{"id":7268,"date":"2006-06-01T17:58:00","date_gmt":"2006-06-01T17:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7268"},"modified":"2006-06-01T17:58:00","modified_gmt":"2006-06-01T17:58:00","slug":"o-poder-do-esparguete-a-bolonhesa-na-educacao-dos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-poder-do-esparguete-a-bolonhesa-na-educacao-dos-filhos\/","title":{"rendered":"O poder do esparguete \u00e0 bolonhesa na educa\u00e7\u00e3o dos filhos"},"content":{"rendered":"<p>Para educar com coer\u00eancia e firmeza \u00e9 preciso, em primeiro lugar, proximidade. A ideia, com abundantes exemplos da sua experi\u00eancia, foi desenvolvida por Laurinda Alves, na noite do dia 24 de Maio, perante cerca de duas centenas de pessoas que enchiam por completo o Sal\u00e3o D. Jo\u00e3o Evangelista, em Aveiro.<\/p>\n<p>A jornalista, directora da revista Xis e, durante v\u00e1rios anos, respons\u00e1vel pela Pais &#038; Filhos, publica\u00e7\u00e3o centrada nas quest\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o, defendeu que \u00e9 \u201cimportante ouvir os filhos com o cora\u00e7\u00e3o, perceber o que sentem e quem s\u00e3o\u201d. Para tal, n\u00e3o se poder ter um \u201car investigativo\u201d, pelo que aconselhou algumas atitudes ou \u201ctruques, que funcionam bem\u201d, como permitir que tenham o seu pr\u00f3prio espa\u00e7o e dar-lhes a entender que \u00e9 o seu territ\u00f3rio, batendo \u00e0 porta antes de entrar.<\/p>\n<p>A jornalista lembrou que, \u201ca pedido, os filhos n\u00e3o contam como correu o dia, quando chegam da escola\u201d. \u201cContam no tempo deles, quando querem, \u00e0 maneira deles\u201d, disse. \u201cAs \u2018conversas impec\u00e1veis\u2019 [as que os pais provocam em determinada fase do crescimento, a prop\u00f3sito das companhias, da sexualidade ou das sa\u00eddas] n\u00e3o resultam\u201d. E sugeriu uma estrat\u00e9gia que \u201cnunca falha\u201d, para conhecer os amigos dos filhos, em vez das tentativas infrut\u00edferas de perguntar quem s\u00e3o, quem s\u00e3os os pais, o que fazem&#8230; A estrat\u00e9gia \u00e9: abrir a porta de casa aos amigos. \u201cFazem muita confus\u00e3o, devastam o frigor\u00edfico, d\u00e3o alguma despesa, mas n\u00e3o tanta quanto isso, porque faz-se um esparguete \u00e0 bolonhesa \u2013 \u00e9 barato e todos ficam satisfeitos\u201d. O importante \u00e9 que \u201cabrir a porta de casa aos amigos \u00e9 abrir o mundo dos nossos filhos\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Outra ideia muito sublinhada prendeu-se com a gest\u00e3o do tempo para a fam\u00edlia. A directora da revista Xis desmentiu a ideia-feita de que o que importa \u00e9 a qualidade, gerada pelos ambientes de grande exig\u00eancia profissional. \u201cN\u00e3o h\u00e1 qualidade, se n\u00e3o houver quantidade\u201d, disse.<\/p>\n<p>Com humildade, Laurinda Alves relativizou as suas pr\u00f3prias palavras, reconhecendo que \u00e9 muito f\u00e1cil ser educador ou pai\/m\u00e3e de um filho que n\u00e3o \u00e9 seu. \u201cTemos \u00f3ptimas solu\u00e7\u00f5es para os filhos dos outros. Somos imbat\u00edveis. Mas s\u00f3 aprendemos a ser verdadeiros pais com os nossos filhos\u201d.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de di\u00e1logo com a assembleia, a jornalista, m\u00e3e de um filho de 14 anos, defendeu que as crian\u00e7as, at\u00e9 aos 10 anos, n\u00e3o devem ver os \u201cMorangos com a\u00e7\u00facar\u201d, porque \u00e9 s\u00e9rie televisiva que \u201cadultera valores e princ\u00edpios\u201d, \u201ct\u00e3o poderosa que transforma no mau sentido\u201d. O mesmo se passa com os \u201creality shows\u201d. At\u00e9 aos 10 anos, as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam capacidade para perceber que aquilo \u00e9 fic\u00e7\u00e3o. Depois dessa idade, j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil proibir.<\/p>\n<p>A todos os pais e educadores, Laurinda Alves aconselhou a n\u00e3o viverem por antecipa\u00e7\u00e3o os problemas dos filhos (\u201ccada drama em seu dia\u201d) e sugeriu que os educadores n\u00e3o se precipitem. \u201cTemos de viver ao terceiro dia\u201d, disse. Ou seja: dar espa\u00e7o mental para fazer a an\u00e1lise mais correcta e ter a reac\u00e7\u00e3o mais adequada. Vale para a educa\u00e7\u00e3o e \u00e9 capaz de valer para muitos mais \u00e2mbitos da vida.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para educar com coer\u00eancia e firmeza \u00e9 preciso, em primeiro lugar, proximidade. 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