{"id":7407,"date":"2006-06-22T10:19:00","date_gmt":"2006-06-22T10:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=7407"},"modified":"2006-06-22T10:19:00","modified_gmt":"2006-06-22T10:19:00","slug":"quem-sao-os-padres-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quem-sao-os-padres-da-igreja\/","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o os &#8220;Padres da Igreja&#8221;?"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor Pergunta <!--more--> A express\u00e3o \u201cPadres da Igreja\u201d utiliza-se para designar um conjunto de te\u00f3logos crist\u00e3os que se distinguiram nos primeiros s\u00e9culos de cristianismo. Os autores assim designados re\u00fanem quatro caracter\u00edsticas: 1) ortodoxia da doutrina; 2) santidade de vida; 3) aprova\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica; 4) antiguidade.<\/p>\n<p>Os outros te\u00f3logos crist\u00e3os dessa \u00e9poca a quem falta alguma destas caracter\u00edsticas s\u00e3o conhecidos por \u201cescritores eclesi\u00e1sticos\u201d (designa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 vem de S. Jer\u00f3nimo). \u00c9 o caso de Tertuliano (de Cartago), Or\u00edgenes (de Alexandria) e Eus\u00e9bio (de Cesareia),para nomear apenas alguns, que nos legaram escritos maravilhosos, mas que em algum momento das suas vidas sa\u00edram da ortodoxia. O advogado Tertuliano (155-222 d.C.), por exemplo, a certa altura aderiu ao montanismo, seita que pregava uma separa\u00e7\u00e3o radical do mundo, cujo fim estaria iminente.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um outro grupo de escritores, um pouco mais antigos, chamados \u201cPadres Apost\u00f3licos\u201d. Clemente de Roma, In\u00e1cio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, Papias, Hermas, etc. s\u00e3o os primeiros autores do cristianismo ap\u00f3s o Novo Testamento e ter\u00e3o estado em contacto com os pr\u00f3prios ap\u00f3stolos, da\u00ed o seu nome.<\/p>\n<p>Os padres da Igreja dividem-se em \u201cPadres Orientais\u201d, por viverem na parte oriental do Imp\u00e9rio Romano (desses, quase todos falavam grego), e \u201cPadres Ocidentais\u201d (parte ocidental do Imp\u00e9rio, de l\u00edngua latina).<\/p>\n<p>Padres Ocidentais: Hil\u00e1rio de Poitiers, Le\u00e3o Magno, Ambr\u00f3sio de Mil\u00e3o, Jer\u00f3nimo, Agostinho e Greg\u00f3rio Magno, entre outros. Estes quatro \u00faltimos foram designados \u201cdoutores egr\u00e9gios da Igreja\u201d e \u201cgrandes padres da Igreja\u201d por Bonif\u00e1cio VII (1298).<\/p>\n<p>Padres Orientais: Cirilo de Jerusal\u00e9m, Greg\u00f3rio de Nissa, Atan\u00e1sio, Bas\u00edlio Magno, Greg\u00f3rio Nazianzeno e Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, entre outros. A Igreja Ortodoxa venera de forma especial os quatro \u00faltimos.<\/p>\n<p>Os Padres da Igreja tiveram um papel de grande destaque no combate a heresias e na defini\u00e7\u00e3o dos dogmas cat\u00f3licos por conc\u00edlios como o Niceia I (de onde prov\u00e9m quase todo o Credo recitado ao domingo), Constantinopla I e II, \u00c9feso ou Calced\u00f3nia.<\/p>\n<p>Geralmente aponta-se como \u201c\u00faltimos padres da Igreja\u201d Isidoro de Sevilha (560-636), no Ocidente; e Jo\u00e3o Damasceno (675-750), no Oriente.<\/p>\n<p>O pensamento dos Padres da Igreja tem tal import\u00e2ncia que os cursos de Teologia costumam reservar uma disciplina aut\u00f3noma para o seu estudo, a Patr\u00edstica ou Patrologia.\u00b4<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor Pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-7407","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7407","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7407"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7407\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}