{"id":7366,"date":"2006-06-14T11:15:00","date_gmt":"2006-06-14T11:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7366"},"modified":"2006-06-14T11:15:00","modified_gmt":"2006-06-14T11:15:00","slug":"os-leigos-na-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-leigos-na-igreja\/","title":{"rendered":"Os leigos na Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Revisitar o Conc\u00edlio Vaticano II <!--more--> O compromisso de todos os baptizados com a miss\u00e3o da Igreja, resultante da sua uni\u00e3o com Cristo, pelo Baptismo, reveste facetas diversas. Uma dessas facetas \u00e9 a sua configura\u00e7\u00e3o individual ou organizada.<\/p>\n<p>O decreto sobre o apostolado dos Leigos d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica \u00e0 configura\u00e7\u00e3o individual. \u201cO apostolado individual, que irrompe com abund\u00e2ncia da fonte da vida realmente crist\u00e3, \u00e9 o fundamento e a condi\u00e7\u00e3o de todo o apostolado, mesmo do apostolado associado, e nada poder\u00e1 substitu\u00ed-lo. Todos os leigos, de qualquer condi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o chamados e obri-gados a este apostolado, mesmo que n\u00e3o tenham ocasi\u00e3o ou possibilidade de colaborar e participar em associa\u00e7\u00f5es\u201d &#8211; n.\u00ba 16.\t<\/p>\n<p>Sem esquecer que, ainda nestas circunst\u00e2ncias, \u00e9 necess\u00e1ria uma comunidade de refer\u00eancia e de suporte, o Conc\u00edlio sublinha um aspecto fundamental. \u00c9 que o apostolado brota da fonte da vida realmente crist\u00e3. A falta de compromisso apost\u00f3lico radica, seguramente numa fragilidade de vida crist\u00e3. Quem vive uma s\u00f3lida intimidade com Jesus Cristo, quem vive o que cr\u00ea, n\u00e3o pode deixar de comunicar o que vive! Nada pode substituir esta fonte. <\/p>\n<p>Em algumas situa\u00e7\u00f5es, o apostolado individual \u201c\u00e9 o \u00fanico apropriado e at\u00e9 o \u00fanico poss\u00edvel\u201d. H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e sociais em que \u201cs\u00f3 por meio dos leigos a Igreja pode ser sal da terra\u201d &#8211; LG n.\u00ba 31.<\/p>\n<p>Outro aspecto interessante da configu-ra\u00e7\u00e3o do apostolado laical \u00e9 a sua espiritualidade. Tendo tratado, no cap. IV da Lumen Gentium, a voca\u00e7\u00e3o de todos \u00e0 santidade, o Conc\u00edlio propunha, deste modo, a forma de os leigos serem santos, distinta dos monges, por exemplo. Eles s\u00e3o santos \u201cvivendo no mundo, isto \u00e9, em toda e qualquer actividade terrena e nas condi\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias da vida familiar e social. (&#8230;) Por voca\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, compete aos leigos procurarem o Reino de Deus tratando das realidades terrestres e ordenando-as segundo Deus\u201d &#8211; LG n.\u00ba 31.<\/p>\n<p>O par\u00e1grafo 4 do Apostolicam -, depois de referir que ser crist\u00e3o \u00e9 \u201co exerc\u00edcio constante da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade\u201d, desdobra-se a apresentar o estilo de vida que o leigo crist\u00e3o \u00e9 chamado a ter. J\u00e1 sabemos que ele envolve uma estrutura interior original, que resulta numa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m original com os outros e com as coisas e institui\u00e7\u00f5es. Sabemos. Mas com facilidade ca\u00edmos numa espiritualidade de tend\u00eancia monacal, subtraindo-nos a \u201csujar as m\u00e3os\u201d com a realidade terrestre, \u00e0 espera da nossa qualidade de fermento e sal.<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitar o Conc\u00edlio Vaticano II<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7366","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7366\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}