{"id":7240,"date":"2006-06-01T16:40:00","date_gmt":"2006-06-01T16:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7240"},"modified":"2006-06-01T16:40:00","modified_gmt":"2006-06-01T16:40:00","slug":"diversidade-que-enriquece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/diversidade-que-enriquece\/","title":{"rendered":"Diversidade que enriquece"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo de Pentecostes &#8211; ANo B <!--more--> A liturgia do domingo de Pentecostes incide sobre o modo como os disc\u00edpulos do Senhor e toda a multid\u00e3o dos fi\u00e9is se aperceberam da ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 a terceira pessoa da Sant\u00edssima Trindade, cuja miss\u00e3o \u00e9 ser o princ\u00edpio de santifica\u00e7\u00e3o e o distribuidor de todos os dons e carismas que enriquecem a Igreja. Por\u00e9m, a sua ac\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confina ao interior da comunidade crente, pois o Esp\u00edrito actua em toda a pessoa que decide empreender alguma obra boa para bem da humanidade. <\/p>\n<p>A primeira leitura narra o que aconteceu no dia de Pentecostes, por ocasi\u00e3o da festa judaica das Semanas. Os disc\u00edpulos e disc\u00edpulas do Senhor estavam reunidos no mesmo lugar, em ora\u00e7\u00e3o, quando, de repente, um som semelhante a uma forte rajada de vento encheu toda a casa; e eles viram aparecer uma esp\u00e9cie de l\u00ednguas de fogo, ficando todos cheios do Esp\u00edrito Santo e come\u00e7ando a falar outras l\u00ednguas, conforme o Esp\u00edrito lhes inspirava que se exprimissem. Ent\u00e3o, de temerosos e t\u00edmidos, ficaram cheios de tal energia espiritual, que, doravante, conseguiram dar testemunho de Jesus em todas as partes do mundo, at\u00e9 ao mart\u00edrio de sangue. Acredito que sou habitado (a) pelo Esp\u00edrito Santo, que me assiste desde o meu baptismo? Como manifesto esta energia espiritual? <\/p>\n<p>O evangelho afirma-nos que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 fruto da morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Por isso, Jesus comunica-nos o Esp\u00edrito Santo logo na manh\u00e3 da sua vit\u00f3ria sobre a morte, como dom de Deus, que restabelece a Alian\u00e7a que Ele faz connosco e que se quebra pelo pecado. O Esp\u00edrito Santo \u00e9 o dador do perd\u00e3o e da paz que se lhe segue. \u00c9 Ele que reconcilia e refaz o tecido das nossas rela\u00e7\u00f5es com Deus e com os irm\u00e3os e irm\u00e3s. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil vivermos em harmonia\u2026 e as pessoas e sociedades vivem mergulhadas em disc\u00f3rdias, raivas, vingan\u00e7as. Quem nos poder\u00e1 reconciliar? S\u00f3 o Esp\u00edrito de Deus, trabalhando em n\u00f3s, em oposi\u00e7\u00e3o ao esp\u00edrito do mal, a quem chamamos diabo, porque divide. Quantos sofrimentos causados por \u00f3dios, vingan\u00e7as, rancores, porque o Esp\u00edrito, o doce h\u00f3spede, \u00e9, muitas vezes, ignorado por n\u00f3s, crentes. Tenho consci\u00eancia de que sou possu\u00eddo (a) pelo Esp\u00edrito Santo? De que modo colaboro com Ele na ac\u00e7\u00e3o reconciliadora a que sou chamado (a)?<\/p>\n<p>A segunda leitura insiste em que s\u00f3 o Esp\u00edrito Santo nos pode unificar na diversidade de talentos e de ac\u00e7\u00f5es que realizamos. Somos muito diferentes uns dos outros, de facto, mas, se nos deixarmos conduzir pelo Esp\u00edrito, havemos de descobrir em cada irm\u00e3o e irm\u00e3 um dom de Deus, uma revela\u00e7\u00e3o do seu amor, para construir a tarefa comum, o Reino. Todos n\u00f3s formamos um s\u00f3 Corpo, o de Cristo, porque nos foi dado a beber do mesmo Esp\u00edrito. Como integro eu, no \u00fanico projecto salvador, as diversidades de cada irm\u00e3o e irm\u00e3? Tenho tend\u00eancia a reduzir tudo \u00e0 uniformidade, ou consigo descobrir a riqueza do diferente? <\/p>\n<p>Leituras do Domingo de Pentecostes: Actos 2,1-11; Sl 104 (103); 1 Cor 12,3b-7.12-13; Jo 20,19-23<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo de Pentecostes &#8211; ANo B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7240","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7240"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7240\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}