{"id":7397,"date":"2006-06-22T10:00:00","date_gmt":"2006-06-22T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7397"},"modified":"2006-06-22T10:00:00","modified_gmt":"2006-06-22T10:00:00","slug":"jovens-missionarios-encontraram-se-com-o-bispo-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/jovens-missionarios-encontraram-se-com-o-bispo-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Jovens mission\u00e1rios encontraram-se com o Bispo de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 a Diocese de Aveiro que parte em Miss\u00e3o. \u00c9 a Diocese que est\u00e1 em Miss\u00e3o, c\u00e1, l\u00e1 e onde for preciso! Quase no fim da forma\u00e7\u00e3o propriamente dita, os volunt\u00e1rios encontraram-se, a 10 de Junho, com o Bispo da Diocese.<\/p>\n<p>Naquela manh\u00e3 de s\u00e1bado, o Bispo de Aveiro n\u00e3o falou sustentado em conceitos teol\u00f3gicos, de conhecimento pastoral ou te\u00f3rico. Contou com isso, mas sempre em testemunho, em saber de experi\u00eancia pr\u00f3pria pelos tempos de Miss\u00e3o que passou em Mo\u00e7ambique e na Guin\u00e9, nos anos de 1968 e 1973-74, em ambiente de Guerra, em pa\u00edses que n\u00e3o viam com bons olhos os brancos, muito menos os portugueses de quem se queriam independentes.<\/p>\n<p>\u201cA Miss\u00e3o \u00e9 dar no duro, \u00e9 passar necessidades e dificuldades. \u00c9 n\u00e3o ter tudo o que precisamos durante um m\u00eas e meio\u2026 Mas vamos para junto de gente que n\u00e3o tem durante anos e anos\u201d \u2013 explicou D. Ant\u00f3nio.<\/p>\n<p>A Miss\u00e3o \u00e9 abertura, \u00e9 amor aos outros atrav\u00e9s de Jesus Cristo. Esta \u00e9 a carga principal que se deve levar na bagagem: o Amor, o Esp\u00edrito e a Gra\u00e7a! O resto \u00e9 o m\u00ednimo!<\/p>\n<p>O amor \u00e9 a bomba mais explosiva do mundo, como dizia D. H\u00e9lder da C\u00e2mara! \u00c9 o instrumento que pode mudar tudo e \u00e9 insepar\u00e1vel do ser mission\u00e1rio!<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio partilhou com os volunt\u00e1rios sobre uma fam\u00edlia de idosos que conheceu em tempos. Ao visit\u00e1-los, vindo embora, perguntaram-lhe se n\u00e3o ia visitar o doente da casa. Entrou num quarto, onde estava um filho, j\u00e1 de idade, im\u00f3vel, sem reac\u00e7\u00e3o, com um olhar distante. O filho \u2013 explicou a m\u00e3e idosa \u2013, nunca respondeu a nada, nunca deu um sinal. A pr\u00f3pria m\u00e3e duvidava que ele a conhecesse. No entanto, aquela m\u00e3e, todos os dias, esteve l\u00e1 sempre, num amor gratuito sem nada em troca. \u00c9 este o radicalismo que se exige \u00e0 Igreja, \u00e0 Miss\u00e3o! Este amor que \u00e9 de todos os dias, no testemunho, na voz das causas dos mais pobres, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no tempo que se est\u00e1 longe de casa, \u00e9 sempre, todos os dias desde j\u00e1! Sem estar \u00e0 espera da apar\u00eancia como aquelas pessoas que ficam \u201cenfunadas\u201d a primeira vez que n\u00e3o se lhes agradece ou se lhes reconhece publicamente! A Miss\u00e3o \u00e9 a discri\u00e7\u00e3o, o anonimato do Amor, do Eu\u2026 porque o Importante \u00e9 o outro e a sua voz!<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio enquadrou a experi\u00eancia na Diocese, nos centros de Miss\u00e3o que acolhem os volunt\u00e1rios. Alertou para o facto de n\u00e3o irem fazer a obra pr\u00f3pria. V\u00e3o continuar e contribuir para uma obra j\u00e1 come\u00e7ada, v\u00e3o envolver-se numa obra que \u00e9 de todos, em nome da Diocese de Aveiro e na sua colabora\u00e7\u00e3o para as Miss\u00f5es \u201cad gentes\u201d.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios t\u00eam de deixar c\u00e1 tudo o que \u00e9 sup\u00e9rfluo. Na simplicidade das palavras de Teresa de Calcut\u00e1 est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o para o caminho a trilhar. Quando lhe perguntaram, depois de lhe ser atribu\u00eddo o Nobel da Paz, \u201cIrm\u00e3, o que fazer para acabar com a fome no mundo?