{"id":7305,"date":"2006-06-08T11:50:00","date_gmt":"2006-06-08T11:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7305"},"modified":"2006-06-08T11:50:00","modified_gmt":"2006-06-08T11:50:00","slug":"o-nosso-deus-e-muito-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-nosso-deus-e-muito-diferente\/","title":{"rendered":"O nosso Deus \u00e9 muito diferente"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palvra &#8211; Domingo da SS.ma Trindade &#8211; Ano B <!--more--> A liturgia deste domingo prop\u00f5e \u00e0 nossa contempla\u00e7\u00e3o e adora\u00e7\u00e3o o Deus Uno em sua ess\u00eancia e Trino em pessoas, cuja revela\u00e7\u00e3o encontramos no Novo Testamento. Na verdade, o mist\u00e9rio do Verbo feito carne leva-nos a distinguir tr\u00eas pessoas em Deus. \u00c9 s\u00f3 o Verbo que encarna. Mas n\u00e3o podemos descobrir a sua identidade, se n\u00e3o reconhecermos nele o Filho enviado pelo Pai, destinado a comunicar o Esp\u00edrito Santo. <\/p>\n<p>A primeira leitura interpela-nos com a frase: \u201cQual foi o deus que formou para si uma na\u00e7\u00e3o no seio de outra na\u00e7\u00e3o, como fez para v\u00f3s o Senhor vosso Deus no Egipto, diante dos vossos olhos?\u201d. De facto, o nosso Deus \u00e9 muito diferente dos outros \u201cdeuses\u201d, criados ou imaginados pelos povos. Ele \u00e9 um Deus pr\u00f3ximo, criador e salvador. Ele \u00e9 um Deus eterno, que saiu de si e veio conviver connosco. Deus tirou o v\u00e9u que cobria o seu mist\u00e9rio e manifestou o que Ele \u00e9 para n\u00f3s, antes que f\u00f4ssemos capazes de O conhecer e de nos aproximarmos dele. Foi Ele o primeiro a amar-nos como obra perfeita das suas m\u00e3os. Que rela\u00e7\u00e3o alimento eu com o Deus dos crist\u00e3os? Reconhe\u00e7o-O na sua proximi-dade e na sua transcend\u00eancia?<\/p>\n<p>No evangelho, Mateus faz-nos subir ao monte, como disc\u00edpulos e disc\u00edpulas de Jesus, e a\u00ed escutar as suas \u00faltimas palavras: \u201cIde e fazei disc\u00edpulos de todas as na\u00e7\u00f5es, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei\u201d. Encontramos, assim, revelada a identidade do nosso Deus: Uno na natureza e Trino nas pessoas. Se, por um lado, precisamos de cultivar uma humildade intelectual, que nos conduza \u00e0 obedi\u00eancia filial para com Deus, aceitando, na f\u00e9, a revela\u00e7\u00e3o que faz de si mesmo, por outro lado, somos convidados por Jesus e, em nome da nossa f\u00e9 crist\u00e3, a penetrar sempre mais no mist\u00e9rio da Trindade e a estabelecer la\u00e7os de profunda intimidade com cada uma das pessoas divinas, porque cada uma tem o seu campo de actua\u00e7\u00e3o, conquanto o fa\u00e7a em uni\u00e3o com as outras. Vivo consciente de que, pelo meu baptismo, sou habita\u00e7\u00e3o de Deus: Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo? Que rela\u00e7\u00e3o estabele\u00e7o eu com cada uma das pessoas da SS. Trindade?<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo evoca a SS. Trindade, dizendo que n\u00f3s recebemos o Esp\u00edrito de Deus pelo baptismo e confirma\u00e7\u00e3o; este Esp\u00edrito capacita-nos para chamarmos \u201cAbba, Pai\u201d, como filhos e herdeiros, em Jesus Cristo. Contemplamos a SS. Trindade como princ\u00edpio e modelo de toda a rela\u00e7\u00e3o humana. Nela, cada pessoa vive para a outra e age em interac\u00e7\u00e3o. Em perfeito entendimento. Como \u00e9 importante, neste domingo da Trindade, revermos a nossa rela\u00e7\u00e3o com o Deus trinit\u00e1rio e revermos, a esta luz, a nossa vida de rela\u00e7\u00e3o familiar e comunit\u00e1ria! Como vivo a rela\u00e7\u00e3o com as outras pessoas? Tenho o h\u00e1bito de contemplar a vida trinit\u00e1ria de Deus e modelar sobre ela as minhas rela\u00e7\u00f5es com os outros? Respeito a unidade na diversidade?  <\/p>\n<p>Leituras do Domingo da Sant\u00edssima Trindade: Deut 4,32-34.39-40; Sl 33 (32); Rm 8,14-17; Mt 28,16-20<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palvra &#8211; Domingo da SS.ma Trindade &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7305","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7305"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7305\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}