principal).<\/p>\n<p>O Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar subdivide-se em: Prepara\u00e7\u00e3o Remota para o Matrim\u00f3nio; Prepara\u00e7\u00e3o Pr\u00f3xima para o Matrim\u00f3nio (com o Curso de Prepara\u00e7\u00e3o para o Matrim\u00f3nio e o Servi\u00e7o Paroquial de Noivos), Acompanhamento de Casais (Casais Novos, divorciados, recasados e espiritualidade conjugal e familiar) e Acompanhamento de Fam\u00edlias Monoparentais. Alguns destes servi\u00e7os est\u00e3o a ser repensados pela nova equipa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Diocesano das Fam\u00edlias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7202\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}