\u201d \u201cRepartir o p\u00e3o que tenho com o primeiro que encontrar com fome!\u201d \u2013 foi a resposta. Nada mais simples e t\u00e3o exigente ao mesmo tempo! T\u00e3o exigente que s\u00f3 com abertura ao Esp\u00edrito se pode assumir tal atitude.<\/p>\n<p>Encontro Nacional de Volunt\u00e1rios Mission\u00e1rios<\/p>\n<p>No primeiro fim-de-semana de Junho, aconteceu o encontro nacional de volunt\u00e1rios portugueses, por pa\u00edses de destino mission\u00e1rio. Em F\u00e1tima, o objectivo foi reunir todo o pa\u00eds para conhecer o pa\u00eds em que os volunt\u00e1rios ir\u00e3o trabalhar e talvez se cruzar, desde os aspectos mais comuns do quotidiano, a dados culturais e \u00e0 especificidade da presen\u00e7a da Igreja. Como nos encontros anteriores, houve espa\u00e7o para \u201couvir quem l\u00e1 esteve\u201d, procurando perceber, a partir desses testemunhos, que situa\u00e7\u00f5es esperam os volunt\u00e1rios mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>Entre 1986 e 2004, as entidades de Voluntariado Mission\u00e1rio em Portugal cresceram, ultrapassando as quatro dezenas. No total, j\u00e1 partiram em miss\u00e3o mais de dois mil volunt\u00e1rios portugueses, tanto por per\u00edodos de tempo mais limitados (no Ver\u00e3o) como em projectos de mais longa dura\u00e7\u00e3o. A Diocese de Aveiro, desde 1997, contribuiu com mais de uma centena de volunt\u00e1rios e alguns projectos de ajuda humanit\u00e1ria \u00e0s miss\u00f5es.<\/p>\n<p>O Correio do Vouga ouviu alguns volunt\u00e1rios sobre este encontro. \u201cFoi muito grande, porque todos os minutos foram muito intensos: a partilha de grupo, o di\u00e1logo, as motiva\u00e7\u00f5es; a f\u00e9 que nos move\u201d, afirma Marta Oliveira.<\/p>\n<p>Segundo Mariline, o encontro significou \u201cum despertar para uma nova realidade\u201d. \u201cEstar com gente que partilha o mesmo sonho, a mesma for\u00e7a e vontade de ajudar, de conhecer, de mudar\u201d foi muito importante para a volunt\u00e1ria que est\u00e1 a preparar-se para partir para a Amaz\u00f3nia.<\/p>\n<p>Para a Leonor, \u201cforam momentos de consciencializa\u00e7\u00e3o do muito que h\u00e1 para saber e fazer, um tempo de reafirma\u00e7\u00e3o da vontade que cresceu dentro de mim em estar com quem precisa e ajudar no que \u00e9 necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>O envio<\/p>\n<p>No Dia da Igreja Diocesana conclui-se a primeira etapa de forma\u00e7\u00e3o. Chega a hora de esquecer tudo o que se aprendeu nos livros e ir para o terreno com uma ferramenta apenas: o Amor gratuito, \u00e0 semelhan\u00e7a do que fez aquele jovem rebelde da Galileia! O Amor gratuito \u00e0queles que n\u00e3o nos podem agradecer \u00e9 a nossa possibilidade de entrar no mundo da Hist\u00f3ria, em vez de andar no mundo da historieta, n\u00e3o pela import\u00e2ncia de ser mission\u00e1rio, mas pelo destino da Miss\u00e3o! O mensageiro n\u00e3o \u00e9 importante; a mensagem \u00e9 que \u00e9: o Amor e a sua entrega at\u00e9 ao fim!<\/p>\n<p>Dentro de dias, 25 volunt\u00e1rios da nossa Diocese partem em Miss\u00e3o. Partem para uma experi\u00eancia breve, suportada financeiramente por cada um, mediante as suas possibilidades, e suportados espiritual e formativamente pela Diocese de Aveiro. Durante quase cerca de nove meses, os candidatos a volunt\u00e1rios fizeram uma prepara\u00e7\u00e3o, da responsabilidade do Secretariado Diocesano de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria. N\u00e3o foi f\u00e1cil, nem simples, nem de \u00e2nimo leve! Agora, os volunt\u00e1rios est\u00e3o no in\u00edcio de uma grande caminhada ao servi\u00e7o de Deus que passa por Angola, Mo\u00e7ambique, Brasil ou Timor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a Diocese de Aveiro que parte em Miss\u00e3o. \u00c9 a Diocese que est\u00e1 em Miss\u00e3o, c\u00e1, l\u00e1 e onde for preciso! Quase no fim da forma\u00e7\u00e3o propriamente dita, os volunt\u00e1rios encontraram-se, a 10 de Junho, com o Bispo da Diocese. 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