{"id":7237,"date":"2006-06-01T16:31:00","date_gmt":"2006-06-01T16:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7237"},"modified":"2006-06-01T16:31:00","modified_gmt":"2006-06-01T16:31:00","slug":"desemprego-inaceitavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/desemprego-inaceitavel\/","title":{"rendered":"Desemprego inaceit\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz promoveu debate <!--more--> \u201c\u00c9 aceit\u00e1vel que haja tanto desemprego?\u201d A resposta de Manuela Silva \u00e0 pergunta que ela pr\u00f3pria formulou \u00e9 claramente \u201cn\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel\u201d, numa altura em que os dados apontam para quase meio milh\u00e3o de portugueses sem emprego.<\/p>\n<p>Falando numa sess\u00e3o sobre sociedade e cria\u00e7\u00e3o de emprego, no \u00faltimo s\u00e1bado, a presidente da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz alertou para realidades escondidas pelos n\u00fameros oficiais do desemprego e defendeu uma ac\u00e7\u00e3o alargada para combater este drama social. Para al\u00e9m dos desempregados que est\u00e3o inscritos nos centros de emprego, existem milhares de casos de sub-emprego, emprego em tempo parcial, \u201cinactivos dispon\u00edveis para trabalhar, mas que n\u00e3o procuram\u201d, \u201cinactivos que j\u00e1 desistiram de procurar\u201d e pessoas que est\u00e3o em forma\u00e7\u00e3o profissional mas que, na realidade, n\u00e3o t\u00eam trabalho garantido.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica, mas n\u00e3o deve provocar resigna\u00e7\u00e3o. Manuela Silva defendeu uma actua\u00e7\u00e3o por parte do Estado, sobre os agentes econ\u00f3micos, ao n\u00edvel da legisla\u00e7\u00e3o, incentivando a forma\u00e7\u00e3o profissional dos trabalhadores e dificultando os despedimentos. Neste processo, a sociedade civil n\u00e3o deve ficar de fora. \u201cNum mundo globalizado sem regras nem respeito pelos direitos humanos, a sociedade civil pode obrigar \u00e0 necessidade de regula\u00e7\u00e3o do mercado global ou levar as multinacionais \u00e0 adop\u00e7\u00e3o de c\u00f3digos \u00e9tica e de conduta, atrav\u00e9s de grupos de press\u00e3o, como as associa\u00e7\u00f5es de consumidores \u201c, disse Manuela Silva.<\/p>\n<p>Ideia que a economista deixou bem vincada foi a da cria\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pelas comunidades pr\u00f3ximas das pessoas, como \u00e9 o caso das par\u00f3quias. \u201cCom o seu sentido de proximidade, devem ser as primeiras a organizarem-se para dar resposta a necessidades das pessoas. Se eu preciso de um electricista, em vez de pagar dez euros a um que demora imenso tempo a vir para mudar uma l\u00e2mpada, porque n\u00e3o haver uma empresa de servi\u00e7os domicili\u00e1rios que fa\u00e7a o mesmo?\u201d, questionou Manuela Silva, em declara\u00e7\u00f5es ao Correio do Vouga. A presidente da CNJP n\u00e3o sugere que as par\u00f3quias prestem esses servi\u00e7os, mas sim que, com os seus membros mais activos, promovam a cria\u00e7\u00e3o de empresas de servi\u00e7os domicili\u00e1rios de cariz social, um sector de actividade em crescimento devido ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Formar para o empreendorismo<\/p>\n<p>A sess\u00e3o, que decorreu no Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura, promovida pela Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz, al\u00e9m de Manuela Silva, contou com Paulo Mano, empres\u00e1rio, apresentado pelo director do Instituto do Emprego e Forma\u00e7\u00e3o Profissional (IEFP), Ant\u00f3nio Marques, como caso de boas pr\u00e1ticas na cria\u00e7\u00e3o de emprego. Paulo Mano, com o apoio do IEFP, criou uma empresa no ramo autom\u00f3vel que tem 11 colaboradores e um movimento de 3 milh\u00f5es de euros por ano. Segundo o empres\u00e1rio, a legisla\u00e7\u00e3o laboral devia ser mais flex\u00edvel, ao contr\u00e1rio do que havia afirmado Manuela Silva. Paulo Mano considera que, devido \u00e0 rigidez das leis laborais, os empres\u00e1rios sentem-se reticentes a contratar algu\u00e9m, quando t\u00eam um trabalho tempor\u00e1rio para oferecer.<\/p>\n<p>Joaquim Borges Gouveia, presidente do Conselho Directivo do Departamento de Ecomonia e Gest\u00e3o da Universidade de Aveiro, considera que o \u201cEstado portugu\u00eas se demitiu da redistribui\u00e7\u00e3o de riqueza\u201d, contrariamente ao que acontece na Holanda, A\u00fastria e Dinamarca, pa\u00edses de dimens\u00e3o semelhante a Portugal, pelo que essa responsabilidade tem de ser assumida pelas fam\u00edlias, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que \u201ca escola devia ser boa para os mais desfavorecidos\u201d, mas n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>O professor da UA partilhou, por fim, sobre um projecto de cria\u00e7\u00e3o de empresas pelos jovens universit\u00e1rios \u201ccomo forma de dar um contributo para aquilo que \u00e9 hoje o flagelo da sociedade moderna\u201d. O projecto assenta no desenvolvimento sustent\u00e1vel, o que implica uma vis\u00e3o integrada da \u00e1rea econ\u00f3mica, social e ambiental, e incentiva a cria\u00e7\u00e3o de novas actividades, produtos e servi\u00e7os. Trata-se de contribuir para o \u201crefor\u00e7o da responsabilidade dos empreendedores\u201d e da pr\u00f3pria \u201cmiss\u00e3o universit\u00e1ria\u201d, escreveu o professor numa folha distribu\u00edda aos participantes. O ensino deve formar mais do que bons empregados. Deve formar bons empreendedores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o Diocesana Justi\u00e7a e Paz promoveu debate<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-7237","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7237\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}