{"id":7347,"date":"2006-06-14T09:44:00","date_gmt":"2006-06-14T09:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7347"},"modified":"2006-06-14T09:44:00","modified_gmt":"2006-06-14T09:44:00","slug":"santos-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/santos-populares\/","title":{"rendered":"Santos Populares"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores <!--more--> O m\u00eas de Junho \u00e9, por tradi\u00e7\u00e3o, o m\u00eas dos Santos Populares: Santo Ant\u00f3nio, S. Jo\u00e3o e S. Pedro. <\/p>\n<p>Ser\u00e3o os santos que s\u00e3o populares ou foi o povo que assim os tornou? Esta \u00faltima vers\u00e3o parece a mais correcta, pois que os seus respectivos dias lit\u00fargicos, s\u00e3o acompanhados de brincadeiras, por vezes excessivas, um pouco por todo o lado.<\/p>\n<p>Santo Ant\u00f3nio tem honras de primeira em Lisboa; S. Jo\u00e3o no Porto e em Braga e S. Pedro em Vila Real, o que n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o sejam recordados, venerados e festejados em muitos outros lugares.<\/p>\n<p>E a verdade das suas vidas onde est\u00e1? Ser\u00e1 que todos os conhecem? Fa\u00e7amos um pequeno bosquejo. <\/p>\n<p>Santo Ant\u00f3nio nasceu em Lisboa, junto \u00e0 S\u00e9, onde teria feito os seus primeiros estudos. \u00c9 pois um Santo portugu\u00eas. Foi depois para Coimbra, onde professou nos C\u00f3negos Regrantes de Santo Agostinho do Convento de Santa Cruz. Tocado pela sorte e mart\u00edrio dos Santos M\u00e1rtires de Marrocos, fez-se franciscano. Tentou seguir-lhes as pisadas, mas em Marrocos, atacado de doen\u00e7a, teve de regressar \u00e0 Europa, concretamente \u00e0 Sic\u00edlia. Como se tivesse revelado grande pregador, mandaram-no ensinar Teologia em Bolonha, tendo percorrido o sul da Fran\u00e7a pregando contra as heresias. Fixou-se em P\u00e1dua, onde morreu aos 40 anos. Esta raz\u00e3o faz com que muitos o conhe\u00e7am por Santo Ant\u00f3nio \u00abde P\u00e1dua\u00bb. O melhor e o mais exacto \u00e9 consider\u00e1-lo Santo Ant\u00f3nio \u00abde todo o mundo\u00bb. Um ano ap\u00f3s a sua morte foi canonizado; os in\u00fameros milagres obtidos por seu interm\u00e9dio fazem dele um dos maiores taumaturgos. Chamam-lhe \u00absanto casamenteiro\u00bb, mas de facto ele \u00e9 patrono dos louceiros. As suas imagens mais conhecidas apresentam-no com um livro na m\u00e3o e o Menino Jesus em cima, que lhe ter\u00e1 aparecido in\u00fameras vezes. A sua festa lit\u00fargica \u00e9 a 13 de Junho.<\/p>\n<p>S. Jo\u00e3o Baptista tem a sua festa lit\u00fargica a 24 de Junho, data do seu nascimento, coisa que s\u00f3 acontece com Nossa Senhora, e isto porque o Evangelho nos conta que foi santificado no ventre de sua m\u00e3e, Santa Isabel, e por isso nasceu purificado do pecado original. Com Nossa Senhora as coisas n\u00e3o se passaram de modo igual, uma vez que Ela foi imune do pecado original. A Santa Igreja costuma comemorar, n\u00e3o o nascimento terreno dos santos, mas a sua morte, ou seja o nascimento para a Vida Eterna. Levou uma vida de extraordin\u00e1ria penit\u00eancia e teve a dita de baptizar Jesus nas \u00e1guas do rio Jord\u00e3o. Viveu longo tempo no deserto, e quando come\u00e7ou a sua prega\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve medo de se opor ao poderoso Herodes Antipas que vivia com a mulher de seu irm\u00e3o, em escandaloso adult\u00e9rio. Isso valeu-lhe a pris\u00e3o e morte por decapita\u00e7\u00e3o. A 29 de Agosto a Igreja celebra o seu mart\u00edrio. \u00c9 o santo padroeiro dos alfaiates, peleiros e cor-reeiros, por alus\u00e3o ao seu modo de vestir: usava uma pele de carneiro e um cinto de couro. Como m\u00e1rtir \u00e9 padroeiro dos presos e condenados \u00e0 morte e tamb\u00e9m dos m\u00fasicos\u2026<\/p>\n<p>S. Pedro \u00e9 o maior dos Ap\u00f3stolos em dignidade, uma vez que foi a ele que Jesus mudou o nome pr\u00f3prio \u2013 Sim\u00e3o \u2013 em Pedro, que quer dizer \u00abpedra\u00bb, pois foi ele o primeiro sucessor de Jesus, isto \u00e9, o primeiro Papa. Foge no momento da pris\u00e3o de Jesus, nega-O por tr\u00eas vezes com juramento, mas como o amor pelo Mestre era superior \u00e0 sua fraqueza, arrependeu-se e recebeu o poder de confirmar os irm\u00e3os na f\u00e9 e o poder de jurisdi\u00e7\u00e3o. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o-lhe atribu\u00eddos muitos s\u00edmbolos: as chaves (dos C\u00e9us, que Jesus lhe confiara); a barca, por alus\u00e3o ao seu of\u00edcio de pescador de peixes, antes de o Senhor o fazer \u00abpescador de homens\u00bb; o galo, pois foi o seu cantar que lhe despertou a consci\u00eancia que tinha atrai\u00e7oado o Mestre; as cadeias, que recordam a sua pris\u00e3o em Jerusal\u00e9m, donde foi libertado por um Anjo; a cruz invertida, que recorda o seu mart\u00edrio, pois ele, no tempo de Nero, em Roma, foi crucificado de cabe\u00e7a para baixo, por vontade expressa. A sua festa lit\u00fargica \u00e9 a 29 de Junho e com ela se encerram os festejos populares de tr\u00eas santos, que, pelo que lemos, foram extraordinariamente penitentes, contrastando com os muitos excessos que se verificam nas festas populares.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n<p>NOTA: Muitos dos factos aqui narrados foram recolhidos no livro Dicion\u00e1rio dos Santos de Jorge Campos Tavares \u2013 Lello &#038; Irm\u00e3o Editores. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-7347","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7347\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}