{"id":7406,"date":"2006-06-22T10:17:00","date_gmt":"2006-06-22T10:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7406"},"modified":"2006-06-22T10:17:00","modified_gmt":"2006-06-22T10:17:00","slug":"quando-as-dificuldades-fazem-a-fe-vacilar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quando-as-dificuldades-fazem-a-fe-vacilar\/","title":{"rendered":"Quando as dificuldades fazem a f\u00e9 vacilar"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B <!--more--> Todos passamos por fases dif\u00edceis e nos interrogamos sobre o porqu\u00ea de tais dramas. Somos tentados a revoltar-nos e a perguntar: Onde est\u00e1 Deus? A liturgia deste domingo afirma-nos que, no decurso da nossa hist\u00f3ria pessoal e colectiva, n\u00e3o estamos s\u00f3s, abandonados \u00e0 nossa sorte, porque Deus faz caminho connosco, cuidando de n\u00f3s com amor paternal\/maternal e oferecendo-nos a sua vida e salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira leitura coloca-nos diante do sofrimento persistente de um homem bom, fustigado por toda a esp\u00e9cie de males. O texto apresenta Job, por um lado, diante da majestade e omnipot\u00eancia de Deus e, por outro, diante da sua pequenez e finitude, que n\u00e3o lhe permitem perceber a l\u00f3gica dos projectos de Deus. Perante isto, somos convidados a ser verdadeiros crentes, isto \u00e9, a reconhecer os nossos limites e a concluir que os projectos de Deus n\u00e3o se podem entender \u00e0 luz da nossa t\u00e9nue l\u00f3gica humana. Imersos no mist\u00e9rio insond\u00e1vel deste Deus omnipotente, por vezes desconcertante e incompreens\u00edvel, resta-nos atirar-nos, confiadamente, para os seus bra\u00e7os de Pai\/M\u00e3e, mesmo sem entendermos os seus projectos. Como reajo eu diante dos \u201cmales\u201d da minha vida?<\/p>\n<p>No evangelho, Marcos prop\u00f5e-nos uma catequese sobre a Igreja, na qual os disc\u00edpulos s\u00e3o fustigados por toda a esp\u00e9cie de oposi\u00e7\u00f5es, cal\u00fanias e falsas suposi\u00e7\u00f5es. Mas os disc\u00edpulos nunca est\u00e3o sozinhos a enfrentar as tempestades, porque Jesus est\u00e1 sempre l\u00e1, embarcado com eles, dando-lhes seguran\u00e7a e paz. Os disc\u00edpulos nada t\u00eam a temer, porque Cristo vai com eles, ajudando-os a vencer o antagonismo das for\u00e7as que se op\u00f5em \u00e0 vida e \u00e0 salva\u00e7\u00e3o das pessoas. \u201cAinda n\u00e3o tendes f\u00e9?\u201d, pergunta Jesus aos disc\u00edpulos, nos quais cada um de n\u00f3s se encontra. Se tiv\u00e9ssemos f\u00e9, n\u00e3o ter\u00edamos medo e estar\u00edamos conscientes da sua presen\u00e7a ao nosso lado e n\u00e3o estar\u00edamos \u00e0 espera de uma interven\u00e7\u00e3o m\u00e1gica de Jesus para nos livrar das dificuldades. O verdadeiro disc\u00edpulo \u00e9 aquele que aderiu a Jesus, que vive em permanente comunh\u00e3o e intimidade com Ele, que caminha com Ele, que descobre a sua presen\u00e7a reconfortante. Qual a minha identidade de disc\u00edpulo\/a?<\/p>\n<p>A segunda leitura assegura-nos que o nosso Deus n\u00e3o \u00e9 um Deus indiferente, que deixa as pessoas abandonadas \u00e0 sua sorte. A vinda de Jesus ao mundo, para nos libertar do ego\u00edsmo que escraviza e para nos propor a liberdade do amor, mostra que o nosso Deus \u00e9 um Deus interveniente, que nos ama e nos quer ensinar o caminho da vida. Paulo, depois de ter encontrado Jesus e de ter aderido \u00e0 sua proposta, tornou-se testemunha do projecto salvador e libertador de Deus para a humanidade. Cada um de n\u00f3s tem de se tornar arauto das propostas de Deus e de anunciar aos seus irm\u00e3os, com gestos concretos, essa oferta de vida nova e verdadeira que Deus nos faz. Os meus gestos di\u00e1rios testemunham a vida nova? <\/p>\n<p>A vida \u201ca\u00e7oita-nos\u201d assustadoramente. A todos, sem excep\u00e7\u00e3o! Como vivo eu a experi\u00eancia das minhas \u201ctempestades\u201d? \u00abAinda n\u00e3o tenho f\u00e9?\u00bb.<\/p>\n<p>Leituras do XII Domingo do Tempo Comum: Job 38,1.8-11; Sl 107 (106); 2 Cor 5,14-17; Mc 4,35-41<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XII Domingo do Tempo Comum &#8211; Ano B<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7406","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7406","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7406\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}